Bom jornalismo passa longe

diploma-jornalismo-rasgado1Como se não bastassem todos os problemas reais que o Fluminense enfrenta no dia a dia, ultimamente o Clube sofre com várias matérias maldosas impostas pela mídia, como objetivo claro de tumultuar o ambiente político e administrativo.

Desde que o campeonato acabou, durante a fase de entressafra de pautas sobre futebol, o site Globoesporte.com já convocou alguns opositores da gestão Peter Siemsen pra dar entrevista, bem como funcionários demitidos por esta mesma gestão, tais como o Renato Gaúcho. Para manter a coerência com a linha editorial, sugerimos Emerson Sheik como o próximo entrevistado.

O site NetFlu também tem sido lamentável, mais parecendo um canal viciado politicamente do que um simples site de clipping e notícias. Há muito tempo o espaço virou plataforma de notas plantadas por alguns players, sendo que estas notas não saíram em nenhum outro veículo, portanto, não podem ser consideradas como clipping.

Em episódio recente, o NetFlu abriu seu espaço para o ex-dirigente Jackson Vasconcelos criticar desafetos da Flusócio que se empenharam para tirá-lo de Laranjeiras, mas não ofereceu direito de resposta às pessoas atacadas, como mandaria o bom jornalismo.

Já são inúmeros tiros que saíram pela culatra, pois como o nível geral do torcedor do Fluminense é elevado, felizmente temos a certeza que na maioria das vezes a torcida consegue enxergar o viés que está nas entrelinhas.

Artilharia pesada

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A marca de Fred ao atingir a artilharia do Campeonato Brasileiro não foi positiva apenas para o jogador. Com ela o Flu, aparece em destaque no ranking dos times que mais produziram goleadores na era dos pontos corridos. Somos os líderes com 3 presenças no topo: duas com Fred, uma com Washington, o Coração Valente.

Por falar neles, são os dois únicos a aparecer duas vezes na lista, Fred nas duas pelo Flu, e Washington por Atlético-PR e Fluminense. Fred também pode ultrapassar em breve a marca de Paulo Baier e se tornar o maior goleador dos pontos corridos. Atualmente a contagem está em 106 x 104 para o meia, já em fim de carreira.

Confira abaixo a lista completa das artilharias a partir de 2003, quando houve a mudança no formato do campeonato:

2014 - Fred (Fluminense): 18
2013 – Ederson (Atlético-PR): 21
2012 – Fred (Fluminense): 20
2011 – Borges (Santos): 23
2010 – Jonas (Grêmio): 23
2009 – Diego Tardelli (Atlético-MG) e Adriano (Flamengo): 19
2008 – Kléber Pereira (Santos), Keirrison (Coritiba) e Washington (Fluminense): 21
2007 – Josiel (Paraná Clube): 20
2006 - Souza (Goiás): 17
2005 – Romário (Vasco): 22
2004 – Washington (Atlético PR): 34
2003 – Dimba (Goiás): 31

Com esta conquista, Fred passa a integrar um seleto grupo de jogadores que foram artilheiros do Brasil por duas vezes, se juntando a Washington, Romário, Roberto Dinamite, Zico, Cesar Maluco e Toninho Guerreiro. Nossa torcida é para que o artilheiro permaneça no Fluminense em 2015, disputando títulos e tendo a possibilidade de conseguir a artilharia pela terceira vez, o que o colocaria ao lado do Rei Pelé, além dos “Maravilhas” Dadá e Túlio, hoje empatados na liderança deste ranking.

Estratégia da Viton 44 com patrocínio ao Flu

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Novo patrocinador master do Fluminense, a empresa de bebidas Viton 44 tem uma estratégia bem definida ao escolher a gloriosa camisa tricolor como plataforma de anúncio para os seus produtos.

Estão lançando no mercado o Matte Viton, marca que pretende rivalizar com o Matte Leão, produto antigo e de reconhecida reputação, líder em seu segmento. A ideia é usar o bom padrão de consumo da torcida do Fluminense por produtos de maior qualidade para alavancar as vendas do caçula da família de produtos Viton 44.

A estratégia tem tudo para dar certo, pois a torcida do Flu há muito tempo é reconhecida por prestigiar as empresas que investem no Clube. Foi assim com a Unimed, com a Hyundai, com a Sul América e outros. Certamente também será assim com o Matte Viton, o Guaraviton e o Guaravita.

Direitos econômicos são salvaguarda

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Muito tem se falado sobre a possibilidade ou não da Unimed honrar os contratos de direito de imagem com os jogadores, mesmo após o término do patrocínio na camisa tricolor.

Inicialmente, houve rumores de um rompimento unilateral com os jogadores, imediatamente rechaçado por Celso Barros em algumas entrevistas. Felizmente o discurso hoje é de que a Unimed vai honrar todos os pagamentos com os atletas mas que vai analisar a duração de cada contrato separadamente.

O motivo é simples: se a Unimed não cumprir os contratos dos atletas pelo menos até negociá-los, ela na prática rasga dinheiro, pois fica sem a chance de lucrar com a venda dos direitos econômicos que possui nestes atletas. Além disso, uma ruptura definitiva da cooperativa com todos eles sinalizaria pessimamente para o mercado, pois certamente os jogadores não ficarão satisfeitos e vão dar entrevistas sobre um eventual calote.

A manutenção dos contratos é a melhor estratégia para todos: jogadores, Fluminense e Unimed, mas não é difícil supor que haverá desinvestimentos na medida em que acontecerem propostas concretas pelos jogadores em questão.

A eterna fragilidade na Comunicação

Por um FioNuma decisão difícil de ser entendida pelo grande público, Jackson Vasconcelos foi recontratado pela gestão do Fluminense por 30 dias, para gerir uma suposta expectativa de crise por conta da saída da Unimed. O dirigente havia sido demitido no Fluminense em agosto, após o envolvimento com a campanha do candidato à Presidência do Vasco, Sr. Julio Brant.

Infelizmente, algumas decisões que acontecem em Laranjeiras tem sido tão desconectadas do pensamento do torcedor que sequer perceberam o sentimento de toda a torcida após o anúncio oficial da ex-patrocinadora: tirando meia dúzia de oportunistas, para os quais o discurso de “terra arrasada” é sempre conveniente, o raciocínio reinante em 99% da torcida foi de engajamento para a luta, de apoio à instituição, de mobilização para associação, de agradecimento à Unimed pelo sucesso dos 15 anos de parceria, mas de entendimento pleno que a ruptura ocorreu por conta das circunstâncias financeiras do próprio patrocinador, e não por decisão do Fluminense.

Desde o início do processo, ficou claro para a torcida que o parceiro não seria mais o mesmo na parte financeira, e por isso o momento da ruptura, no entendimento geral, também foi considerado melhor agora do que no meio de alguma competição importante.

A resposta rápida da diretoria, com anúncio de um novo patrocinador master no dia seguinte à saída da Unimed, também acalmou a todos os tricolores. Ela mostrou ao mercado, principalmente aos jogadores, que a camisa do Fluminense é forte comercialmente e por isso é capaz de atrair outras marcas rapidamente.

Mas todo este sentimento de retomada sofreu um baque após a divulgação de entrevistas do Sr. Jackson Vasconcelos se auto exaltando comercialmente e politicamente, como se ainda fosse um dirigente em Laranjeiras.

É lamentável que o Fluminense ainda não tenha resolvido de forma definitiva o problema crônico de sua Comunicação Institucional e Assessoria de Imprensa, e que tenha que recorrer a figuras do passado, bem como a funcionários já demitidos, para gerir uma suposta crise que sequer aconteceu, e pior, podendo fabricar uma crise política interna completamente desnecessária e inoportuna para o momento atual.

Até quando, Presidente?

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