Falta isenção

Cartas marcadas

No mesmo dia em que decidiu marcar posição contra a aprovação de contas 2017, avalizada tecnicamente pela auditoria Mazars, e foi derrotado democraticamente no Conselho Deliberativo por 66 x 47 (4 abstenções), o bloco de conselheiros liderado pela extinta Vanguarda Tricolor, grupo que dominava a diretoria quando o Fluminense foi rebaixado para a Série C em 1998, resolveu dar sequência no processo de impeachment que peticionaram em agosto/2018.

Conforme reportagem do site Globo Esporte, a Comissão de Assuntos Disciplinares, nomeada recentemente por Fernando César Leite, Presidente do Conselho Deliberativo, deliberou pela continuidade do processo de impeachment. A comissão é composta por 5 conselheiros e o resultado foi 3×2.

O problema neste caso é que os conselheiros Ricardo Tadeu Bessa Mattos (presidente), Paulo Horácio de Oliveira Delphim e Paulo Roberto Moura de Miranda, justamente os três que votaram pelo andamento do processo, já haviam assinado em agosto o requerimento inicial do impeachment, portanto, não poderiam ter sido nomeados para a comissão por óbvio vício em suas posições. Não estavam isentos para julgar a defesa do Presidente Pedro Abad e decidir pelo andamento do processo.

A título de analogia, citamos abaixo trecho do Código de Processo Civil sobre a essencialidade da isenção dos juízes, listando exemplos de casos em que o mesmo fica IMPEDIDO de participar:

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Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo:

II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão;

IV – quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;

IX – quando promover ação contra a parte ou seu advogado.

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Repudiamos a nomeação autocrática e sem transparência de integrantes de comissões do Conselho Deliberativo por parte de seu Presidente, que não representem o equilíbrio de forças existente na casa.

Repudiamos também a escolha deliberada de CARTAS MARCADAS em processos decisórios importantes para o Clube.

Lembramos também os itens do Estatuto, que é objetivo sobre as condições que devem ser preenchidas para remover do cargo um Presidente legitimamente eleito pelo voto democrático.

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Art. 28 – O Conselho Deliberativo, convocado pelo seu Presidente, reunir-se-á:

II – Extraordinariamente:

§ 8º – Nas reuniões extraordinárias expressamente convocadas para deliberar sobre pedidos de Impedimento do Presidente do FLUMINENSE, a matéria só será apreciada com quórum de 150 (cento e cinquenta) Conselheiros. O Impedimento só será aprovado se obtiver, em escrutínio secreto, os votos favoráveis de, pelo menos, 2/3 (dois terços) do número das assinaturas no Livro de Presença.

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Importante também registrar que a última eleição foi a primeira a contar com o voto do Sócio Futebol, categoria que nos orgulhamos de ter ajudado a implementar.

Auditoria independente e normas de contabilidade respaldam a votação das contas 2017

contas 2017

Há questionamentos se o Conselho Deliberativo do Fluminense poderia aprovar as contas de 2017 face a possibilidade de reabrir as contas de 2016. O assunto é citado na reportagem de Rafael Oliveira, publicada no site de O Globo na última sexta-feira, 09/11/2018. A reportagem diz que “o motivo (da oposição) é o fato de as contas do ano retrasado terem sido refeitas em razão de uma série de irregularidades”, afirmação que não está correta.

Adicionalmente, a reportagem indica uma mudança no resultado 2016 de superavit para déficit, o que também não está correto, pois não houve nenhuma alteração no balanço de 2016 (incluindo seu lucro). O que realmente aconteceu foi uma mera mudança na expectativa de perdas em relação a processos judiciais que chegaram ao fim do exercício 2016 ainda em andamento, ou seja, mudou uma avaliação subjetiva de escritórios de advocacia sobre quanto o Fluminense deveria provisionar para perdas judiciais nos exercícios seguintes, o que é diferente de perdas propriamente ditas.

Abaixo segue uma explicação que, mais do que uma opinião desse grupo, está totalmente alinhada com a visão da Mazars (uma das maiores auditorias contábeis do mundo, que assina o balanço do Fluminense e de vários outros clubes brasileiros). A empresa já se manifestou por escrito afirmando que as Contas de 2017 podem ser votadas independente das contas de 2016 serem reabertas.

Ao longo desse texto, procuraremos mostrar como aprovar as contas de 2017 é um ato legal sem nenhum descumprimento de normas contábeis e alinhado com as melhores práticas desta área de conhecimento.

Conforme consta nas Demonstrações Financeiras do Fluminense Football Club, de 31.12.2017, especificado nas Notas Explicativas, item 2.3, no curso daquele ano “foram identificados ajustes de exercícios anteriores, relacionados à retificação de erros nas provisões para contingências, depósitos judiciais e nos investimentos, além de uma mudança de política contábil no reconhecimento de direito de imagem de atletas profissionais e uma reclassificação entre contas no passivo a descoberto”.

Apesar de ser um procedimento usual na contabilidade, o tratamento dado a esses ajustes levantou dúvidas sobre a necessidade de reavaliar as demonstrações contábeis de 2016.

Cabe inicialmente destacar que, entre as causas citadas para ajuste, a reclassificação de contas não tem impacto patrimonial, nem mudanças no ativo (bens e direitos) e no passivo (obrigações), pois se trata apenas de um aprimoramento na informação contábil e por isso não será analisada.

Já as demais causas apontadas referem-se a contabilização de mudança nas políticas contábeis, mudança nas estimativas contábeis e retificação de erros de períodos anteriores, que são devidamente disciplinadas no Pronunciamento Técnico CPC 23.

Nas notas é informado que o “Clube alterou sua política contábil de reconhecimento do direito de imagem devido aos seus atletas profissionais. Ao invés de reconhecer o valor integral devido por todo o contrato em contrapartida ao ativo intangível, o Clube passou a reconhecer o direito de imagem, de acordo com o serviço prestado”. Importante frisar que os valores a seguir são expressos em milhares de reais.

Analisando os impactos da mudança da política, verificamos que implicou em uma redução de R$60.184 mil no Ativo Não Circulante e, em contrapartida, redução de R$40.438 mil no Passivo Circulante e R$19.746 mil no Passivo Não Circulante. Desta forma, essa mudança também não trouxe impacto patrimonial. A aplicação da nova política aos valores de 2016, ocorre apenas para permitir comparabilidade com 2017, pois não representam mudanças na situação econômico-financeira do Clube.

Os ajustes com impacto patrimonial apresentados são na provisão para contingências (R$62.889 mil), nos depósitos judiciais sem documentação comprobatória (R$7.818 mil) e em write-off de gastos capitalizados referentes ao Flu Samorin (R$1.167 mil).

O principal ajuste é na provisão para contingências (87,5% do total), sendo que, desse passivo, 32,8% referem-se ao exercício de 2017 e os demais 67,2% a exercícios anteriores.

Deve ser destacado o conceito de passivo contingente: obrigações prováveis, de prazo ou de valor incertos, derivadas de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade. Ou seja, não são dívidas líquidas e certas, devidamente documentadas, mas expectativas com prazo e valores incertos. Sua avaliação é subjetiva e depende de interpretações jurídicas. Resumindo, a maior parte da alteração de 2016 se refere a cálculos aproximados feitos por escritórios de advocacia para o caso de sucesso ou perda nos processos. Por exemplo, os advogados envolvidos em 2016 achavam que iam pagar 10 em ações judiciais, já em 2017 outra equipe achou que era 30. Naturalmente, em 2018 uma outra equipe poderia achar que teria que pagar 20, ou 50 ou até zero. Concluindo, são meras estimativas para fins contábeis que não impactam o resultado financeiro do clube nem a avaliação da gestão.

De qualquer forma, quaisquer erros observados podem ser enquadrados no §41 da CPC 23, que diz que “os erros materiais, por vezes, não são descobertos até um período subsequente, e esses erros de períodos anteriores são corrigidos na informação comparativa apresentada nas demonstrações contábeis desse período subsequente”.

No parágrafo seguinte da CPC 23, é determinado o tratamento: “a entidade deve corrigir os erros materiais de períodos anteriores retrospectivamente no primeiro conjunto de demonstrações contábeis cuja autorização para publicação ocorra após a descoberta de tais erros”, o que de fato ocorreu.

Assim sendo, o Clube, ao elaborar os Demonstrativos Contábeis de 2017, cumpriu corretamente as orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, estando totalmente alinhado tanto com a legislação como com as melhores práticas para aprovação das contas de 2017, que inclui as demonstrações de 2016 corrigidas, como informação comparativa. Logo, não há qualquer impedimento técnico para que se avalie as contas de 2017, independente de qualquer discussão que venha ser dada posteriormente sobre as contas de 2016. São exercícios distintos e não há relação entre a aprovação ou não das contas de um ano sobre o outro.

Dessa forma, esperamos estar colaborando para que a torcida entenda melhor esse tema técnico, bem como fornecer os devidos fundamentos para dar total convicção aos conselheiros que estarão presentes na reunião do Conselho Deliberativo para votar os resultados do exercício 2017.

Guerreiros precisam do seu suporte

Rocky Balboa

Quando acham que o Fluminense está a beira de levar um golpe de misericórdia, ele se enche de energia e vira os jogos mais difíceis de sua história.

Inúmeros jogos vêm à memória do torcedor quando se fala em “time de guerreiros”, “rebaixamos os matemáticos”, “impossible is nothing”, etc.

Ontem contra o Nacional-URU parecia que seria uma “eliminação previsível”, mas vimos o clube das 3 cores que traduzem tradição tomar conta do jogo do início ao fim, se impor na casa lotada do adversário, não sofrer sustos e trazer a classificação de forma soberana do caldeirão uruguaio.

Destaques nesse jogo tivemos vários. Mas um merece uma menção especial. Nosso guerreiro Gum saiu de maca chorando há uma semana no Rio de Janeiro para se reeguer e ser um gigante na nossa zaga intransponível na partida decisiva do confronto. Ao final, em entrevista, cobrou a presença dos torcedores no estádio.

Temos que também reconhecer o trabalho de todos que militam nos bastidores do Departamento de Futebol. O vestiário tem superado todas as dificuldades financeiras impostas pelo momento, e também não é fácil “respirar fundo” e escalar um time inteiro de reservas ou até reservas de reservas numa reta final de Campeonato Brasileiro contra o Santos na Vila Belmiro. Se agora parece fácil ou óbvio, temos que lembrar das duas Libertadores que perdemos com timaços em 2008 e 2012. Em 2008, chegamos na antevéspera da final em Quito (por causa de um jogo de início de campeonato contra o Coritiba), e sucumbimos diante da altitude. Já em 2012, logo após perder Fred e Wellington Nem por lesões musculares em maratonas de jogos que talvez pudessem ser evitadas, escalamos Deco numa final de campeonato carioca em que tínhamos ganho o 1o jogo por 4 x 1 contra o Botafogo, perdendo-o também por lesão muscular no inicio da partida. Resultado, enfrentamos um Boca Juniors com time praticamente misto e fomos eliminados.

Agora já alcançamos nossa 3a melhor campanha da história em torneios da CONMEBOL, sendo a melhor campanha sem o expressivo suporte financeiro da Unimed.

Portanto, parabéns a você torcedor que sempre apoia o Fluminense, aos nossos jogadores e a todo o Departamento de Futebol. Mas o Flu merece mais, e pode muito mais com a união e suporte de todos os tricolores.

Além do necessário apoio no campeonato brasileiro, onde ainda temos compromissos importantes, vamos todos juntos para cima do Atlético-PR, time e torcida. Jogo de ida na Arena da Baixada e o de volta num Maracanã lotado com as cores verde, branco e grená. Vá ao estádio, seja sócio! Abrace seu clube!

#SomosFluminense

Entrevista Pedro Abad – Jornal Lance (26/10/2018)

Abad10

Na última sexta-feira (26/10/2018), o Presidente Pedro Abad concedeu longa entrevista ao diário Lance, abordando inúmeros aspectos de interesse do torcedor do Flu.

A entrevista foi publicada em 3 partes, que podem ser acessadas aqui:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

O conteúdo é bem completo, aborda finanças, elenco, política interna, perspectivas para 2019, etc.

Prefira sempre a informação direto na fonte. Recortes fora de contexto podem distorcer a sua opinião.

#SomosFluminense

Fato ou Fake? Seguem as infos, você julga.

fato ou fake

1) É comum na política interna do Fluminense a crítica de que atualmente existe um gasto excessivo com Esportes Olímpicos, Social e Back Office, em detrimento ao gasto da instituição com o Departamento de Futebol.

Mas o balancete do 1o semestre de 2018 mostra o custo total de R$ 83,8 milhões com Futebol contra R$ 28,5 milhões com todo o restante. Desta forma, o montante aplicado no Futebol Profissional foi de 74,6% contra 25,4% nas demais áreas.

Dentre os gastos com Back Office encontram-se despesas de todas as estruturas de suporte comuns em clubes de futebol, como Recursos Humanos, Financeiro, Contábil, Administrativo, Jurídico, Marketing, Arenas, Comunicação e TI. Estas unidades prestam serviços para todas as áreas do Flu.

Apesar da crise financeira que assola o clube, o Fluminense conseguiu terminar o 1o semestre com superavit contábil de R$ 4,6 milhões. Caso não sejam consideradas as despesas financeiras provenientes de juros e atualização monetária de dívidas, o superavit operacional seria de R$ 14,8 milhões no período.

Importante atentar que há diferença entre o lucro contábil e lucro financeiro/caixa, mas esses conceitos demandam um post específico. Atualmente a situação financeira do clube continua delicada (fluxo de caixa), mas já há sensível melhora na situação econômica (resultado operacional mensal).

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2) É comum na política interna a crítica de que existem muitos gastos com serviços de terceiros.

No balancete do 1o semestre de 2018, o Flu segrega as despesas de serviços de terceiros dentre as que são relacionadas ao Futebol (R$ 12,6 milhões) e as relacionadas ao restante do clube (R$ 3,9 milhões). Nesta rubrica estão basicamente todos os serviços pagos pelo clube mediante recebimento de nota fiscal de serviços.

Por exemplo, dentre estas despesas com terceiros do Futebol estão os profissionais que recebem como prestadores de serviços. E também os custos com logística, hospedagem, alimentação, transporte, lavanderia, etc. Importante entender que os gastos com futebol também englobam toda estrutura de Xerém.

Dentre os serviços de terceiros relacionados a Back Office estão por exemplo os custos com escritórios de advocacia especializados, despesas de call center e secretaria para atendimento aos sócios, agência de comunicação, plano de saúde de empregados, empresas que cuidam da manutenção, limpeza e segurança das sedes, etc.

A comparação entre clubes é complexa porque a forma de organizar as informações nos demonstrativos varia de clube pra clube.

Mas a título de exemplo, o Grêmio apresenta no seu Orçamento 2018 uma previsão de gastos total de R$ 19,2 milhões com serviços de terceiros, mas segrega as despesas de Viagens e Estadas em rubrica à parte, no valor de R$ 6,7 milhões e outra de Aluguéis e Hospedagens, no valor de R$ 1,6 milhões. Também há uma rubrica Comissões, no valor de R$ 10,6 milhões.

O Internacional apresenta seu Orçamento 2018 em rubricas segregadas para o Depto de Futebol: valor total de R$ 4,7 milhões com serviços de terceiros, R$ 3,7 milhões com serviços de apoio, R$ 4,2 milhões com aluguéis e R$ 7,6 milhões com logística. Total previsto para 2018: R$ 20,2 milhões com atividades típicas de terceiros só no Depto de Futebol, sem contar as demais partes do clube. As despesas operacionais do Inter estão orçadas em R$ 76,6 milhões para 2018, mas as linhas são expostas por área de negócio, sem diferenciar o que seria coberto por serviço de terceiros.

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3) É comum na política interna a crítica de que existe “ansiedade” para negociar jogadores.

A venda de jogadores é fonte de receita importante até mesmo para os clubes mais ricos do país, e não é diferente com o Fluminense. Mas desde o início da gestão Abad, mesmo com todas as dificuldades financeiras, apenas 3 jogadores considerados titulares foram negociados: Wendel, Henrique Dourado e Richarlison.

Quanto ao Henrique Dourado, seu contrato com o Flu possuía uma cláusula de saída estipulada em E$ 4 milhões. Como o rival da Gávea chegou neste patamar, e foi do interesse do atleta sair por causa do alto salário que passaria a receber, então não havia o que fazer. Flu detinha 50% dos direitos econômicos e recebeu E$ 2 milhões.

Richarlison foi negociado com o Watford por E$ 12,5 milhões. No contrato de venda ficou acertado que sua transferência posterior renderia ao Flu 10% da diferença entre a compra e a revenda, o que é chamado de sell on. então, na transação do Watford com o Everton, o Flu passou a ter direito a mais E$ 3,75 milhões. Lembramos o Flu detinha 50% dos DEs do jogador, que haviam sido adquiridos 18 meses antes junto ao América-MG por US$ 2 milhões.

Quanto ao Wendel, após perder a posição com Abel Braga seu valor de mercado diminuiu um pouco. Mas mesmo assim saiu por E$ 7,5 milhões.

Importante perceber que, num clube com graves problemas financeiros, o mercado explora esta situação no momento de elaborar as propostas. Por isso é tão importante a busca pelo reequilíbrio econômico definitivo, algo que dará poder de barganha ao nosso clube para que o valor das transações chegue o mais perto possível do valor das multas contratuais.

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4) É comum a crítica de que há dinheiro expressivo para entrar referente às transações internacionais de Marlon (zagueiro) e Fabinho, então o clube já estaria equilibrado.

Importante entender que a maioria das receitas oriundas do mecanismo de solidariedade FIFA (percentual de clube formador) não são pagas espontaneamente pelos clubes europeus. O valor só passa a ser devido após 30 dias da transferência do atleta, e os clubes formadores geralmente precisam abrir um processo na FIFA e provar com documentos que fazem jus à cláusula de solidariedade.

O Flu tem um escritório de advocacia contratado para gerir estas demandas, mas os processos FIFA são lentos. Não há como a gestão contar com esta receita no fluxo de caixa corrente, pois ela não tem previsibilidade de entrada. É uma receita eventual e extraordinária. De qualquer forma, há um máximo de 5% para os clubes formadores e normalmente acaba-se tendo entre 1 e 2%. Confira aqui como funciona esse mecanismo FIFA.

Também é importante ler os demonstrativos financeiros do Fluminense e entender o déficit que a instituição precisa superar. São documentos públicos.

Há dívidas bancárias urgentes, oriundas de empréstimos tomados para honrar o custeio corrente, dívidas com fornecedores, dívidas com parceiros de direitos econômicos de atletas vendidos, dívidas em acordos trabalhistas, e também dívidas com clubes como Udinese e Independiente Del Valle, que se transformaram em processos FIFA que podem gerar punições esportivas ao nosso clube.

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5) É comum a crítica de que o Flu poderia cobrar menos pelo preço dos ingressos.

Basta olhar os borderôs no site da CBF para perceber que os custos do Maracanã são um grande problema. Os documentos são públicos. No balancete do Fluminense para o 1o semestre de 2018, fica claro o desequilíbrio entre as rubricas Receita de Bilheteria (R$ 4,7 milhões) contra Despesas com jogos e competições (R$ 8,3 milhões), devido principalmente ao atual padrão de custos do Maracanã.

É importante entender que, se fosse aplicado apenas o interesse da instituição, o preço certamente seria o menor possível, para que o máximo de tricolores pudesse estar presente em todas as partidas. Entretanto, a crise que assola o bolso de todos os brasileiros também assola os clubes, e o nosso Fluminense ainda joga no estádio mais caro do país em termos de despesas. Infelizmente, o custo do Engenhão também é similar ao praticado pelo Maracanã. Recentemente fizemos uma outra análise sobre tentativas de precificação alternativas, todas sem sucesso, praticadas no ano de 2017.

#VemProJogo
#SejaSocio
#DNATricolor

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