Flu Fest 2016

Em julho, o Flu completará 114 anos. Mais uma vez, o clube optou por fugir do conceito elitista e formal de fazer um “Baile de Gala” em seu aniversário. A proposta é convocar a arquibancada para dentro de Álvaro Chaves para produzir a segunda Flu Fest da história. Para viabilizar o projeto financeiramente, já que a conta não fechava anteriormente, a instituição resolveu chamar o tricolor para bancar o evento por meio do site http://www.comecaki.com.br/flufest2016.

Trate-se do quarto crowdfunding oficial já elaborado pelo clube. Os três projetos anteriores foram abraçados pela torcida e tornaram sucesso de público. E esse agora, de novo, tem tudo para dar certo. Ao menos, no que depender da Flusócio, vamos mobilizar o máximo possível os nossos membros para estar no dia 23 de julho nas Laranjeiras. Devido à capacidade do Salão Nobre, as vagas são limitadas. Por isso, sugerimos que todos garantam logo o seu lugar.

Quem esteve na Flu Fest de 2015 sabe bem que o evento será fantástico. Dessa vez, pelo o que estamos vendo, a festa tem tudo para ser ainda maior e melhor. O mais sensacional é que o mote do evento vai ser o tricolor. Enquanto os rivais desprezam o seu torcedor, sem democracia na hora das eleições presidenciais, ou até mesmo ignorando as crianças ao entrar em campo, nosso clube mostra que faz diferente, afinal, o Fluminense somos todos nós.

Habemus candidato

Abad foto

A Flusócio definiu o seu candidato a Presidente para as eleições de novembro de 2016. O escolhido pelo grupo é Pedro Eduardo Silva Abad, 45 anos, integrante do grupo desde 2008. O candidato foi escolhido por aclamação por todos os presentes na última reunião fechada do grupo.

Abad é formado em Engenharia de Computação pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). É casado, pai de dois filhos tricolores, e profissionalmente atua como Auditor Fiscal da Receita Federal há 21 anos.

É integrante da chapa e eleito pelo Conselheiro Deliberativo nos dois mandatos do Presidente Peter Siemsen para fazer parte do Conselho Fiscal, sendo o atual Presidente deste Conselho. Sua principal contribuição durante o período foi apoiar a gestão na árdua tarefa de saneamento financeiro do Fluminense, atividade ainda em processo. Por exemplo, Abad liderou os trabalhos para adesão a parcelamentos fiscais como REFIS e PROFUT, bem como pleiteou junto ao Conselho Diretor a adequação de documentos financeiros, para que fossem apresentados de forma mais detalhada e consistente. Na condição de Presidente do Conselho Fiscal, participou das reuniões do Conselho Diretor, o que lhe permite ter conhecimento dos problemas do clube, bem como os caminhos para que sejam resolvidos.

Em sua atuação na Flusócio, foi possível constatar que tem capacidade de ouvir as pessoas, admitir seus próprios erros e trabalhar de forma colegiada, além de ser tricolor de arquibancada, é claro. Como integrante do grupo, Abad foi o responsável pela produção do jornal O Tricolor, distribuído nos jogos da Libertadores de 2008. Foi ainda um dos idealizadores e organizadores do SATT – Serviço de Apoio ao Torcedor Tricolor, atividade que consistia em apoio logístico para que sócios de lugares distantes da sede pudessem aderir como sócios do Fluminense, pois a gestão Horcades não disponibilizava a possibilidade de adesão online. Na época, com custo baseado no rateio interno, a Flusócio conseguiu disponibilizar uma secretária, um motoboy, caixa postal e linha telefônica para que os torcedores pudessem enviar os documentos e cheques nominais ao Fluminense, bem como receber de volta sua carteirinha postada via Correiros. Com essa estratégia, permitimos a mobilização de cerca de 1.500 novos sócios de todas as partes do Brasil em 2010.

O candidato tem como foco manter e otimizar algumas bandeiras de campanha da Flusócio atingidas através da gestão Peter Siemsen, tais como o direito de voto do Sócio Futebol e a ampliação do quadro de sócios, a modernização constante de Xerém e a estabilidade financeira do Fluminense. A visão de futuro foca na migração de todo o Departamento de Futebol para o Centro de Treinamentos na Barra da Tijuca, e como não poderia deixar de ser, o coração do clube merece atenção sempre especial. O trabalho de observação técnica para formação do elenco e divisões de base, por exemplo, pode ser ampliado e melhorado, com foco também no mercado sul americano. Além disso, a busca por um estádio próprio passa a ser uma das prioridades. Abad pretende também implantar processos e métodos de governança no clube, um trabalho documentado pela Flusócio há tempos, com ajuda de consultoria, mas nunca realizado. O objetivo é tornar o clube cada vez menos personalista, identificando os responsáveis por cada tarefa, dando-lhes meios para cumpri-las e efetuando a respectiva cobrança.

Em relação à sede social, em que pese a situação financeira difícil por que passa nosso clube, os objetivos mínimos são efetuar manutenção constante das dependências de forma a permitir seu uso adequado. Há áreas subutilizadas e outras que merecem maior atenção. Em havendo mais recursos disponíveis, eventuais investimentos serão feitos, de forma a agregar maior retorno aos sócios por suas contribuições.

No que tange os Esportes Olímpicos, atuar em conjunto ao respectivo departamento para que sejam utilizados os recursos públicos que estão disponíveis a partir da obtenção da Certidão Negativa de Débitos. Também atuar visando obter patrocínios para a montagem de times condizentes com a história de nosso clube, de forma a criar auto-sustentabilidade para estes esportes.

Os próximos passos

Flusocio_Logo

A Flusócio surgiu em 2003. Consolidou-se como grupo político em 2007, apoiando pela primeira vez oficialmente um candidato. E teve seu momento de maior crescimento em 2009. O que esses 3 momentos tiveram em comum?

Comparando com o cenário apocalíptico de anos antes, o Fluminense de 2003 parecia um clube em recuperação. Já em 2007, os aportes da parceria com a Unimed finalmente se traduziam em título nacional, devolvendo o Fluminense à Libertadores após 23 anos. E 2009, a Unimed seguia cada vez mais ousada nas contratações, trazendo nomes de impacto como Fred, então com 25 anos e nosso ídolo até hoje.

Nesses 3 momentos chave para o grupo, o torcedor comum, aquele que só lê as notícias sobre o time, escalação e contratações, dificilmente veria motivo para uma participação mais ativa na política do clube. Mas o que levou o grupo a crescer tanto nesses momentos foi a consciência dos torcedores que o clube precisava evoluir. Que se, um dia, a Unimed deixasse o Fluminense, o que sobraria? Um clube com as finanças descontroladas, sujeito a penhoras a todo instante. Um clube com uma estrutura física para o futebol profissional pior que o de clubes da terceira divisão, um clube onde até Xerém estava abandonado.

A Flusócio cresceu e trabalhou sempre com um foco. O que unia o grupo, e une até hoje, é a consciência de onde o Fluminense precisa chegar para ocupar de forma perene e sustentável um lugar de destaque no futebol brasileiro. Sempre com idealismo e princípios firmes, mas sem deixar de lado o pragmatismo necessário para as muitas situações e crises que se apresentam no clube, em função de suas fragilidades acumuladas ao longo dos anos.

E hoje, olhando para trás, vemos um saldo extremamente positivo. O próximo presidente não precisará perder o sono com o medo de perder a Unimed de uma hora para outra, com o clube frágil como estava. O próximo presidente irá encontrar um clube com a dívida controlada, sem precisar temer penhoras como as que tornaram o clube quase inviável ao longo de 2013. O próximo presidente encontrará Xerém revitalizado e consolidado como referência internacional em trabalho de base, muito diferente do cenário desolador encontrado em 2011. O próximo presidente, se tudo der certo, encontrará o clube já treinando em um belo e bem localizado CT, sem correr o risco de ver um técnico campeão brasileiro sair detonando a estrutura do clube para a mídia.

Fora a consolidação da democracia. O sócio futebol com direito a voto ampliou e qualificou muito a discussão política, até então restrita aos muros de Laranjeiras e seus feudos.

Apesar dos percalços ao longo desses anos, não foram poucas as conquistas. Mas, justamente pela nossa experiência, vemos que ainda há muito a fazer. Em várias áreas. Nas finanças, o principal. Apesar do equacionamento da dívida, o desafio de lidar com as pesadíssimas parcelas impostas pelo Profut e pelo Ato Trabalhista. Quem viveu de dentro o inferno das penhoras sabe a importância de manter as contas em dia.

Na governança, o clube evoluiu muito pouco. Há muito que fazer nessa área, importantíssima para blindar o clube de desmandos e arroubos perdulários de futuros presidentes, algo sempre tentador no futebol.

Se nos triênios anteriores, o foco era sobreviver e administrar crise, o próximo triênio reserva um cenário mais promissor, mas não menos desafiador. Se, por um lado, será possível sonhar com vôos mais altos, como a finalização do CT e até com um estádio próprio, antes de tudo, é fundamental não retroceder no que foi conquistado.

11 primeiras rodadas divulgadas pela CBF

Capturar

A CBF divulgou a tabela detalhada das rodadas 1 a 11 do Campeonato Brasileiro 2016. O Flu tem um começo indigesto com jogos no Allianz Parque e no Independência, além dos clássicos contra Botafogo e Flamengo.

A novidade este ano é a transmissão ao vivo de jogos pela Rede Globo para a mesma praça onde são realizados, algo que já acontece em alguns estaduais e agora é replicado no Brasileirão. Pela tabela divulgada, o Flu terá nada menos que 6 em 11 jogos televisionados ao vivo pela Globo. Vamos à análise das partidas:

O Flu estreia no domingo, 15/5, às 16h, contra o América-MG, no Independência. Frente ao Coelho, temos um incrível tabu: nos últimos 9 jogos, empatamos 4 e perdemos 5, com a última vitória conseguida apenas no longínquo ano de 1953. Uma semana depois, às 18h30, recebemos o Santa Cruz, ainda sem local definido, e na quarta-feira seguinte (25/5), chega a primeira pedreira em nossa volta ao campo do Palmeiras depois da semifinal da Copa do Brasil. Fechamos maio em mais um embate contra o Botafogo, também sem local marcado, e esperamos com resultado diferente dos recentes.

A 5ª rodada abre junho com outro desafio grande: o Atlético Mineiro, de novo no Independência, às 21h45 do dia 1º. Dali, viajamos a Chapecó para um duelo às 20h30 de sábado, contra mais um adversário de menor expressão que tem sido uma pedra em nosso sapato e contra o qual nunca conseguimos uma vitória sequer. A pausa até o domingo seguinte, 12/06, traz o início de 2 embates contra adversários duros em nossos domínios: Grêmio e Corinthians, uma sequência que será indigesta no segundo turno, com a inversão de mando.

Em 19/6, domingo às 16h, pegamos o Sport na Ilha do Retiro, voltamos para o Santos em nosso mando na quarta-feira às 21h45 e no domingo seguinte a novidade: um Fla-Flu às 11h, ainda sem local determinado.

Segundo a CBF, teremos transmissão ao vivo da Globo nos seguintes jogos nas primeiras 11 rodadas:
15/5- 16h00- América MG x Fluminense-Independência
25/5- 21h45- Palmeiras x Fluminense- Allianz Parque
29/5- 16h00- Fluminense x Botafogo- A definir
01/6- 21h45- Atlético MG x Fluminense RJ- Independência
12/6- 16h00- Fluminense x Grêmio – A definir
22/6- 21h45- Fluminense x Santos- A definir

A tabela completa com todos os confrontos até o momento está aqui

FERJ indica aliados para a Primeira Liga 2017

Primeira Liga Flu campeão

Hoje, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) realizou mais uma de seus costumeiros ataques à instituição Fluminense Football Club, tentando se intrometer na gestão da Primeira Liga.

A entidade lançou uma nota divulgando os participantes da edição de 2017 do torneio: para a FERJ, os seus favorecidos Vasco e Botafogo serão os representantes do Rio de Janeiro na próxima competição.

Já nem nos causa estranheza as inúmeras atitudes casuísticas desta entidade, que fez de tudo para que a Primeira Liga não acontecesse. Mas ao ver o sucesso de público (o qual ela faz questão de destruir) e renda (a qual ela faz questão de surrupiar), quer intrometer-se numa Liga independente, que é o embrião da moralização do arcaico futebol brasileiro.

A Primeira Liga nasceu justamente para buscar a ruptura de instituições como a própria FERJ, e não para acatar decisões da mesma. De qualquer forma, ficam algumas perguntas:

A FERJ, que chamou a Primeira Liga de “Torneio Pirata”, agora valoriza a competição por qual motivo?

Na visão da FERJ, o Fluminense, campeão da Primeira Liga, filiado fundador, não poderá defender o título?

Estas atitudes ridículas mostram a importância da conquista alcançada pelo Fluminense, que precisa continuar lutando fortemente contra o status quo reinante no futebol carioca.

O pioneirismo sempre foi nossa marca. Ganhamos uma competição de ruptura, nômades, jogando sempre fora da nossa cidade, contra tudo e contra todos, principalmente a FERJ, que chegou a vetar estádios para receber as nossas partidas. A única exceção foi a primeira partida, disputada na marra em Volta Redonda, mas sem a permissão de cobrar ingressos.

A história vai narrar tais fatos para sempre e este é o desespero daqueles que militam ao lado do atraso.

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