Público na Sul-Americana

publico_sula

 

O horário de 18h é ingrato, mas vale o esforço de todo o tricolor: começa na quinta-feira a segunda fase da Copa Sul-americana.

Embora seja difícil esperar um público excepcional com um jogo começando ainda em horário de expediente para muitas pessoas, esta partida pode marcar o primeiro passo de algumas marcas importantes para o Flu. A primeira, obviamente, é um título internacional que estamos perseguindo há alguns anos. E outra é bater novamente o recorde de comparecimento em uma edição do torneio.

Novamente? SIM! O perfil oficial da Sul-americana no twitter divulgou o quadro acima, onde o Flu aparece em segundo lugar como o time que mais torcedores levou ao estádio em uma edição da competição, em 2009. É uma marca expressiva e curiosamente mais divulgada por veículos vizinhos do que pelos nacionais.

A marca de 198.173 torcedores parece difícil de ser batida, mas considerando um avanço do Fluminense às fase seguintes ela certamente vai ficando mais próxima. E melhor: pode até virar um desafio para a nossa torcida, que SEMPRE compra a ideia de ajudar o time em situações assim.

O opt-in e as vendas já estão abertos desde ontem, é hora de fazer nossa parte.

Por uma causa nobre

Casal 20 2

Em 2009, durante a histórica arrancada contra o rebaixamento, o Fluminense realizou a belíssima campanha Washington Day. Na época, a torcida tricolor doou milhares de reais para ajudar Washington, do Casal 20, vítima de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). A doença degenerativa, pouco falada no país até então, passou a ser mais conhecida pela sociedade.

Cinco anos depois, o mundo inicia uma campanha sobre a doença pelas redes sociais. Trata-se de um desafio simples: a pessoa joga um balde de água gelada na cabeça, convoca três amigos para fazer o mesmo e depois faz uma doação para pesquisas sobre a ELA. Várias personalidades do mundo esportivo já participaram, inclusive jogadores do Fluminense, como o Diguinho.

Convocamos os tricolores que tiverem condição financeira a fazerem a doação de US$ 100 para o projeto americano, pois apoiamos a causa. E convocamos também todos os tricolores a doar pelo menos R$ 20,00 para a memória do Casal 20, onde um dos jogadores faleceu exatamente com a terrível doença.

Para saber mais detalhes da homenagem que o clube está idealizando para Washington e Assis, acesse http://www.comecaki.com.br/Casal20. Centenas de tricolores já participaram, mas é necessário que pelo menos mais 1 mil torcedores colaborem até o fim da campanha, marcada para o dia 6 de novembro. Vamos demonstrar que sabemos reconhecer e valorizar os nossos ídolos.

Magnatas?

Magno-Alves-o-povo

Boatos fortíssimos indicam que o atacante Magno Alves, velho conhecido nosso, estaria de volta ao Fluminense. Somos radicalmente contra essa contratação. Mas não é apenas pelo atleta e a questão não é meramente esportiva.

Magno Alves foi um jogador que se dedicou ao extremo ao clube no período em que aqui atuou. É um dos maiores artilheiros da história do Fluminense, um dos três únicos jogadores a fazer cinco gols em um único jogo no Maracanã. Tem 38 anos, embora ainda tenha alguma velocidade, posição que sabemos carente no elenco tricolor (a despeito da opção Biro-Biro). Mas isso não é o mais importante.

Passamos por uma grave situação financeira. Magno Alves ganha no Ceará um salário alto e tem ainda uma multa rescisória a ser paga. Se os boatos que correm por aí, de contrato de dois anos e salários na casa de 6 dígitos (fala-se entre 150 e 200 mil reais por mês), será um acinte aos combalidos cofres tricolores.

Não é só pelo atleta. É por toda uma filosofia de investir bem cada centavo, que já teve mais efeito nos primeiros anos desta gestão, mas que nos dois últimos não tem sido levada a curso com a mesma tenacidade, principalmente no tocante ao futebol. A negociação financeira envolvendo Walter já foi algo de se lamentar profundamente (mais uma vez, não só pelo atleta em si). No momento em que o clube se desdobra para conseguir se adequar a refinanciamentos de dividas passadas para finalmente enterrar esses históricos problemas, não faz o menor sentido já comprometer parte de seu fluxo de caixa com um atleta em idade avançadíssima. Vale lembrar que o gasto seria 100% do Flu, não repartido com a Unimed.

Se houver desespero, que se traga a esperança e, principalmente, cabeça no lugar. Estamos em quinto lugar, a apenas 2 pontos do G4. Nossos problemas – pelo menos os principais – não são de elenco, são internos. No mínimo 15 times gostariam de trocar de vida com o Fluminense. Temos muitos motivos para preocupações, mas dez dias de crise não são suficientes para atitudes desesperadas e nocivas à saúde financeira do clube.

Esperamos também que não sejam envolvidos jovens jogadores na transação, seja como compensação ou para facilitar o pagamento de multa rescisória.

Se a contratação se tornar inevitável, por que não um contrato até dezembro, com renovação posterior caso ambas as partes estejam interessadas?

Presidente, esperamos que isso seja apenas um boato.

Hoje honraram a camisa

Fluminense-Sport-Foto-SergioLancePress_LANIMA20140824_0133_24

Com grandes atuações de Fred, Conca e Cícero, e o afastamento de alguns jogadores que vinham muito mal tecnicamente, o Fluminense massacrou o bom time do Sport vencendo por 4 x 0, em jogo válido pela 17a. rodada do campeonato brasileiro 2014.

Com uma escalação mais equilibrada e o time tricolor correndo muito, pressionado pelos péssimos resultados recentes, o campeão brasileiro de 1987 não teve a menor chance na partida.

Tudo bem que ninguém em sã consciência pode ser a favor de violência e/ou destruição da propriedade alheia, isso não pode acontecer jamais.

Mas teria a grande atuação de hoje algo a ver com a pressão da torcida nessa última semana, chamando o elenco de mercenário no desembarque da viagem de retorno de Chapecó e nas redes sociais? Esperamos sinceramente que não, e que os jogadores apresentem a mesma vontade nos próximos jogos mostrando que não houve qualquer relação.

A verdade é que em time grande tem que haver cobrança sempre. E jogador caro tem que ter em mente que o objetivo dele é entrar em campo pra resolver a situação, e não pra esperar bola no pé.

A torcida do Fluminense nunca vai admitir a falta de empenho gritante que estava acontecendo nas últimas semanas.

Se veste essa camisa, tem que honrar. Hoje honraram. Correram muito pra dar uma resposta no campo.

Esperamos que isso volte a ser uma rotina, pois nosso time é de muito bom nível. Se houver entrega dos jogadores em campo, a torcida vai apoiar com entusiasmo e temos totais condições de disputar uma vaga no G4, quicá o título.

Sobre ameaça de greve e ingratidão

ingrato

O torcedor tricolor amarga pelos menos 10 dias de aborrecimentos quanto ao que se passa com o elenco. A vergonhosa eliminação da Copa do Brasil ao menos deixou a vaga na Sulamericana como legado, um prêmio não merecido ao time pela patética atuação do Maracanã, mas uma boa oportunidade se encarada com seriedade. Por outro lado, se situação na tabela do campeonato brasileiro ainda é confortável (pelo menos por enquanto), o sentimento confuso de incerteza permanece. Uma constatação, no entanto é unânime: há MUITA ingratidão com torcida e clube nesse comportamento preguiçoso, leniente e desleixado das últimas 4 partidas.

Vejamos alguns exemplos, só para reforçar o quadro: Diego Cavalieri começou a carreira na base do Palmeiras, virou tiular e depois de alguns anos se transferiu para o Liverpool. Lá, passou algumas temporadas na reserva, praticamente sem jogar, até ser emprestado ao modesto Cesena, da Itália, onde igualmente não se destacava. O Fluminense o resgatou, ele teve boas atuações desde então, chegou à seleção e foi importantíssimo na campanha do tetra. Hoje pleiteia renovação, talvez não com os valores estratosféricos divulgados pela imprensa e que geraram confusão, mas por um período longo e com bom salário, quase uma garantia de aposentadoria no clube. Nesse cenário, deveríamos naturalmente esperar que ele cobrasse o elenco pela postura competitiva e tivesse dedicação extra dentro de campo.

Carlinhos é outro com trajetória similar em relação aos altos e baixos: começou em um grande clube (Santos), foi emprestado ao Cruzeiro, não se firmou, depois foi para Mirassol e Santo André, quando chamou a atenção do Flu após o bom campeonato paulista em 2010. Foi peça importantíssima nos títulos de 2010 e 2012, chegou à seleção e, tal qual Cavalieri, tenta renovação por período longo. Detalhe curioso: há algum tempo os dois podem acertar um pré-contrato com outros clubes e não o fizeram. Propostas e interessados devem naturalmente existir, mas nos patamares oferecidos pelo Flu e Unimed certamente não. Resumindo rasteiramente os dois parágrafos: ambos têm história no clube, desejam renovação, e é inacreditável que não se dediquem minimamente a acabar com a preguiça das últimas semanas. Não há idolatria que resista quando a torcida não percebe mais a mesma dedicação.

Por último, Fred: artilheiro incontestável, fundamental na conquista do tetra e ícone importante para o clube durante a Copa das Confederações. No último mundial, naufragou ao lado de outros que não receberam 1/3 das críticas voltadas a ele, mesmo que também não apresentassem um futebol de qualidade. O Brasil INTEIRO se voltou em uma campanha contra o atacante, e em certos momentos a Copa do Mundo se tornou uma disputa entre os críticos ao centroavante da seleção e a torcida tricolor, o único escudo do jogador. Mesmo sem conseguir atuar bem após a Copa, Fred seguiu recebendo carinho da torcida e do clube.

Vale ressaltar e deixar claro: os três citados não são os únicos responsáveis pelos problemas atuais. O clube errou feio ao não definir e seguir uma programação de pagamento dos famigerados bichos de premiação, não se pode hesitar assim principalmente após um ano tétrico como 2013 e com um elenco experiente e que está junto há muito tempo. Além disso, Cristóvão também cometeu alguns erros nos jogos e há péssima postura também de outros atletas. Mas o mínimo que se esperava é que estes três, como protagonistas de um elenco recentemente vencedor e DIRETAMENTE interessados em acabar o ano bem, como mostrado acima, zelassem principalmente pelo respeito à camisa e pela simpatia que conquistaram com a torcida. Troféus não garantem crédito infinito e a paciência da torcida tem limites.

Não há idolatria que resista à falta de vontade, desrespeito e mau futebol.

1 2 3 79