Duas decisões pela frente

Fred300O Flu venceu o Barra Mansa por 4×2, mas o resultado não diz bem o que foi o jogo. Depois de muita chuva, o campo em Macaé, que já é pesado, ficou ainda mais difícil. O Flu não jogava bem e numa bola enfiada nas costas da zaga, com Gum muito mal posicionado, o Barra Mansa abriu o placar. Chegamos ao empate com Fred, após boa cabeçada de Kenedy, e viramos depois com um gol do garoto.

O segundo tempo foi tenso, nosso time não jogava bem a parecia exposto na defesa, o que fez a agonia durar até quase 30 minutos, quando Fred, de cabeça, aliviou o placar e Gerson depois ainda ampliou. Impressiona a maturidade e qualidade do menino de apenas 17 anos. Temos que segurá-lo de qualquer maneira até as Olímpiadas do ano que vem. É o mais promissor jogador de sua geração e pode nos render muito dentro de campo. No fim, os azuis ainda fizeram o segundo gol, mas nada que assustasse mais.

Ao fim da rodada, o Flu permaneceu a 2 pontos do G4, mas com um confronto direto com o Madureira e um Fla-Flu pela frente. Aí começa a preocupação: a FERJ ainda não divulgou os horários das partidas. É inadmissível que Botafogo e Madureira joguem em horário diferente do Fla x Flu, já sabendo do resultado. Se o Flu empatar no clássico, uma vitória do Madureira já o classifica, independente do último jogo. Ou seja: ficaríamos esperando por um tropeço do Botafogo contra o Macaé para chegar às finais. O Flu tem que tentar EXIGIR que os jogos sejam simultâneos ou que o clássico aconteça depois.

Estamos em guerra com a Federação e outros clubes e nossa situação na tabela ainda é difícil. Mas enquanto estiver disputando títulos e houver chances, o Fluminense tem obrigação de brigar até o último segundo.

Orçamento 2015

contasNo próximo dia 31 será votado o Orçamento de 2015 do Fluminense FC.

Mais uma vez o clube adotou uma estratégia conservadora na confecção orçamentária. Por “estratégia conservadora” entende-se não orçar receitas extraordinárias (como um possível patrocínio para mangas da camisa, venda de direitos sobre atletas, aumento da receita social com novos planos, aumento de bilheteria e premiação) nem forçar reduções absurdas nas despesas (como salários e fornecedores) para não inflar o resultado final com situações hipotéticas que fujam da realidade, como era frequente no passado e como ocorreu na apresentação de orçamentos de outros clubes brasileiros, onde receitas futuras de vendas de jogadores foram majoradas para a casa de dezenas de milhões de reais, assim como premiações, para valores equivalentes a times que conseguem fazer a “Tríplice Coroa”. Por outro lado, nestes clubes pagamentos de impostos e salários foram reduzidos em suas previsões, o que deixou resultado e caixa positivos, graças à aparente maquiagem.

A mesma estratégia conservadora foi adotada pelo Fluminense no último ano, quando foi orçado um déficit total de R$ 36 milhões. Comparando o valor realizado com o que foi orçado, o déficit realizado até Setembro de 2014 foi de apenas R$ 300 mil, ou seja, durante ¾ do ano, o déficit real foi de menos de 1% do déficit total orçado, o que corrobora a tese da adoção de orçamentos com viés conservador.

Adotando estas premissas, para 2015 foram orçadas receitas na ordem de R$ 137 milhões, gerando déficit operacional de R$ 5 milhões, desmembrado da seguinte forma: um pequeno superávit (cerca de R$ 100 mil) para o Futebol e déficits de cerca de 3,8MM (Social) e 1,3MM (Esportes Olímpicos). Porém, como a dívida do clube continua muito alta (mesmo com forte redução nos últimos anos), as despesas financeiras e de atualização de tributos tornam-se, proporcionalmente, muito elevadas. Para 2015 foi orçada despesa total de R$ 34 milhões nestas duas rubricas que servem, basicamente, para rolar a dívida. Com isso, o déficit total contábil foi de R$ 39 milhões, sendo que deste valor, R$ 11 milhões referem-se a custo de amortização de jogadores, meramente contábil. Desta forma, o déficit real apresentado é de R$ 28 milhões.

Com relação ao fluxo financeiro, seguindo com o viés conservador, a necessidade de caixa do clube será de R$ 46 milhões até Dezembro/2015. É importante salientar que mesmo com este perfil, o saldo seria positivo se fossem considerados apenas as entradas e saídas de caixa referentes ao período de 2015, demonstrando a preocupação atual em “gastar menos do que arrecada” nas operações correntes, estancando a geração de dívidas futuras.

O grande problema, mais uma vez são as dívidas passadas, que apesar de “controladas” e jogadas para o longo prazo através de acordos como Ato Trabalhista, Refis e Timemania  geram enormes desembolsos mensais. Apenas com estes acordos e mais dívidas bancárias o clube pretende gastar R$ 47 milhões até o final do ano. Ou seja, 43% das entradas atuais de caixa servem para pagar dívidas do passado, o que demonstra esforço em pagar débitos anteriores sem gerar novos, mas também evidencia a necessidade urgente de gerar novas receitas para fechar esta conta.

A Flusócio deliberou internamente na última reunião do grupo, realizada em 23/03, e decidiu que votará pela aprovação do orçamento por alguns motivos: Em primeiro lugar, existe a possibilidade latente de geração de novas receitas, que melhorariam imediatamente o resultado. Além disso, é visível o arrocho fiscal que o clube vem promovendo para pagar dívidas, sem comprometer as despesas correntes. Vale lembrar que em 2014 a redução da dívida foi na ordem de R$ 30 milhões, na contramão de outros clubes brasileiros que vem aumentando fortemente suas dívidas, gerando problemas para mandatos futuros, como bolas de neve. Para os próximos anos, o horizonte torna-se melhor, tendo em vista os aumentos de receita de TV e patrocinador master, o que possibilitaria o clube trabalhar com um perfil mais agressivo em suas operações correntes sem comprometer o atual aperto fiscal para pagamento de dívidas do passado.

Boa estreia de Drubscky

Fred Flu3x0CabofrienseNa estreia do treinador Ricardo Drubscky, o Fluminense passou com facilidade pelo Cabofriense no Maracanã. Jogando para pouco mais de 3 mil presentes, o Tricolor abriu vantagem no início da partida com um golaço do garoto Gerson, após rápida jogada de contra ataque. O segundo gol veio em boa jogada de bola aérea, finalizada pelo volante Edson e o terceiro marcado, de cabeça, pelo artilheiro Fred , após assistência de Vinicius. O centroavante marcou seu sétimo gol na competição e o de número 146 com a camisa do Fluzão.

Numa rodada onde Botafogo e Madureira tropeçaram e o Vasco venceu, mais uma vez, com um gol de pênalti no último minuto, o Fluminense voltou para a briga por uma vaga nas semifinais . O próximo desafio será em Macaé contra o desesperado Barra Mansa, domingo às 18:30. Convocamos os Tricolores do Norte Fluminense a lotar as arquibancadas do estádio Claudio Moacyr, empurrando o Flu para mais uma vitória, afinal, a FERJ já está fazendo sua parte para tentar impedi-la, ao tirar mais um jogo do Flu como mandante do Rio de Janeiro e escalar Índio como árbitro.

Copa do Brasil Sub17 nas Laranjeiras

sub 17Após estreia com vitória fora de casa na Copa do Brasil Sub17, batendo a equipe do Atlético-GO por 1×0, gol do atacante Ruan, o Fluminense fará o jogo de volta no próximo sábado (28.03), às 15:00h, nas Laranjeiras.

Passando pelo time goiano, a equipe tricolor pega na segunda fase o vencedor de Internacional x Avaí, sendo que no primeiro jogo em Florianópolis o time catarinense bateu o time do Inter por 2×1.

Assim como no primeiro jogo, e equipe tricolor jogará desfalcada do lateral esquerdo Matheus Mascarenhas e do atacante Ramon, ambos disputando o Campeonato Sul Americano sub17, no Paraguai, pela Seleção Brasileira.

Time Base do Fluminense: Julio Cesar, Diogo Augusto, Jobson, Gabriel Estigarribia, Diogo Herede; José Ricardo, Romulo, Alex; Ruan, Lorran, Luan. Técnico: Ricardo Perlingeiro.

Nesta quinta, os juniores (Sub20) enfrentam o Cabofriense em Los Larios, às 15h, pelo campeonato estadual.

Compareça e incentive a garotada de Xerém! Entrada gratuita em ambos os jogos.

Aposta feita, hora de trabalhar

ricardo-drubscky-atletico-pr-20130523-size-598O Departamento de Futebol tricolor vive uma fase de transição. Uma mudança de modelo após mais de uma década. É uma tremenda responsabilidade nas mãos de Mário Bittencourt e Fernando Simone.

A terra arrasada temida por muitos contrasta com a manutenção da espinha dorsal, com a permanência de ídolos do antigo modelo, mostrando que o clube recuperou a credibilidade que antes só atribuíam ao antigo patrocinador, parte que agora descumpre seus compromissos.

Por outro lado, o primeiro grande teste do novo modelo veio justamente num campeonato onde a FERJ declarou uma guerra aberta ao Fluminense. Um cenário, sem dúvida, complicado.

No início do ano, a manutenção de Cristóvão foi controversa. Um técnico que rapidamente arrumou o time na saída de Renato Gaúcho e comandou algumas partidas com um futebol vistoso e bons resultados, mas que protagonizou também atuações vexatórias em 2014.

No conturbado ambiente da saída do antigo patrocinador, a decisão do Depto de Futebol foi dar uma chance ao Cristóvão. Decisão que o tempo rapidamente mostrou que estava errada, pois o time não evoluiu. Taticamente, o que se viu foi um bando em campo, mesmo contra adversários fracos, e raros momentos de brilho individual.

Era hora de mudar. E a necessidade de saída do Cristóvão era defendida pela maioria esmagadora da torcida já há algum tempo.

Mas entre os técnicos viáveis, qualquer um hoje seria uma aposta. Na impossibilidade financeira de trazer um dos nomes de ponta, a decisão mais fácil seria ir atrás do restrito círculo de técnicos medianos que se revezam entre os grandes clubes, alternando bons e maus momentos. No entanto, alguns nomes desse círculo foram tentados e pediram valores muito altos.

A decisão foi apostar no nome de Ricardo Drubsky. Decisão que, por fugir do óbvio, causa polêmica.

De fato, causa desconfiança na torcida o fato do novo treinador já ter muitos anos de carreira com pouco ou nenhum brilho. Mas o novo técnico é reconhecido no meio do futebol por suas boas ideias sobre táticas de jogo, onde é figura respeitada em congressos de especialistas na parte técnica.

Também é reconhecido pelo bom trabalho na transição de atletas da base para os profissionais. Lançou, por exemplo, Gilberto Silva nos profissionais Atlético-MG. No ano passado, treinando o Goiás, Drubscky apresentou ao Brasil o jovem Erik, goleador do time e eleito a revelação da competição.

Montou ainda o bom time do Atlético-PR que chegou à final da Copa do Brasil em 2013, nas mãos de Wagner Mancini. Ao se classificar para a finalíssima, Mancini reconheceu a importância de seu antecessor em entrevista.

O novo treinador e seu auxiliar vem com baixo custo, tendo o Fluminense a autonomia para escolher o responsável pela preparação física e todos os demais profissionais da comissão técnica.

Em época de responsabilidade financeira imperiosa para os clubes que aderirem ao PROFORTE, medida provisória que prevê o parcelamento de débitos fiscais mas pune com a perda de pontos os clubes que atrasarem salários e direitos de imagem, a aposta em Ricardo Drubscky é de fato conservadora financeiramente, admitida pelo próprio Presidente Peter Siemsen. Mas também abre espaço na folha de pagamento para o Flu contratar mais alguns reforços para o campeonato brasileiro. Esta foi a estratégia passada pela diretoria de futebol à Flusócio.

Restam apenas 4 rodadas nesse campeonato carioca e estamos a cerca de 1 mês para o início do Brasileirão. Há de se dar tranquilidade para o novo treinador trabalhar.

Sua missão será fazer nossa equipe evoluir taticamente, extraindo o melhor dos nossos promissores jovens e permitindo uma melhor avaliação dos nossos reforços. Mas ele também precisará mostrar resultados rapidamente, para vencer a desconfiança do torcedor.

Desejamos sucesso ao nosso novo comandante.

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