Ano de muitas dificuldades

Guerreiros5

Numa era em que espalhar leviandades e fake news se tornou algo comum, a irracionalidade e o ódio propagado por uma oposição interna apenas destrutiva infelizmente se alastrou para a arquibancada, tornando-se algo dominante em nossa torcida. Como a desinformação é rotina e os resultados no futebol não estão à altura do Fluminense por conta das circunstâncias financeiras que limitam o investimento, então a beligerância ganha corpo.

Mas o ano foi de dificuldades institucionais imensas – muitas criadas por fatores externos totalmente alheios a essa ou qualquer outra diretoria. Dentre as quais podemos citar:

1) O bloqueio de 15% de todas as receitas do clube em 2018, determinado pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN). Esta soma já superou R$ 30 milhões do orçamento previsto para este ano (lembrem-se que ficamos o ano todo brigando pra não chegar a 3 meses de atraso com esse elenco que hoje custa R$ 3,5 milhões, então esse valor representa quase um ano de pagamento em dia a todos os jogadores).

Tal bloqueio é referente à multa aplicada pela PGFN por conta do imbróglio de 2013, pois o Flu deu entrada no dinheiro da venda de Wellington Nem para o Shaktar Donetsk. A PGFN entende que o clube descumpriu uma ordem judicial que bloqueava todas as entradas de receita (cotas de TV, bilheteria, etc), mas o Fluminense alega que esta entrada específica não estava bloqueada, tanto foi assim que o dinheiro seguiu seu fluxo normal vindo do exterior até a conta do clube. É um assunto que ainda está sendo discutido judicialmente, mas pouca gente se dá conta que a quantia em 2013 foi essencial para que o clube não tivesse fechado as portas, por exemplo perdendo todos os jogadores na Justiça.

Além disso, o bloqueio de 2013 só aconteceu por conta do não pagamento de impostos e das parcelas do Timemania dentre os anos de 2007 e 2010, durante toda a gestão Horcades.

Ainda vale destacar que essa foi uma ação totalmente inesperada da PGFN, dado que nas vendas de Kennedy (2015), Gerson (2015) e Richarlisson (2017), não foi tomada qualquer atitude de penhorar receitas do clube por conta de problemas fiscais.

2) A infelicidade de jogador e clube na grave lesão no joelho do atacante Pedro, em agosto, logo após sua convocação para seleção brasileira e nas vésperas da última semana da janela de transferências. Na época, o atacante era pretendido por diversos clubes europeus, que disputavam sua contratação e faziam o valor da provável negociação subir. O Flu negociava a venda do seu principal atleta, mas com a manutenção dele no Brasil por mais algum período. Com a lesão, o Flu ao mesmo tempo ficou sem o jogador em campo e sem a alta receita extraordinária que faria a ano financeiro terminar de maneira tranquila. Vale lembrar que naquele momento o Pedro já tinha sido artilheiro do Carioca, era o artilheiro do Brasileirão com folga e ia jogar pela seleção com perspectiva de ser até o centroavante na Copa América em 2019. A título de exemplo, se o Fluminense ficasse com valor líquido de 10 milhões de euros nessa negociação (lembrando que o Fluminense tem 50% dos direitos econômicos), seriam mais de R$ 40 milhões para o clube em 2018. Importante perceber como teria sido diferente o 2o semestre com esse elenco que custa cerca de R$ 3,5 milhões por mês.

3) A partir da não venda de um atleta na janela de agosto/2018, obviamente as dificuldades financeiras se acentuaram. Soluções alternativas foram adotadas, como negociar o atleta João Pedro, do Sub17. Nenhuma diretoria toma este tipo de atitude sem angústia, pois o jogador é uma grande promessa das divisões de base e nem jogou ainda no time principal do Flu, ou seja, no futuro pode valer muito mais. A negociação de um acordo com o Palmeiras no caso Scarpa também ajudou a pagar duas folhas de pessoal, bem como a venda do atleta Douglas para o Corinthians, que bancou outra. Infelizmente a não venda do Pedro colocou o Fluminense numa situação de dificuldade para fazer essas negociações, mas o risco de não concluí-las significava chegar aos 3 meses de salários atrasados e perder jogadores na justiça no trabalho.

4) Lesões longas de jogadores importantes para o elenco, como o próprio Pedro, Gilberto, Ibañez e Airton também atrapalharam o Fluminense em diversos momentos da temporada. Convocações de Sornoza para a seleção equatoriana idem, pois deixaram o time várias rodadas sem o seu principal e único jogador de armação de jogadas. Aqui também cabe uma justa crítica à formação do elenco, que ficou carente de armadores.

5) As pessoas entendem o Fluminense como uma instituição de futebol, e que apenas tem custos com este departamento. Mas o passado de dívidas exponenciais contraídas a partir da década de 90 impõe ao clube parcelamentos importantes, como o Ato Trabalhista (cerca de R$ 1,5 milhão mensais, quase R$ 20 milhões anuais) e também outros parcelamentos relevantes como o PROFUT, além de inúmeras dívidas bancárias que precisam ser pagas sob pena de penhoras diárias de caixa, e punições esportivas na FIFA, no caso de dívidas com outros clubes (as punições com a FIFA podem chegar ao ponto de impedir o Fluminense de fazer negociações com o exterior, o que seria fatal para o clube). Logo, em paralelo a manter o salário dos jogadores em dia, há diversas obrigações de grande risco para o clube que devem ser pagas ao mesmo tempo.

6) O Ato Trabalhista compreende todos os processos trabalhistas que tinham o Fluminense como réu até novembro de 2011. Com esse instrumento, o Flu acordou com o TRT-RJ o depósito de um percentual de suas receitas num fundo de credores, então a Justiça do Trabalho consegue pagá-los em ordem de execução dos processos, sem que as penhoras de caixa aconteçam simultaneamente. Mas o problema são os processos que passaram a ser conhecidos após 2011: estes não estão dentro do AT e podem bloquear recebíveis diretamente das contas do clube, a qualquer momento. Neste ano, por exemplo, o Fluminense teve dinheiro bloqueado para pagar Humberto Palma, gerente executivo do clube na gestão Horcades, que ganhava perto de R$ 80 mil mensais na década passada. Houve também bloqueios para pagar o lateral-esquerdo Dieguinho, que jogou no clube em 2009 e o zagueiro Thiago Gosling, que atuou em 2006. Tais processos e outros colocam todos os recebíveis do Fluminense em risco, prejudicando a rotina de pagamento das despesas correntes (CLT, direitos de imagem, fornecedores, prestadores de serviços etc).

7) Muitos questionam a dispensa dos atletas Marquinhos, Diego Cavalieri, Henrique e outros, no início do ano, mas falta dizer qual seria a alternativa. Não discutimos a forma de dispensa, que foi mal conduzida, impessoal e objeto de pedido de desculpas do próprio Presidente Pedro Abad, mas a sua imperiosa necessidade. Com estes atletas, a folha do futebol era de aproximadamente R$ 7 milhões, impagável hoje para o Fluminense. Com a saída deles, a folha foi reduzida à metade, mas mesmo assim o Flu tem dificuldades para pagar. É pura matemática. Se com muito esforço conseguimos pagar até o mês de outubro com o custo futebol de R$ 3,5 milhões, então com uma folha de R$ 7 milhões teríamos perdido todo o elenco no 1o semestre (vale lembrar que as potenciais premiações do Carioca e fases iniciais da Copa do Brasil e Sulamericana são baixas para cobrir altas apostas). Alguns argumentam que poderiam ter sido realizados empréstimos, sem refletir se seria razoável pagar parte dos salários (de R$ 150 mil a R$ 200 mil reais mensais) para jogadores reforçarem clubes mais fortes financeiramente que o Fluminense. Na época, nenhum outro clube do Brasil admitia assumir sozinho os altos salários destes atletas, totalmente fora da realidade brasileira se considerarmos seus desempenhos recentes. As pessoas se esquecem que o erro sempre ocorre na hora de contratar, com negociações ruins, salários altos e contratos longos, transações realizadas por alguns que hoje se colocam como alternativa política para o Fluminense.

8) Com a mudança no padrão de custos do Maracanã, passamos a ter um match day economicamente negativo. Poucos jogos terminam com borderô no azul, infelizmente. Tal mudança foi determinada pelo TJ-RJ via liminar, acatando pedido da Odebrecht para que fossem mantidas as condições de um aditivo com prazo determinado, que valeu por apenas 2 jogos, celebrado em nov/2016 para reabrir o Maracanã, que estava fechado desde as Olimpíadas, sem previsão de reabertura. A concessionária alega desequilíbrio no contrato com o Fluminense após o Governo Sérgio Cabral ter removido do plano de negócios o edifício garagem que seria construído no lugar do Museu do Índio e o shopping que seria construído no lugar do estádio de atletismo Célio de Barros. Tais mudanças foram feitas após a concessão, impactaram a lógica do negócio e dão argumentos à Odebrecht contra o Flu, que segue lutando na Justiça. Resumindo, temos um verdadeiro absurdo em que o Fluminense “paga pelos erros do governo”. Se o Fluminense faz sua parte do contrato e o governo não faz a dele com a Odebrecht, o governo é que deveria pagar, e não o Fluminense. Dessa forma passamos de um contrato que sempre dava lucro para um que frequentemente dá prejuízo. Só para exemplificar, há meses em que o prejuízo do Fluminense se equipara ao salário de um jogador do nível do Fred. Mas infelizmente muitos optam, por oportunismo político ou desinformação, por culpar as diretorias do Fluminense (atual e anterior) numa situação em que o próprio clube é vítima das circunstâncias.

9) Alguns falam irresponsavelmente que nós da Flusócio temos “cultura de apequenamento institucional”. Talvez se esqueçam que as gestões eleitas por nós conquistaram o memorável título brasileiro de 2012, o carioca 2012, a Primeira Liga 2016, levantaram um CT, levaram o Flu à disputa de 3 Libertadores seguidas e colocaram Xerém como uma das potências nas divisões de base do Brasil. Possibilitaram ainda a abertura do clube pro torcedor, quando através de uma mudança estatutária liderada pela Flusócio foi criada a categoria Sócio Futebol, com direito a voto direto pra presidente, algo inédito no país.

Criticam o momento atual como se a opção por um time modesto fosse uma escolha da diretoria e não uma necessidade econômica institucional. Para que não reste dúvidas, a diretriz para 2018 foi contratar apenas atletas sem custos de aquisição, com teto salarial baixo e contratos curtos, pois se a maioria é aposta, então precisam antes provar seu valor para fazer contratos longos, que onerem o clube no longo prazo, algo que foi ignorado pelos gestores do futebol em contratações recentes que culminaram com as dispensas do início do ano. A Flusócio defende que seja feito o que normalmente fazemos tanto na gestão da nossas casas como no nosso próprio negócio – se o nível de receita caiu e/ou os gastos dívidas subiram, deve-se adequar a essa realidade até poder ter fôlego para retomar grandes investimentos.

10) Criticam os valores das negociações realizadas pela gestão como se fosse incapacidade negocial e não fragilidade institucional. Se esquecem que o poder de barganha não pertencerá ao Fluminense enquanto estiver precisando desesperadamente de dinheiro, endividado e frágil em suas receitas. O mercado logicamente explora isso na hora de fazer as propostas. Como comparativo vale a reflexão sobre o rival da Gávea, que só passou a auferir grandes cifras em transações de seus jogadores após atingir seu reequilíbrio econômico. Antes disso, a maior venda da história havia sido o lateral-esquerdo Jorge, por 8,5 milhões de euros, em janeiro de 2017.

11) As críticas à falta de patrocinador master nunca avaliam o contexto que estamos inseridos desde 2014, na maior crise econômica da história do Brasil, com inúmeras empresas quebrando ou no mínimo diminuindo drasticamente seus investimentos em publicidade. Até 2016, os clubes ainda tiveram a concorrência das Olimpíadas na busca por venda de espaço publicitário. A dificuldade de mercado também pode ser conferida quando se olha para camisas rivais como Vasco e Corinthians, que também passaram toda a temporada 2018 inteira sem estampar nenhuma marca no principal espaço de seus uniformes. A CEF é a patrocinadora master para a maioria dos clubes da Série A, mas para obter dinheiro público a instituição esportiva precisa estar com os impostos em dia. Só assim se consegue as Certidões Negativas de Débitos (CNDs). Recuperá-las tem sido um objetivo da gestão Abad, que nos últimos meses pagou R$ 28 milhões em impostos atrasados.

Protestos para tentar destruir produtos institucionais como a Flu Fest e o DNA Tricolor, pregação de abandono em estádios e saída de sócios, quebra-quebra do patrimônio do clube, vazamentos de números de telefone, agressão no Conselho Deliberativo, invasão de treinamentos, falta constante de postura e isenção por parte do Presidente do Conselho Deliberativo, Fernando César Leite, intimidações e ameaças contra a vida dos nossos integrantes e nossas famílias. Infelizmente a política do clube hoje se tornou um conjunto disso tudo. Nós repudiamos este modelo nefasto de fazer oposição, que acaba afastando as pessoas da política interna e também das arquibancadas.

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Alguns críticos chegam ao cúmulo de atacar patrocinadores que chegam ao Flu para ocupar espaços menores no uniforme. Estes parceiros deveriam ser abraçados, para avaliarem aumentar seu investimento, tal qual aconteceu com a Unimed, que começou timidamente em 1999 até chegar num grande patamar anos depois. Mas parte da oposição tem atacado tudo que é feito nessa gestão, preferindo passar para o mercado o recado de que “ou já começa com investimentos no patamar da Unimed, ou vai ser atacado pela torcida”. É esse o tipo de comportamento que o torcedor espera de quem se propõe a assumir o clube?

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No jogo contra o Ceará, uma mobilização que deveria ser aplaudida foi vazada para a imprensa, de maneira pejorativa: o esforço de premiação bancado por empresários tricolores, mesmo expediente já usado em vários clubes em momentos de dificuldades financeiras, como no próprio Fluminense, em 2017, no jogo contra a Ponte Preta (vitória por 2×0). O vazamento de esforços internos na tentativa de mitigar o problema financeiro expõe os atletas publicamente e trabalha contra o sucesso do Fluminense. Cabe ao torcedor avaliar se isso é atitude de quem deseja o bem da instituição.

Temos erros sim. As gestões que elegemos erraram ao trocar Adidas pela Dry World, mas o mesmo ocorreu com o Atlético-MG, Goiás e até com clubes da Premier League. Errou-se também na aquisição do Robinho, um investimento alto para aquele momento. Errou-se em realizar muitos investimentos simultâneos no departamento de futebol em 2015 e 2016, algo que condenou o fluxo de caixa para a gestão seguinte. Podemos citar outros erros, mas só erra quem está lá. Nós corroboramos com essas críticas.

Mas as acusações de roubo infelizmente são repetidas como mantra por pessoas sem quaisquer escrúpulos, leviandades que só encontram eco porque alguns se aproveitam da insatisfação do torcedor com o time para propagá-las.

Passado um 2018 de dificuldades imensas, o Flu ao menos conseguiu conquistar a Taça Rio, chegar à semifinal da Copa Sulamericana (3a melhor campanha da nossa história em competições CONMEBOL) e terminou em 12o lugar no brasileiro, algo que não está à altura do Fluminense, mas que ao menos foi a melhor colocação dos últimos 4 anos, mesmo trabalhando com a folha de pagamento bem inferior às demais temporadas. Também devemos lembrar que esta posição é melhor do que a alcançada pelo Flu no campeonato brasileiro em vários dos anos em que contou com o forte investimento da Unimed, tais como 2013, 2009, 2008, 2006 e 2003. Em todas estas temporadas nosso clube infelizmente também brigou contra o rebaixamento.

Em resumo, não se trata de pedir apoio à gestão, mas é fundamental o apoio do torcedor à instituição para reverter essa rotina de coadjuvante. O futebol profissional demanda investimento e quem financia qualquer clube é a força da sua própria torcida. Para reagir precisamos da união e engajamento de todos tricolores tanto dentro como fora do clube. Associação em massa, presença nos estádios e consumo constante de produtos institucionais, se for desta forma o reequilíbrio econômico virá a reboque, bem como os investimentos no time que nos proporcionarão o retorno às grandes jornadas e títulos.

#SejaSocio
#VemProJogo
#SomosFluminense

Falta isenção

Cartas marcadas

No mesmo dia em que decidiu marcar posição contra a aprovação de contas 2017, avalizada tecnicamente pela auditoria Mazars, e foi derrotado democraticamente no Conselho Deliberativo por 66 x 47 (4 abstenções), o bloco de conselheiros liderado pela extinta Vanguarda Tricolor, grupo que dominava a diretoria quando o Fluminense foi rebaixado para a Série C em 1998, resolveu dar sequência no processo de impeachment que peticionaram em agosto/2018.

Conforme reportagem do site Globo Esporte, a Comissão de Assuntos Disciplinares, nomeada recentemente por Fernando César Leite, Presidente do Conselho Deliberativo, deliberou pela continuidade do processo de impeachment. A comissão é composta por 5 conselheiros e o resultado foi 3×2.

O problema neste caso é que os conselheiros Ricardo Tadeu Bessa Mattos (presidente), Paulo Horácio de Oliveira Delphim e Paulo Roberto Moura de Miranda, justamente os três que votaram pelo andamento do processo, já haviam assinado em agosto o requerimento inicial do impeachment, portanto, não poderiam ter sido nomeados para a comissão por óbvio vício em suas posições. Não estavam isentos para julgar a defesa do Presidente Pedro Abad e decidir pelo andamento do processo.

A título de analogia, citamos abaixo trecho do Código de Processo Civil sobre a essencialidade da isenção dos juízes, listando exemplos de casos em que o mesmo fica IMPEDIDO de participar:

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Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo:

II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão;

IV – quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;

IX – quando promover ação contra a parte ou seu advogado.

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Repudiamos a nomeação autocrática e sem transparência de integrantes de comissões do Conselho Deliberativo por parte de seu Presidente, que não representem o equilíbrio de forças existente na casa.

Repudiamos também a escolha deliberada de CARTAS MARCADAS em processos decisórios importantes para o Clube.

Lembramos também os itens do Estatuto, que é objetivo sobre as condições que devem ser preenchidas para remover do cargo um Presidente legitimamente eleito pelo voto democrático.

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Art. 28 – O Conselho Deliberativo, convocado pelo seu Presidente, reunir-se-á:

II – Extraordinariamente:

§ 8º – Nas reuniões extraordinárias expressamente convocadas para deliberar sobre pedidos de Impedimento do Presidente do FLUMINENSE, a matéria só será apreciada com quórum de 150 (cento e cinquenta) Conselheiros. O Impedimento só será aprovado se obtiver, em escrutínio secreto, os votos favoráveis de, pelo menos, 2/3 (dois terços) do número das assinaturas no Livro de Presença.

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Importante também registrar que a última eleição foi a primeira a contar com o voto do Sócio Futebol, categoria que nos orgulhamos de ter ajudado a implementar.

Auditoria independente e normas de contabilidade respaldam a votação das contas 2017

contas 2017

Há questionamentos se o Conselho Deliberativo do Fluminense poderia aprovar as contas de 2017 face a possibilidade de reabrir as contas de 2016. O assunto é citado na reportagem de Rafael Oliveira, publicada no site de O Globo na última sexta-feira, 09/11/2018. A reportagem diz que “o motivo (da oposição) é o fato de as contas do ano retrasado terem sido refeitas em razão de uma série de irregularidades”, afirmação que não está correta.

Adicionalmente, a reportagem indica uma mudança no resultado 2016 de superavit para déficit, o que também não está correto, pois não houve nenhuma alteração no balanço de 2016 (incluindo seu lucro). O que realmente aconteceu foi uma mera mudança na expectativa de perdas em relação a processos judiciais que chegaram ao fim do exercício 2016 ainda em andamento, ou seja, mudou uma avaliação subjetiva de escritórios de advocacia sobre quanto o Fluminense deveria provisionar para perdas judiciais nos exercícios seguintes, o que é diferente de perdas propriamente ditas.

Abaixo segue uma explicação que, mais do que uma opinião desse grupo, está totalmente alinhada com a visão da Mazars (uma das maiores auditorias contábeis do mundo, que assina o balanço do Fluminense e de vários outros clubes brasileiros). A empresa já se manifestou por escrito afirmando que as Contas de 2017 podem ser votadas independente das contas de 2016 serem reabertas.

Ao longo desse texto, procuraremos mostrar como aprovar as contas de 2017 é um ato legal sem nenhum descumprimento de normas contábeis e alinhado com as melhores práticas desta área de conhecimento.

Conforme consta nas Demonstrações Financeiras do Fluminense Football Club, de 31.12.2017, especificado nas Notas Explicativas, item 2.3, no curso daquele ano “foram identificados ajustes de exercícios anteriores, relacionados à retificação de erros nas provisões para contingências, depósitos judiciais e nos investimentos, além de uma mudança de política contábil no reconhecimento de direito de imagem de atletas profissionais e uma reclassificação entre contas no passivo a descoberto”.

Apesar de ser um procedimento usual na contabilidade, o tratamento dado a esses ajustes levantou dúvidas sobre a necessidade de reavaliar as demonstrações contábeis de 2016.

Cabe inicialmente destacar que, entre as causas citadas para ajuste, a reclassificação de contas não tem impacto patrimonial, nem mudanças no ativo (bens e direitos) e no passivo (obrigações), pois se trata apenas de um aprimoramento na informação contábil e por isso não será analisada.

Já as demais causas apontadas referem-se a contabilização de mudança nas políticas contábeis, mudança nas estimativas contábeis e retificação de erros de períodos anteriores, que são devidamente disciplinadas no Pronunciamento Técnico CPC 23.

Nas notas é informado que o “Clube alterou sua política contábil de reconhecimento do direito de imagem devido aos seus atletas profissionais. Ao invés de reconhecer o valor integral devido por todo o contrato em contrapartida ao ativo intangível, o Clube passou a reconhecer o direito de imagem, de acordo com o serviço prestado”. Importante frisar que os valores a seguir são expressos em milhares de reais.

Analisando os impactos da mudança da política, verificamos que implicou em uma redução de R$60.184 mil no Ativo Não Circulante e, em contrapartida, redução de R$40.438 mil no Passivo Circulante e R$19.746 mil no Passivo Não Circulante. Desta forma, essa mudança também não trouxe impacto patrimonial. A aplicação da nova política aos valores de 2016, ocorre apenas para permitir comparabilidade com 2017, pois não representam mudanças na situação econômico-financeira do Clube.

Os ajustes com impacto patrimonial apresentados são na provisão para contingências (R$62.889 mil), nos depósitos judiciais sem documentação comprobatória (R$7.818 mil) e em write-off de gastos capitalizados referentes ao Flu Samorin (R$1.167 mil).

O principal ajuste é na provisão para contingências (87,5% do total), sendo que, desse passivo, 32,8% referem-se ao exercício de 2017 e os demais 67,2% a exercícios anteriores.

Deve ser destacado o conceito de passivo contingente: obrigações prováveis, de prazo ou de valor incertos, derivadas de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade. Ou seja, não são dívidas líquidas e certas, devidamente documentadas, mas expectativas com prazo e valores incertos. Sua avaliação é subjetiva e depende de interpretações jurídicas. Resumindo, a maior parte da alteração de 2016 se refere a cálculos aproximados feitos por escritórios de advocacia para o caso de sucesso ou perda nos processos. Por exemplo, os advogados envolvidos em 2016 achavam que iam pagar 10 em ações judiciais, já em 2017 outra equipe achou que era 30. Naturalmente, em 2018 uma outra equipe poderia achar que teria que pagar 20, ou 50 ou até zero. Concluindo, são meras estimativas para fins contábeis que não impactam o resultado financeiro do clube nem a avaliação da gestão.

De qualquer forma, quaisquer erros observados podem ser enquadrados no §41 da CPC 23, que diz que “os erros materiais, por vezes, não são descobertos até um período subsequente, e esses erros de períodos anteriores são corrigidos na informação comparativa apresentada nas demonstrações contábeis desse período subsequente”.

No parágrafo seguinte da CPC 23, é determinado o tratamento: “a entidade deve corrigir os erros materiais de períodos anteriores retrospectivamente no primeiro conjunto de demonstrações contábeis cuja autorização para publicação ocorra após a descoberta de tais erros”, o que de fato ocorreu.

Assim sendo, o Clube, ao elaborar os Demonstrativos Contábeis de 2017, cumpriu corretamente as orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, estando totalmente alinhado tanto com a legislação como com as melhores práticas para aprovação das contas de 2017, que inclui as demonstrações de 2016 corrigidas, como informação comparativa. Logo, não há qualquer impedimento técnico para que se avalie as contas de 2017, independente de qualquer discussão que venha ser dada posteriormente sobre as contas de 2016. São exercícios distintos e não há relação entre a aprovação ou não das contas de um ano sobre o outro.

Dessa forma, esperamos estar colaborando para que a torcida entenda melhor esse tema técnico, bem como fornecer os devidos fundamentos para dar total convicção aos conselheiros que estarão presentes na reunião do Conselho Deliberativo para votar os resultados do exercício 2017.

Guerreiros precisam do seu suporte

Rocky Balboa

Quando acham que o Fluminense está a beira de levar um golpe de misericórdia, ele se enche de energia e vira os jogos mais difíceis de sua história.

Inúmeros jogos vêm à memória do torcedor quando se fala em “time de guerreiros”, “rebaixamos os matemáticos”, “impossible is nothing”, etc.

Ontem contra o Nacional-URU parecia que seria uma “eliminação previsível”, mas vimos o clube das 3 cores que traduzem tradição tomar conta do jogo do início ao fim, se impor na casa lotada do adversário, não sofrer sustos e trazer a classificação de forma soberana do caldeirão uruguaio.

Destaques nesse jogo tivemos vários. Mas um merece uma menção especial. Nosso guerreiro Gum saiu de maca chorando há uma semana no Rio de Janeiro para se reeguer e ser um gigante na nossa zaga intransponível na partida decisiva do confronto. Ao final, em entrevista, cobrou a presença dos torcedores no estádio.

Temos que também reconhecer o trabalho de todos que militam nos bastidores do Departamento de Futebol. O vestiário tem superado todas as dificuldades financeiras impostas pelo momento, e também não é fácil “respirar fundo” e escalar um time inteiro de reservas ou até reservas de reservas numa reta final de Campeonato Brasileiro contra o Santos na Vila Belmiro. Se agora parece fácil ou óbvio, temos que lembrar das duas Libertadores que perdemos com timaços em 2008 e 2012. Em 2008, chegamos na antevéspera da final em Quito (por causa de um jogo de início de campeonato contra o Coritiba), e sucumbimos diante da altitude. Já em 2012, logo após perder Fred e Wellington Nem por lesões musculares em maratonas de jogos que talvez pudessem ser evitadas, escalamos Deco numa final de campeonato carioca em que tínhamos ganho o 1o jogo por 4 x 1 contra o Botafogo, perdendo-o também por lesão muscular no inicio da partida. Resultado, enfrentamos um Boca Juniors com time praticamente misto e fomos eliminados.

Agora já alcançamos nossa 3a melhor campanha da história em torneios da CONMEBOL, sendo a melhor campanha sem o expressivo suporte financeiro da Unimed.

Portanto, parabéns a você torcedor que sempre apoia o Fluminense, aos nossos jogadores e a todo o Departamento de Futebol. Mas o Flu merece mais, e pode muito mais com a união e suporte de todos os tricolores.

Além do necessário apoio no campeonato brasileiro, onde ainda temos compromissos importantes, vamos todos juntos para cima do Atlético-PR, time e torcida. Jogo de ida na Arena da Baixada e o de volta num Maracanã lotado com as cores verde, branco e grená. Vá ao estádio, seja sócio! Abrace seu clube!

#SomosFluminense

Entrevista Pedro Abad – Jornal Lance (26/10/2018)

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Na última sexta-feira (26/10/2018), o Presidente Pedro Abad concedeu longa entrevista ao diário Lance, abordando inúmeros aspectos de interesse do torcedor do Flu.

A entrevista foi publicada em 3 partes, que podem ser acessadas aqui:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

O conteúdo é bem completo, aborda finanças, elenco, política interna, perspectivas para 2019, etc.

Prefira sempre a informação direto na fonte. Recortes fora de contexto podem distorcer a sua opinião.

#SomosFluminense

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