Flu Fest 2016, estaremos lá!

flu-festDurante quatro semanas, até o dia 21 de julho, os torcedores ainda podem colaborar no crowdfunding do Fluminense pelo site http://www.flufest.com.br. Em caso de dificuldade, o tricolor pode pedir um boleto que deve ser quitado em 48 horas pelo e-mail flufest@fluminense.com.br. Na mensagem é fundamental informar o nome completo do contemplado e o valor desejado para a contribuição.

Na última terça-feira, restando ainda um mês para o fim do projeto, a meta da campanha foi batida. Até o momento, mais de 500 tricolores já participaram, e como sempre acontece em qualquer ação em prol do Fluminense, muitos integrantes da Flusócio estão entre eles:

  1. ADOLFO POLILLO FILHO
  2. ANDRÉ WHITE
  3. ALCY FERNANDO BARROSO
  4. ALMIR DOS SANTOS NETO
  5. ANDRÉ CASTRO BARBOSA
  6. BRUNO SILVA
  7. CARLOS ALBERTO CORTES FREITAS JUNIOR
  8. CARLOS DE OLIVEIRA MUNIZ
  9. CLAUDIA OSÓRIO BARÇANTE PIRES
  10. CLAUDIO BARÇANTE PIRES
  11. CLAUDIO PALEÓLOGO E. DE F. SANTOS
  12. DANIELLA NEVES MAXIMIANO
  13. DANILO SOARES FÉLIX
  14. FABIANO CAMARGO
  15. FABIANO MARQUES BETTONI
  16. FABIO LOPES FERRAZ
  17. FELIPE CHAGAS MONTEIRO DE MELO
  18. FERNANDO ANTONIO BASTOS MOLLER
  19. FERNANDO NOGUEIRA VEIGA
  20. FILIPE CRUZ JORGE DE SOUSA
  21. FRANCISCO LISBOA MOREIRA
  22. GABRIEL GUIMARÃES DE GÓES MONTEIRO
  23. GUSTAVO RIBEIRO
  24. JEFFERSON DE MELLO ALVARES
  25. JOSÉ GUILHERME VASCONCELOS
  26. JOSÉ ROBERTO NUNES PIRES
  27. LUIZ CESAR MATHEUS GOTTSCHALL
  28. LUIZ PAULO LIMA
  29. MARCELO BARCELLOS NUNES
  30. MARCELO DE SA B PEREIRA
  31. MARCELO PALEOLOGO
  32. MARCIA LEITE BAPTISTA
  33. PAULO CESAR CASTELO BRANCO PINTO
  34. PEDRO ABAD
  35. PEDRO AZEVEDO
  36. RAFAEL VIZEU MANCUSO
  37. ROGÉRIO FELIX
  38. SÉRGIO BARBOSA
  39. THIAGO MAROTTA DE ASSIS QUEIROZ
  40. THIAGO MEDEIROS CERQUEIRA
  41. THIAGO PELUSO ROSSI

Noite terrível

Capturar

Em uma noite tenebrosa da defesa, o Fluminense conseguiu a façanha de sofrer 1/3 dos gols que havia levado até então no campeonato.

O time controlava a partida e não era ameaçado pelo Santos, até Cavalieri começar a aceitar todos os tipos de bola que chegaram ao gol. Henrique conseguiu ser driblado por Rodrigão de forma idêntica à que Diego Souza fez no domingo. E Pierre, após barrar injusta e inexplicavelmente Edson, não conseguiu proteger a zaga. Wellington Silva nem é preciso comentar, como sempre.

Mais à frente, o sempre irritante e inoperante Cicero seguiu sem apresentar nada,mas continuou premiado com o recuo e sem ser substituído. Atacantes, volantes e até laterais foram barrados após erros mínimos e ele segue intocável. Curiosamente, todos os citados fazem parte da turma acima ou próxima aos 30 anos, com possíveis substitutos no mínimo com mais saúde e vontade que estes aí. Após a saida do ídolo Fred, Levir tem total autonomia e já possuía estofo de sobra para barrar quem precisar. Mas nada disso adiantará caso os reforços não cheguem.

A pasmaceira na VP de futebol já nos custou pontos preciosos neste ano complexo e sem fator casa. O Cruzeiro em 3 dias acertou a compra de Ábila, que o Flu sondava há tempos, exemplo de jogador que chega para resolver problemas. Os sumidos André Sá e Jorge Macedo não conseguiram ainda dar à torcida a segurança de que este time terá novas caras e que será possível desafogar algumas peças na janela que se abriu agora. Ainda é cedo para julgar e condenar tecnicamente Maranhão, Dudu e William Matheus, mas já há tempo mais que suficiente para saber que o elenco atual, envelhecido, sem referência forte de liderança e com lacunas graves precisa ser reforçado. Pior ainda é constatar que, olhando a tabela e pensando em 3 ou 4 pontos que largamos pelo caminho, seria possível inclusive sonhar com G4. Levir é o responsável por dar a este time um mínimo de padrão tático e competitividade, de modo que é injusto cobrá-lo sem que ele receba ingredientes para melhorar nossas atuações.

Temos agora 2 jogos complicadíssimos e o mínimo que a torcida merece é a sinalização e garantia de que este time será reforçado.

Jogo duríssimo

Dia de FluNa noite de hoje, o Flu recebe em Cariacica-ES o bom time do Santos, que terá a volta de todos os seus selecionáveis: Lucas Lima, Gabigol, Tiago Maia e Zeca. Trata-se de um jogo duríssimo, que exige atenção total do Flu e muita mobilização das arquibancadas.

Convocamos nosso torcedor capixaba a lotar o estádio e fazer a diferença, e dentro de campo, exigimos garra e atitude de todos os atletas que entrarem em campo. Confira aqui todas as informações sobre ingressos.

#VemproJogo #JuntosSomosFortes

As finanças do Flu na gestão Peter

2004 a 2015 Evolução Dívida Liquida FFC

Durante as últimas semanas, a imprensa e os fóruns de internet têm discutindo bastante a situação financeira dos clubes do Rio de Janeiro. Do Fluminense em especial. Muito se fala sobre a competência ou não da gestão Peter Siemsen em lidar com a dívida.

Antes de mais nada, caro leitor, será preciso uma pequena introdução técnica sobre finanças. Quando um contador ou analista financeiro fala em dívida, referindo-se a uma empresa, normalmente se refere à dívida bancária, isto é, empréstimos e financiamentos contratados junto aos bancos comerciais do país. Mais comumente ainda, fala-se em dívida líquida, que nada mais é que o total de dívidas com os bancos subtraído do total de caixa que a empresa tem para pagar essas dívidas. Por exemplo, se uma empresa tem dívidas de R$ 100 milhões, mas tem, em suas contas bancárias, R$ 200 milhões, na prática, considera-se que ela não tem dívida alguma, pois poderia pagá-las na hora em que quisesse.

No caso dos clubes de futebol, a análise é bem mais complexa. Antes de mais nada, existe uma disparidade imensa na forma de reportar as informações, por isso as comparações são prejudicadas. Além disso, as dívidas dos clubes não são, em sua grande maioria, com bancos comerciais, mas com o governo e com jogadores e funcionários. São os passivos fiscais e trabalhistas, além de antecipações de valores a receber em anos futuros junto a operadoras de TV (que na prática trata-se de um empréstimo com a Rede Globo, por exemplo).

Como uma forma simplificada de analisar os balanços, sugerimos considerar como dívida, tudo aquilo que os clubes têm a pagar (Passivo Circulante e Não Circulante) subtraído de todos os ativos que o clube tem, exceto o Imobilizado, que em geral são as sedes dos clubes e seus centros de treinamento. Consideramos que nenhum clube irá vendê-los para fazer frente as dívidas, mas consideramos que o valor contábil dos jogadores contratados pode ser utilizado para abatê-las. Esta simplificação é importante para eliminar diferenças na contabilização do direito de imagem dos atletas, por exemplo.

O site oficial do Fluminense disponibiliza Balanços Patrimoniais desde 2004. Utilizando o mesmo critério para todos os anos, podemos ver que de 2010 para cá houve apenas um pequeno aumento da dívida líquida total.

Quando a gestão Peter tomou posse, no início de 2011, nossa dívida era de R$ 362 milhões de reais e, ao final de 2015, era de R$ 378 milhões. Um aumento de apenas 4,6% comparáveis a um CDI acumulado de 64% e um IPCA de 42% no mesmo período.

De fato, fazendo a mesma conta para os demais clubes do Rio, o Fluminense é o clube que apresenta a menor de todas as dívidas, conforme pode ser visto no gráfico abaixo.

Vale lembrar que os valores acima já incluem os benefícios que os clubes tiveram com o PROFUT, assinado ao final do ano passado, quando o governo perdoou parte significativa dos juros e multas dos passivos fiscais. O Fluminense, por ser o clube mais estruturado dos quatro e, portanto, com a menor dívida, foi o que menos se beneficiou, justamente porque a própria gestão Peter Siemsen procurou se tornar adimplente com os valores retidos sobre a folha de pagamento. Nosso clube teve um ganho contábil de R$ 59 milhões. Flamengo, Vasco e Botafogo tiveram ganhos de R$ 67, R$ 114 e R$ 146 milhões de reais, respectivamente.

2016 Endividamento Líquido Clubes RJ

Além disso, olhando a dívida com outro prisma, é importante verificar que, por força de resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), os valores dos direitos de imagem dos atletas passaram a ser provisionados no Passivo pelo montante devido até o fim do contrato. Assim, de fato, não se trata de algo efetivamente devido, mas sim equivalente à folha salarial. E estes valores diminuem a cada mês em que o salário e os direitos de imagem são pagos aos jogadores.

Desta forma, outra comparação que pode ser colocada é a divida bruta descontada dos direitos de imagem provisionados. Nesta comparação, a dívida vem caindo a cada ano (mesmo incidindo correção sobre ela). Vejamos o comportamento de nosso passivo desde 2013, quando a nova sistemática do CFC começou a ser adotada. Em 2013: R$480.195; 2014: R$434.966; 2015: R$416.391.

Também é importante comparar o esforço feito pela atual diretoria com o desempenho do passado recente. Conforme o gráfico abaixo, no período Roberto Horcades (Jan’05 a Dez’10) o CDI teve uma variação acumulada total de 107%, ao passo que a dívida líquida do clube variou 403%, ou seja, a dívida líquida cresceu quase 4 vezes mais que o indexador no período.

Divida Liquida Flu x CDI - Periodo Horcades

Já no período Peter Siemsen (Jan’2011 a Dez’2015), o CDI teve variação acumulada total de 64%, mas a dívida líquida do clube variou apenas 4%, ou seja, o crescimento da dívida líquida foi muito inferior ao do indexador no período. O CDI, neste caso, cresceu cerca de 14 vezes mais que a dívida tricolor no período.

Divida Liquida Flu x CDI - Periodo Peter

É inegável que o resultado obtido pela gestão ao longo de seus primeiros 5 anos no controle e equalização das dívidas do clube foi muito bom, sobretudo considerando-se a situação encontrada em janeiro de 2011 e os turbilhões econômicos enfrentados pelo país e pelo clube em particular nos últimos três anos. É de se louvar muito que a dívida tenha se mantido quase estável em valores absolutos e, portanto, decrescido em valores reais, mesmo com saída de patrocinador principal, mercado em baixa para novos patrocínios, além da reconstrução da infra-estrutura da Xerém e do investimento no novo CT.

Por outro lado, a realidade que se impõe sobre um clube como o Fluminense, que opera sempre no limite de suas receitas, é que cada centavo mal gasto conta e muito. Em particular, cada contratação mal feita, tanto de jogador quanto de comissão técnica, pesa consideravelmente sobre o orçamento. Sabemos que não é fácil operar no mercado da bola com pouca margem para erro mas, no caso do Fluminense, é essencial. Ao nosso ver, este é um dos quesitos de gestão financeira que mais deixou a desejar na atual diretoria e, certamente, um dos mais importantes a melhorar no futuro próximo.

E os reforços?

BRASILEIRO

No último domingo chegamos às 9 partidas disputadas. Não parece, mas praticamente 1/4 do campeonato já se foi, e o Flu ocupa a 11ª posição, um lugar que poderia ser muito mais confortável com a vitória que nos foi roubada contra o Santa Cruz ou o empate quase certo com o Sport que nos escorreu pelos dedos após lambança da defesa.

O período já passado nos permite fazer algumas análises, dividindo grosseiramente o time em dois setores: defesa e ataque. O primeiro parece ter se estabilizado dentro do plano de jogo Levir Culpi, principalmente após a efetivação de Douglas como titular. Apesar dos espasmos e das bobeiras periódicas, o Flu tem hoje a 3ª melhor defesa da competição. Por outro lado, o que nos garante esta estabilidade atrás acaba por influenciar nosso rendimento na frente. Os laterais, por exemplos, são nulos nas jogadas de ataque. Não se vêem assistencias, infiltrações ou mesmo passes para conclusão saídos dos pés de Jonathan e Wellington Silva. Estas características, somadas ao baixo poder de fogo de Marcos Jr e Osvaldo, além da nítida afobação de Richarlison e inoperância de Cícero, nos colocam na vergonhosa condição de pior ataque do Brasileirão, a ponto de Magno Alves, que em tese seria quase um talismã, uma figura de pouca participação no banco, ter se tornado a opção mais incisiva.

Os nomes especulados até agora (Sornoza, Guerra, Ábila, Aquino, Zelarayán etc) são exemplos que chegariam para suprir bem as carências de um bom definidor e alguém que dite o ritmo no meio-campo para desafogar o trabalho do Scarpa. Entretanto, considerando que são transferências internacionais, o tempo destinado às burocracias, adaptação e conhecimento do time, o trabalho precisa ser acelerado o máximo possível. Jorge Macedo até o momento se limitou a aparecer timidamente em entrevistas em que o presidente Peter foi o principal questionado, sumiu no episódio da saída de Fred e os reforços trazidos até o momento mal estrearam. Daqui a 2 semanas já teremos mais 4 rodadas passadas e tempo não é um artigo que o Flu tem de sobra. É preciso movimentação PARA ONTEM!

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