Preocupação com a arbitragem

Anderson Daronco

Saiu a arbitragem dos jogos do Flu durante esta semana. Para a partida contra o Vitória-BA, o trio será paulista: apita Thiago Duarte Peixoto (SP), mesmo com Corinthians e São Paulo na disputa direta com o Flu por uma vaga no G4. Mas nos jogos destes rivais diretos, apitam um capixaba e um paraense, respectivamente. Ambos desconhecidos.

Para o Fla x Flu do domingo, enfim teremos um árbitro não carioca, o que felizmente afasta a possibilidade de Marcelo Lima Henrique, Índio e outros manjados do “padrão FERJ”. Mas o árbitro será o gaúcho Anderson Daronco (RS), aquele mesmo que não anotou penalti escandaloso em Wagner no último Fluminense 3 x 3 Cruzeiro. Sem contar que os clubes gaúchos também são rivais diretos do Fluminense na disputa pelo G4.

Nos impressiona a falta de tato da CBF, pra dizer o mínimo. É inacreditável que, em nossos jogos, o “sorteio” permita este tipo de problema, apesar do campeonato brasileiro ter possibilidade de escalar árbitros de pelo menos umas 15 federações diferentes.

Hora de se engajar pelo Flu

Seja Sócio

Os números contidos no excelente blog Balanço da Bola são claros: a espanholização é iminente.

No caso dos rivais rubro-negros, colocaram lá gente que sabe o que está fazendo na parte financeira, mas ao contrário de nós, eles tem a seu dispor parcelamentos fiscais de pai pra filho, patrocínio estatal na camisa, cotas de TV absurdamente desiguais, benevolência nas esferas judiciais e a proteção do sistema (arbitragem, CBF, Globo, caso Lusa, etc), com toda a imprensa calada.

Atualmente eles conseguem fazer reformas financeiras e administrativas até com certa tranquilidade, pois cair de divisão é impossível, o sistema visivelmente não deixa, não importa a qualidade da equipe.

O que estamos vendo neste campeonato brasileiro é um escárnio. Da mesma forma, títulos menos expressivos continuam a ser fabricados, principalmente em estaduais, bem como vitórias em clássicos FERJ, para manter a torcida sempre motivada e consumindo.

Nossa única saída é o engajamento do nosso torcedor, principalmente no programa de sócios, o realinhamento da nossa dívida global, responsabilidade financeira constante, investimento maciço na formação de jogadores e na observação técnica e a união com os demais interessados por uma Liga de Clubes. Sem isso, estaremos certamente fadados a sermos coadjuvantes, principalmente após o dia em que não tivermos mais o suporte da Unimed.

Tricolor, importe-se com o seu Clube, mantenha-se antenado aos seus problemas, cobre pelas transformações que ainda precisam ser feitas por esta gestão e vote para Presidente em 2016. O prazo para o sócio-futebol aderir a tempo de votar nas próximas eleições está próximo do fim.

O Fluminense tem erros administrativos sim, mas os inimigos externos são bem maiores que os internos. Engaje-se pelo Flu! Seja Sócio! Convença mais tricolores a serem sócios! A hora é essa!

Grande vitória no Maraca!

gol-fred_photocamera

O Flu dorme no G4 após uma grande vitória sobre o até então ascendente Palmeiras. O resultado final resume a diferença de qualidade técnica entre as equipes: enquanto o Palmeiras rondou perigosamente o gol tricolor sem conseguir marcar, o Flu foi decisivo ao finalizar em gol e chegou aos 3×0. O time sentiu novamente falta de velocidade na frente, mas resolveu a parada com luta e disposição.

Alguns destaques, por tópicos:

- Flu terminou sem ser vazado, mesmo com uma zaga com garotos e as duas laterais improvisadas, durante quase toda a partida. Marlon mais uma vez chamou a atenção pela qualidade e frieza nos desarmes, Fernando, único lateral de ofício mas que jogava no meio-campo quando estava emprestado, entrou em lugar de outro improvisado, e foi muito bem também;

- Grande atuação de Diego Cavalieri, com duas intervenções espetaculares em cabeçada de Diogo e chute de Cristaldo;

- Fred muito bem no jogo, correndo muito, marcando duas vezes e quase chegando ao “hat trick” se o goleiro do Palmeiras não salvasse uma cabeçada à queima roupa;

- Conca, um show à parte sempre, e mais um gol em cobrança-surpresa de falta.

Vamos até Salvador, em mais uma etapa dessa maratona insana que vai deixando peças pelos caminho, e já preparando o espírito para o Fla-Flu da semana que vem.

Um grande domingo a todos, comemoremos!

Jogão decisivo e Crowdfunding crescente

Bandeirinhas no Maraca

O Crowdfunding do Casal 20 atingiu cerca de 56% da meta, e terá até 06 de novembro para atingir a integralidade do financiamento coletivo. Tivemos até agora R$ 84.022,00 arrecadados. No total, 606 tricolores já colaboraram para eternizar os ídolos Assis e Washington, falecidos neste ano.

Não custa lembrar que Washington e Assis nos deixaram quase juntos, como se um não pudesse estar aqui sem o outro, em um espaço de tempo inferior a dois meses. O material do livro a ser publicado inclui fotos inéditas do acervo pessoal de jogadores das campanhas do Tri (83-84-85) e do Brasileiro de 84. A obra será custeada exclusivamente com recursos do projeto e escrita por torcedores tricolores.

Em paralelo, convocamos a torcida a empurrar o Fluminense pra cima do Palmeiras no sábado, no excelente horário das 18:30h. O Flu conta com o retorno de jogadores importantes à equipe e o jogo é decisivo para as pretensões tricolores no campeonato. Venda antecipada em andamento.

Expectativas parte 1/3

destino

O primeiro turno terminou com o Fluminense em 5o lugar, diretoria e jogadores oscilando e a torcida protestando. Enquanto respiramos fundo para os próximos 19 jogos e para os próximos 30 meses de 2a gestão Peter Siemsen, vale a pena refletir sobre a situação do Fluminense neste novo cenário pós tetra-campeonato de 2012.

Vendo o cenário daqui de nosso atual 6o lugar, notamos que desde o tetra em 2012 o Fluminense perdeu fôlego com relação a outros times que agora estão no G4. Fora de campo, estamos com as Finanças debilitadas, penhoras, e queda de investimento adicional da Unimed. Dentro de campo, parece que há sempre algum obstáculo impedindo nossas vitórias (seja ele financeiro, físico, técnico, de gestão, formação de elenco ou de arbitragem mesmo).

Isso nos leva a uma pergunta muito direta, sem rodeios:

É possível acertar o clube fora de campo (Finanças, Gestão, etc) e ao mesmo tempo recuperar nossa posição no G4, que mantivemos desde o returno de 2009 até o fim de 2012? Se é possível avançar nas duas frentes ao mesmo tempo, como fazê-lo?

O motivo destes 3 posts não é trazer desculpas para o 6º lugar, mas sim tentar enxergar o que está acontecendo com o Fluminense no Brasileirão de pontos corridos. Quais as nossas expectativas neste atual cenário, e o que podemos fazer para avançar dentro e fora de campo.

Desde 2003 que o Brasileirão de pontos corridos privilegia bons elencos, com mínimo de gestão e política estável fora de campo ao menos por 12 meses. Em cada ano, nenhuma instituição foi campeã por sorte – no mínimo ela fez o dever de casa e se preparou para disputar o título e chegar entre os 3 primeiros (e no caso do Corinthians 2005, contando com ajuda extra).

Mas e quanto aos times que estão ano sim, outro também, disputando no G4?

O ranking de pontos corridos ao longo desses 12 anos já indica outra coisa – ele indica uma estabilidade e consistência na gestão fora de campo que ultrapassa um único bom elenco. Tanto é verdade que os 4 primeiros times (São Paulo, Cruzeiro, Inter e Santos) também tiveram boa gestão financeira fora de campo, conseguindo manter suas dívidas estabilizadas em patamar razoável durante todos esses anos. Mais recentemente, desde 2009 outros times entraram no bolo, Corinthians e Grêmio, e não por acaso figuram entre os 6 primeiros em 2014.

Coincidência ou não, ao longo desses 12 anos o Fluminense ocupa a 6ª colocação.

Afinal de contas, o que tem funcionado nos outros times? Há algo que eles têm feito que o Fluminense ainda pode absorver e adotar? Ou o 5º lugar representa nosso limite, ou seja, estamos fazendo o melhor que podemos nesse ano?

Para reflexão, segue uma lista resumida de fatores (alguns serão debatidos nos próximos posts) que têm funcionado nos outros times:

Cruzeiro – bom garimpo, boas vendas, estrutura, dívida menos da metade da nossa;

São Paulo – bom garimpo, boas vendas, estrutura, dívidas controladas, estádio, torcida grande e com renda per capita alta;

Inter – bom garimpo, boas vendas, 120 mil sócios, dívidas controladas, estádio;

Corinthians- cota da globo elevada, torcida gigantesca com alta capacidade de consumo, bom garimpo, bilheteria etc.

Grêmio – 60 mil sócios, estádio;

Santos – ótimo garimpo, boas vendas, gerações Robinho e Neymar, exposição na tv (maior entre 2002 e 2012);

Claro que todos esses times também cometem equívocos, mas em um período de 12 anos, esse é um resumo razoável dos fatores de diferenciação destes clubes.

Percebemos também que desde 2013 o Fluminense sofreu com novos fatores: a perseguição da Procuradoria da Receita Federal, queda no investimento da Unimed e no rendimento de seu capitão Fred. Enquanto isso, São Paulo e Corinthians tiveram aumento maior das cotas de TV, Grêmio construiu estádio novo, Cruzeiro montou um belo elenco, oriundo de excelente trabalho de observação técnica e o Inter enfim se lembrou de ajustar o seu, além de estar nitidamente priorizando o Brasileirão.

Com todas essas mudanças, queremos apenas mostrar que o Fluminense, apesar de todos os seus problemas, tem conseguido se manter próximo de outros times que já desenvolveram vantagens comparativas que ainda podemos conseguir. Que esse 6º lugar também não é o fim do mundo, e que para chegar ao G4 (dentro e fora de campo) é preciso pensar com serenidade e entender qual nossa margem de manobra e qual o horizonte para os próximos anos.

No próximo post, tentaremos descrever como alguns clubes (Cruzeiro, Inter, Santos, Grêmio, SP) conseguiram compensar e até superar as vantagens dos dois clubes de massa em termos de patrocínio, bilheteria e cotas de TV.

No 3º e último post, buscamos debater os próximos anos do Fluminense e nossas possibilidades para continuar evoluindo.

O Fluminense em primeiro lugar.

1 2 3 83