Oportunidades com a Rio 2016

Rio2016TM_logoEstamos a pouco mais de 1 ano das Olimpíadas Rio 2016, onde teremos inúmeras delegações chegando à cidade e necessitando de estrutura esportiva para treinamentos.

Segundo nota do jornal LANCE, alguns clubes esportivos estão sendo selecionados para receber as delegações que irão participar do evento. “Essas delegações já estão investindo para melhorar as estruturas dos clubes”, diz Jair Alfredo Pereira, presidente da Confederação Brasileira dos Clubes (CBC). Flamengo e Minas Tênis Clube estão nessa lista, por exemplo.

O Fluminense tem uma sede localizada na região central da grande metrópole, com inúmeras instalações esportivas. Certamente tem potencial para atrair delegações e investimentos, com boa possibilidade de se tornar local de treinamentos de inúmeras equipes, de diferentes modalidades.

O Flu já perdeu uma boa oportunidade durante a Copa do Mundo 2014, enquanto o rival rubro-negro teve suas instalações de futebol na Gávea reformadas para receber a delegação da Holanda.

Pelo Fair Play Financeiro Global

fair_play_10922Em reunião realizada ontem na CBF, foi criada uma regra de fair play financeiro para punir com a perda de pontos os clubes que atrasarem salários.

Num mundo ideal, a medida seria fantástica, afinal todos teriam os mesmo direitos e deveres a cumprir.

Mas num país onde o negócio futebol pratica as seguintes distorções:

1) Alguns Clubes vivem de seu esforço próprio e outros possuem patrocínios estatais;

2) Alguns Clubes tem estádios próprios, outros alugam ou pagam taxas como mandante, outros receberam estádios do Poder Público em condições facilitadas com a desculpa da Copa do Mundo;

3) Alguns Clubes vão receber cotas de TV 3 ou 4 vezes maiores que seus adversários diretos, mesmo que a diferença média das audiências em TV aberta não chegue a 20%;

4) Alguns Clubes obtém uma constante benevolência por parte do Poder Público em parcelamentos fiscais, enquanto outros são perseguidos;

5) O número de partidas exibidas na TV não é o mesmo para todos os Clubes, o que distorce a exposição e a desequilibra a busca por patrocínios;

Como é que se pode punir algum clube com perda de pontos sem pensar nas condições do ambiente de negócios, que não são as mesmas ou sequer parecidas para todos?

Somos a favor do fair play financeiro sim, mas que ele seja global.

Para a medida ser justa, as distorções precisavam ser minimizadas antes da criação da nova regra.

Até o Botafogo…

interrogaçãoMesmo em grave crise financeira e institucional, e num ano em que encontra-se rebaixado para a segunda divisão, o Departamento de Marketing do Botafogo se movimentou e conseguiu vários patrocínios pontuais para sua camisa. As marcas Supermercados Unidos (peito), Netshoes (manga), Zeex (omoplata), Naveg (barra da camisa) e Casa & Vídeo (costas) serão usadas apenas em partidas de grande visibilidade, como nos clássicos contra Flamengo e Fluminense.

Deixando o mau gosto de alguns anúncios à parte, fica claro que o Marketing alvinegro se mexeu para conseguir receita extra, mesmo que pontual, superando a dificuldade de não ter jogadores de grande expressão em seu elenco, exceção feita ao goleiro Jeferson.

É verdade que o Flu precisa não pode banalizar a própria camisa, pois junto com o pavilhão Tricolor é o nosso maior patrimônio. Colocar anúncio de promoção de celular (com preço) numa das área mais nobres do uniforme definitivamente não é positivo, vide a repercussão negativa que o fato teve nas redes sociais. Porém, ficar aguardando que parceiros procurem o Fluminense se oferendo para patrocinar o clube também não nos parece uma boa estratégia. É preciso correr atrás deles!

No Fluminense, é sabido que os dois patrocínios já acertados para a temporada de 2015, Vitton44 e Frescatto, foram negociados por membros da diretoria externos ao Departamento de Marketing.

Nem mesmo a exposição internacional trazida pela disputa da Florida Cup foi suficiente para o Marketing do Flu conseguir outros patrocínios para o uniforme tricolor. A renovação de contrato de um jogador expressivo como Fred também não contribuiu ainda para atração de novas marcas.

Na época da homologação do nome de Marcello Gonçalves no Conselho Deliberativo, o discurso da diretoria apontava para novos investimentos externos e algumas parcerias que o atual comando de Marketing poderia conseguir através de um networking poderoso na capital paulista.

Continuamos na expectativa deste discurso se transformar em prática, algo que ainda não aconteceu após quase 10 meses.

Vitória sofrida e volta ao G4

Flu1x0Resende

Mesmo sofrendo muito na partida, e ainda sem apresentar um bom futebol, o Fluminense conseguiu exercer uma pressão no final do jogo e terminou vencendo o fraco Resende por 1 x 0, em jogo válido pela 7a. rodada do campeonato carioca 2015.

O gol tricolor foi marcado pelo lateral direito Wellington Silva, um dos poucos que se salvaram na partida, completando como centroavante um forte chute cruzado de Walter, que aproveitou bem uma falha grosseira da zaga adversária. Este gol desafogou o sofrimento do Flu aos 42 minutos do segundo tempo.

Apesar do inexpressivo adversário, o Flu correu riscos na partida. A nossa zaga atuou sempre exposta e falhando em demasia nas bolas altas, mesmo em cobranças de arremessos laterais.

Na parte ofensiva, a formação em 4-2-3-1 mais uma vez não deu certo, com o time tendo pouco volume e não incomodando o goleiro adversário durante a maior parte do jogo. O atacante Fred, isolado, pouco finalizou, assim como Wagner, Giovani e Kenedy, todos muito abaixo do que podem jogar. Além do gol, os melhores lances do Flu foram bolas na trave chutadas de longe por Giovani e Vinícius, logo no início da partida.

O grande destaque positivo do Flu foi a boa estreia do meia Gerson como titular, atuando como 2o volante. O garoto mostrou muita habilidade nos passes e nas bolas enfiadas, não enfeitou as jogadas em momento algum e ainda participou da marcação. Sua atuação segura deu boas esperanças à torcida.

Para finalizar, uma constatação: se não foi brilhante, a vitória suada ao menos serve para motivar a torcida para o clássico de domingo, contra o Botafogo. O resultado levou o Flu ao 3o. lugar e de volta à briga pela conquista da Taça GB. Além disso, o gol salvador do Flu também deixará o time do sistema fora da zona de classificação por pelo menos uma semana, o que é lindo.

No próximo domingo, o Flu finalmente volta a jogar em sua casa, onde inacreditavelmente atuou apenas uma vez até agora pela competição. Apenas a título de comparação, das 7 partidas disputadas até aqui, o rival da Gávea jogou no Maracanã em quatro delas. O rival de São Januário, hoje principal aliado da FERJ, também já jogou 4 partidas em sua casa.

O descaso com o associado continua…

 

No dia 24.02.2014, a Flusócio publicou um post relatando as inúmeras reclamações dos associados do Fluminense, quanto ao estado de limpeza e manutenção da sede, incluindo as piscinas e áreas adjacentes, vestiários, jardins, bares etc.

Passado mais de 1 ano do nosso alerta, pouco coisa mudou, ou melhor, muita coisa piorou, caracterizando total falta de respeito ao associado que paga sua mensalidade em dia e não tem retorno do seu investimento.

A piscina foi reformada na atual gestão, atendendo a um pleito antigo dos frequentadores e se adaptando às dimensões oficiais para competições. Entretanto, o parque aquático não é frequentado somente pelos atletas. O clube recebe muitos associados, principalmente nos finais de semana, que junto com seus familiares precisam ter um mínimo de conforto. Mas, falta praticamente tudo, não há guarda-sol, mesmo com o calor de 40 graus na cidade nesta época do ano, não há cadeiras suficientes, tampouco espreguiçadeiras para um maior conforto ao associado. O chão ao redor da piscina está sempre sujo.

Os vestiários da piscina, tanto abaixo da arquibancada da natação como no túnel embaixo do ginásio, são capítulos à parte e unanimidade no clube: estão sempre em estado precário, cheirando mal, sujos e praticamente sem manutenção. Há pouco tempo foram colocados armários novos, mas no início encontravam-se jogados dentro do vestiário, junto aos outros. Sabemos que haverá mudança na limpeza e esperamos que a administração tenha o cuidado de sinalizar a necessidade de um serviço satisfatório, já na entrada da nova empresa, com cobranças e fiscalização, para evitar o famoso “pau que nasce torto morre torto”.

Não admitimos o discurso de falta de verbas; o que falta é trabalho, falta cobrança e fiscalização dos setores responsáveis. Quanto custa para o clube colocar guarda sol e algumas cadeiras? Será que a Adidas ou a Ambev não teriam interesse de fornecer esse material expondo sua marca no clube?

Ainda nos restringindo à área do parque aquático, o piso do Bar da Piscina está constantemente imundo, assim como algumas cadeiras que estariam OK apenas com um pouco de limpeza e atenção.

Para completar, outra queixa clássica e justíssima dos sócios contribuintes e proprietários: o clube como um todo é peneira: entra quem quiser, a qualquer momento, mas na piscina, onde o cuidado deveria ser maior e mais fácil (há uma única catraca, exclusiva para tal), o controle também é falho. Ali é o último ponto de filtragem: se por acaso alguém que não tenha acesso às dependências sociais chegou até ali indevidamente, logicamente não deveria ser permitida a sua entrada.

É visível hoje o desleixo que o clube se encontra com relação à limpeza e conservação, principalmente em momento em que precisamos captar novos sócios para aumentar a receita.

Vamos voltar ao tema abordando outras áreas do clube. Se você tem denúncias ou reclamações com relação a este tópico, envie fotos para flusocio@gmail.com

Os associados merecem atenção e cuidado com a sede.

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