Em busca da competitividade perdida

FluxGalo

Nos últimos 5 jogos pelo campeonato brasileiro, o Fluminense acumula 1 vitória e 4 derrotas. O desempenho recente é o pior do campeonato, idêntico ao do lanterna Vasco. Se considerarmos os últimos 10 jogos, temos 6 derrotas, número igual ao do Avaí. Apenas o lanterna Vasco perdeu mais, com 8 derrotas. A rodada foi cruel e o Flu saiu do G4, despencando para 7º lugar.

O problema não é ser derrotado pelo Atlético-MG, uma das melhores equipes da competição, mas sim perder para Joinville, Avaí, Chapecoense e Vasco, algumas destas derrotas com inteira justiça.

Como futebol não é ciência exata, tivemos uma chance de ouro para Wellington Paulista, e caso tivesse sido convertida, poderíamos estar comentando sobre um empate, talvez injusto para os mineiros.

Mas quase sempre o domínio tático e posse de bola se convertem em gols, e após uma trama sobre Gustavo Scarpa improvisado e um meio-campo aberto após a infeliz mudança de Edson pra lateral direita, o Atlético selou a vitória com Patrick.

Aquele time valente, ligado, solidário, e que jogava no limite da intensidade física pelo visto ficou na saudade. O que vemos hoje em campo infelizmente é uma equipe lenta, às vezes apática, sem qualquer resquício de competitividade, principalmente no meio-campo, setor onde se decidem as partidas.

Tudo bem que são muitos os desfalques, é verdade. Mas o elenco também foi encorpado com as chegadas de Ronaldo Gaúcho, Wellington Paulista, Cicero e Osvaldo, jogadores que ainda precisam fazer jus ao investimento neles.

Aquele meio-campo “operário” com Marcos Junior, Vinícius e Gerson fazendo a linha ofensiva ficou no passado por conta de contusões e das chegadas de jogadores de mais nome. Mas as atuações de Ronaldinho até aqui foram decepcionantes dentro de campo, nulo na criação e ruim até mesmo na bola parada, onde todos esperavam que ele decidisse. Hoje não foi diferente. E mesmo Cícero, apesar da identificação com o Flu e alguns gols, também não tem sido o jogador de meio campo com a dinâmica e o empenho que o futebol moderno exige.

O Flu chega na fase aguda do campeonato sem a referência do capitão Fred e com o time desequilibrado, sem que os jogadores demonstrem se ajudar dentro de campo como estava acontecendo no primeiro turno.

Na sequência temos um confronto fora de casa contra o líder Corinthians e ainda um Fla x Flu. Ou o time volta a lutar em campo, ou vamos jogar o sonho de disputar novamente a Libertadores no lixo. É um desafio para Enderson Moreira buscar a competitividade perdida, independente de nomes em campo ou contas bancárias.

O título do Brasileirão é praticamente impossível, nos resta o G4 e a luta na Copa do Brasil, competição totalmente em aberto, mas que não costuma perdoar moleza, indolência e pouca competitividade. Ou o Fluminense se reinventa e volta a jogar com coragem, ou teremos um fim de ano decepcionante, pois o elenco ficou mais caro e aparentemente está menos competitivo, algo que é totalmente incoerente.

Cotas de TV, assunto urgente

InjusticaO futebol brasileiro, que há pouco mais de um ano foi humilhado dentro de casa, está prestes a sofrer um baque ainda maior. Será o fim da competitividade em igualdade de condições para diversos clubes que sempre protagonizaram o esporte no Brasil, em benefício de apenas dois deles.

A emissora que detém o direito das transmissões se travestirá de deusa do esporte e passará a determinar quem será grande, quem será médio e quem será pequeno no futebol do país a partir de 2016. A distribuição das quotas de tv passará a ser tão absurdamente desigual que se tornará praticamente impossível para os demais clubes competirem com Flamengo e Corinthians.

Sim, houve um contrato assinado até 2018. Sabemos bem disso. Os dirigentes do Fluminense e dos demais clubes têm sua parcela de culpa. Mas não se sabia, na ocasião, que a emissora pretendia criar uma diferença tão abissal e inaceitável entre os dois clubes de maior torcida e todos os demais.

No entanto, contratos embora assinados com prazo de expiração, não são obrigatoriamente imutáveis. Eles podem e devem ser revistos quando se torna flagrante que uma das partes será muito prejudicada. Não há nenhum dado técnico, nem mesmo de audiência que justifique a diferença estratosférica que a emissora quer impor. Por exemplo, no domingo de 23/08/2015 o clássico Flamengo x São Paulo perdeu em audiência para Joinville x Fluminense.

O Fluminense precisa formar o mais rapidamente possível um bloco com Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional e Grêmio, quatro dos clubes igualmente prejudicados. Esses cinco clubes representam dezenas de conquistas de Campeonatos Brasileiros e Copas do Brasil. Sempre foram protagonistas e agora estão sendo alçados artificialmente à condição de coadjuvantes. Eles podem negociar juntos, somar forças. O Botafogo também pode participar, caso se livre da posição subserviente ao status quo, que demonstrou ao longo do campeonato estadual deste ano. Outros clubes também poderão se juntar ao bloco posteriormente, pois até mesmo os que ganharão mais do que os acima citados também serão prejudicados e perderão competitividade com relação aos dois – sempre – favorecidos.

Não aceitamos que o poderio econômico de uma emissora atue dessa forma, mudando a relação de forças do futebol brasileiro. Se é Flamengo e Corinthians que a emissora quer, que ela transmita apenas os jogos deles, pois os demais não podem aceitar ser transformados coadjuvantes.

A ótima entrevista recente do Presidente Peter Siemsen no programa Seleção Sportv nos dá um alento sobre a forma como o Flu se posiciona institucionalmente sobre o problema. Mas precisamos de atitudes imediatas, concretas e em bloco, e elas não podem esperar por 2018, onde os danos à competitividade já poderão ser irreversíveis.

Classificação de guerreiros

Marcos-Junior-Paysandu-x-Fluminense-NP-26ago2015Pela Copa do Brasil 2015, no jogo da volta contra o bom time do Paysandu, o Fluminense conseguiu se impor como time grande e fez um bom jogo, mesmo contra um Mangueirão lotado, vencendo por 2 x 1 de forma merecida.

Destaque para a escalação inicial de Enderson Moreira, que surpreendeu o adversário ao posicionar novamente Gustavo Scarpa no meio campo, garantindo muito mais movimentação e dinâmica no setor, tanto na parte ofensiva como defensiva.

Na lateral esquerda, um improvisado Vitor Oliveira acabou não comprometendo e, dentro de suas limitações, acabou dando conta do recado: se cometeu um penalti por precipitação, é fato que também acabou ajudando num cruzamento surpreendente e preciso para o gol de Cícero, de cabeça, no início da partida.

Com esta simples alteração tática, jogadores como Marcos Junior, Jean, Cícero e Magno Alves subiram bastante de produção, algo que foi decisivo para o Flu marcar os gols que impediram o adversário de acreditar na classificação. Foi de Marcos Junior o gol da vitória tricolor, concluindo um contra-ataque de almanaque, em grande velocidade, puxado por Gustavo Scarpa e Magno Alves, apenas com passes de primeira.

Também estiveram muito bem no jogo o zagueiro Gum e o goleiro Julio César, ambos mostrando muita segurança.

A nota triste foi a contusão do volante Edson, que saiu de campo de ambulância após uma pequena fratura na face provocada por uma cotovelada desleal de um jogador adversário, que acabou expulso.

Classificação garantida às quartas de final da Copa do Brasil, agora temos um duelo de 6 pontos no campeonato brasileiro contra o excelente time do Atlético-MG, no domingo, no ótimo horário das 16h. Com tantos desfalques, vamos precisar novamente de muita superação em campo e muito apoio das arquibancadas.

Clique aqui para conferir todas as informações sobre venda antecipada.

#VemProJogo #JuntosSomosFortes

Final do Sub20 no Maraca

fluxvitCom uma campanha irrepreensível, com 9 vitórias e 1 empate, a equipe sub-20 do Fluminense está na grande final do Campeonato Brasileiro 2015.

Para chegar ao título, a garotada de Xerém enfrentará o Vitória-BA, em duas partidas. A grande novidade é que a primeira partida da decisão será no Maracanã, dia 27/08 (quinta feira), às 16:30h. A entrada para assistir a grande final será um quilo de alimento não perecível que será posteriormente doado a instituições de caridade.

Lamentamos o esdrúxulo regulamento da CBF que não premiou a equipe de melhor campanha, sendo que em sorteio, foi decidido que a partida decisiva será em Salvador, no Estádio Manoel Barradas (Barradão), dia 02/09, às 16:30h.

Convocamos toda torcida tricolor a encher o Maracanã, para empurrar a garotada de Xerém a conquista de mais um título de grande expressão, ratificando o belo trabalho do clube nas suas divisões de base.

Campanha do Flu:

1ª Fase:

Ponte Preta 2 x 3 Fluminense

Fluminense 3 x 2 São Paulo

Atlético-PR 0 X 1 Fluminense

Fluminense 2 x 1 Internacional

2ª Fase:

Fluminense 1 x 0 Flamengo

Vasco 1 x 2 Fluminense

Palmeiras 0 x 0 Fluminense

Fluminense 1 x 0 Palmeiras

Fluminense 5 x 1 Vasco

Flamengo 0 x 2 Fluminense

O único setor aberto para o público será o Oeste Inferior, com entrada pela rampa da UERJ. Compareça!

Sinal de alerta aceso

AlertaApós a abertura do returno, o Flu conseguiu se manter no G4 mesmo com a derrota em Joinville e o peso de uma lista de maus resultados recentes.

Nos últimos 10 jogos, o Flu somou 13 pontos, com 4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas. O aproveitamento de 43.33% poderia ser considerado apenas uma daquelas turbulências comuns a qualquer campanha, mas a análise mais próxima indica perigo. 7 dos 13 pontos foram marcados nas primeiras 3 partidas da sequência, ou seja, nos últimos 7 confrontos, o tricolor alcançou apenas SEIS dos VINTE E UM pontos em jogo.

Resumindo: abrimos este bloco de jogos com 1 empate e 2 vitórias e depois temos 2 vitórias e 5 derrotas.

Relembrando o retrospecto:

São Paulo 0 x 0 Fluminense
Fluminense 1 x 0 Cruzeiro
Atlético-PR 1 x 2 Fluminense
Fluminense 1 x 2 Vasco
Chapecoense 2 x 1 Fluminense
Fluminense 1 x 0 Grêmio
Avaí 1 x 0 Fluminense
Internacional 1 x 0 Fluminense
Fluminense 2 x 1 Figueirense
Joinville 2 x 1 Fluminense

Agora temos pelo Brasileirão uma sequência indigesta contra o více-líder, o líder e um clássico estadual, respectivamente. Embora nossa fama de “Robin Hood” sinalize que atuamos melhor exatamente nos grandes embates, já temos uma lista extensa de jogadores machucados e a preocupação é crescente com o futebol do time.

A classificação na Copa do Brasil pode nos render mais R$ 700 mil em premiações e melhor que isso: garantir a paz que precisamos nesse momento de instabilidade. Coragem em Belém, Fluminense!

1 2 3 132