Apesar do momento, é Fla x Flu

FlaxFluTudo bem que o nosso time anda num momento ruim, pouco competitivo e com alguns jogadores desempenhando suas funções bem abaixo ao que faziam no primeiro turno.

Mas é Fla x Flu, o clássico dos clássicos, aquele que começou a 40 minutos antes do nada, onde tudo pode ser revertido.

Convocamos os guerreiros tricolores para comparecer domingo e empurrar o Fluminense contra o rival.

É um jogo que representa muito em termos de tabela, e por isso temos que estar lá nas arquibancadas, no mínimo para cobrar empenho máximo durante os 90 minutos.

A história do Fluminense neste grande clássico merece a sua presença.

Clique aqui para conferir todas as informações sobre venda antecipada de ingressos.

#VemProJogo

#JuntosSomosFortes

Ladeira abaixo

FluxCorPerder para o Corinthians em Itaquera não é resultado para tirar do eixo nenhum time. Jogar no campo doado pelo Estado ao time paulista é tarefa árdua, e se torna missão quase impossível quando a arbitragem influencia no resultado, como vem acontecendo sistematicamente neste campeonato. O trio comandado por Sandro Meira Ricci, agora filiado à federação de SC, anulou um gol de Cícero completamente legal. Um erro de quase 2 metros, bem na frente do bandeirinha. O “braço nervoso” para marcar a favor dos paulistas certamente falou mais alto. Vejamos o que acontece ao árbitro, já que o apitador de Flu x Galo foi duramente contestado (e acabou na geladeira) pelo presidente da comissão de arbitragem, Sr. Sérgio Guerra, por ter não ter advertido Wellington Paulista, que comemorou gol abraçando um dirigente.

Dito isto, é preciso encarar a realidade: o Fluminense está ladeira abaixo no campeonato brasileiro. Já são 4 derrotas nas 5 partidas mais recentes, 9 pontos somados nos últimos 30 possíveis, um retrospecto ridículo e digno de rebaixados. O erro grotesco da arbitragem não pode encobrir o péssimo futebol do time. Chegamos à fase em que o lutador precisa primeiro fechar a guarda e parar de apanhar, e depois retomar forças para voltar a brigar.

O retorno à competitividade, porém, parece difícil no time que se viu ontem. Edson e Jean são hoje caricaturas de volantes: não roubam bolas, não desafogam a defesa e pior: vêm contribuindo para que a gente sofra pressão o jogo inteiro. O primeiro gol ilustra bem o momento atual: os dois se trombam no meio, Jean tenta afastar a bola pro lado e a entrega ao corintiano, que parte em velocidade e passa ao volante Marciel, um ex-junior que dá um drible primário, digno de pré-escola, em Edson e chuta para o gol. Isso em 4 minutos de jogo, quando o Fluminense não sabia se patinava no gramado ou tentava jogar futebol. Ao lado dos dois, um Gerson apagado e Cícero, que se tem feito gols importantes em alguns jogos, também compromete totalmente o meio-campo com sua falta de dinâmica e competitividade.

Atrás do setor mais importante do time, uma defesa esfacelada com desfalques: Wellington Silva machucado, Gum com dores musculares, Marlon na seleção e Giovanni e Breno Lopes fora de combate por muito tempo. Aqui, nesta posição específica, pode estar um pouco da resposta para nossa queda vertiginosa: Gustavo Scarpa é de longe o melhor e mais dinâmico jogador do Flu no campeonato, seu deslocamento para a lateral esquerda nos enfraquece no meio e não nos garante um jogador acima da média na beirada do campo. Ainda que venha se esforçando muito ali, ele merece jogar em sua posição original. Não há critério que justifique que não se teste Airton ou Leo Pelé, especialistas do time sub-20. Houve partidas mais tranquilas (Paysandu em casa) em que isso poderia ter sido feito, mas a opção mais complexa (talvez mais cômoda, por não precisar mexer com Cícero ou Ronaldinho) foi escolhida. Independente da dupla de zaga, agora passamos a sofrer gols em todos os jogos, muito pela falta de pegada do meio. Temos até mesmo levado contra-ataques em escanteios a nosso favor!

Enderson foi muito bem no primeiro turno, quando tinha elenco na “conta do chá”, recheado de jovens e apostas. A chegada de reforços caros e com nome certamente elevou as expectativas sobre o time, mas a linha de perfomance apontou para baixo. Passou da hora de voltar a ser competitivo, já que apesar das tristezas recentes ainda estamos muito perto do G4 e com uma Copa do Brasil em aberto, mas é preciso escolher quem queira realmente brigar e tenha vontade de sair detsa situação. O Fluminense hoje perde resignado, sem lutar, sem cobranças entre os atletas e de forma vexatória.

Domingo há uma chance de ouro: ou apagamos todos os percalços com uma boa vitória, ou a crise chegará com força se perdermos de novo, principalmente sem lutar ou se indginar com a derrota.

Sub 20 é campeão do Brasil e faz história

EscudoSub20No primeiro campeonato brasileiro Sub 20 oficial, diretamente organizado pela CBF com jogos em casa e fora de casa durante toda a competição, respeitando os estados dos Clubes mandantes, o Fluminense fez história e se sagrou campeão invicto, com uma campanha irretocável.

Na finalíssima, um verdadeiro massacre em cima do bom time do Vitória, dentro do Barradão, e no fim uma goleada impiedosa por 3 x 0, com gols de Daniel, Pedro e Patrick. Nesta mesma campanha, o Flu ainda venceu Palmeiras, São Paulo, Atlético-PR, Internacional, Ponte Preta, e por duas vezes os rivais locais Flamengo e Vasco.

Desde 1989, quando venceu a Copa São Paulo de Juniores pela quinta e última vez, o Flu não conquistava um título nacional na categoria Sub 20, o que torna a conquista ainda mais saborosa.

É importante frisar que as tradicionais Copa São Paulo Sub 20, a Taça BH Sub 17 e o campeonato brasileiro realizado nos últimos anos no Rio Grande do Sul, são torneios realizados pelas respectivas federações locais, com árbitros locais, onde os times locais levam a grande vantagem de atuar em seus domínios e sempre diante de suas torcidas. O campeonato brasileiro Sub 20 é uma competição diferente, nacional, com jogos de ida e volta, o que a torna mais expressiva e mais justa com todas as forças que a disputam.

Foi preciso acontecer o baque da perda de um grande patrocinador como a Unimed para a torcida do Fluminense perceber que o maior ativo do Clube está nas suas divisões de base. Hoje temos Marcos Junior, Gustavo Scarpa, Marlon, Gerson e outros como ativos técnicos importantes do time profissional. Alguns se transformarão também em grandes ativos financeiros, como Kenedy e Gerson, recentemente negociados com gigantes europeus para manter o Flu estável financeiramente. No futuro, caso sejam novamente negociados, ainda podem continuar rendendo dinheiro ao Fluminense como Clube formador.

Se bem cuidada como está acontecendo na gestão Peter Siemsen, a base do Fluminense continuará revelando novos Gustavo Scarpa, Gersons e Marlons, que serão responsáveis por manter a competitividade a baixo custo e ainda se transformarão em grandes ativos para venda, dinheiro precioso que o Flu precisa para tentar se aproximar das receitas de outros clubes.

Para quem não se lembra, a gestão Peter Siemsen assumiu Xerém em estado lamentável, abandonado. Os alojamentos, antes chamados de Carandiru, foram inteiramente reformados. Além do investimento na estrutura física, agora há também investimentos em capacitação dos professores, com instrutores da UEFA, além de uma rede extensa de observação técnica por todo Brasil e um projeto internacional, que todo ano leva as equipes da base do Flu para jogar em outras escolas de futebol.

Na gestão Peter Siemsen, recentemente o Fluminense também conseguiu o Certificado de Clube Formador, uma espécie de selo de qualidade na revelação de talentos. Foi o primeiro Clube carioca a consegui-lo.

Nossos parabéns a todos os atletas do Sub 20 pela memorável conquista, muitos deles promissores, que não vamos enumerar para não sermos injustos. A torcida se enche de esperança de muitos garotos vingarem no time profissional após uma conquista tão difícil e expressiva. Nosso reconhecimento também à comissão técnica do Sub 20, diretamente responsável pela brilhante campanha, principalmente o treinador Luis Felipe.

Aos gestores do CTVL, responsáveis por fazer toda a engrenagem de Xerém funcionar, a nossa lembrança. Merecem os créditos desta conquista Fernando Simone, hoje no Depto de Futebol profissional e antigo gestor do CTVL até o fim de 2014, e o gestor atual, Marcelo Teixeira, que tem no currículo passagem como observador técnico do Manchester United na América Latina. Ambos são ex-integrantes e fundadores da Flusócio, algo que nos enche de orgulho. Da mesma forma que o diretor da base Fernando Veiga, que ainda integra os nossos quadros.

Nosso reconhecimento também aos demais diretores: Rui, Cassio Miranda Neto, Marcelo Veiga e Ivan Proença, também responsáveis por esta grande jornada.

Agora cabe a todos preparar muitos destes jovens para servir no time de cima em 2016, exatamente como aconteceu em 2015 no Depto de Futebol, dirigido por Mário Bittencourt . À torcida, cabe apoiar este meninos e ter paciência com a transição mais difícil de suas carreiras: sair da base para os profissionais.

Torcedor, vista a camisa de Xerém, conheça o CTVL e cuide! É ali que está o futuro estratégico do Fluminense, a chance de nos mantermos competitivos e gigantes por toda eternidade, independente das condições financeiras dos outros clubes.

É CAMPEÃO!

Em busca da competitividade perdida

FluxGalo

Nos últimos 5 jogos pelo campeonato brasileiro, o Fluminense acumula 1 vitória e 4 derrotas. O desempenho recente é o pior do campeonato, idêntico ao do lanterna Vasco. Se considerarmos os últimos 10 jogos, temos 6 derrotas, número igual ao do Avaí. Apenas o lanterna Vasco perdeu mais, com 8 derrotas. A rodada foi cruel e o Flu saiu do G4, despencando para 7º lugar.

O problema não é ser derrotado pelo Atlético-MG, uma das melhores equipes da competição, mas sim perder para Joinville, Avaí, Chapecoense e Vasco, algumas destas derrotas com inteira justiça.

Como futebol não é ciência exata, tivemos uma chance de ouro para Wellington Paulista, e caso tivesse sido convertida, poderíamos estar comentando sobre um empate, talvez injusto para os mineiros.

Mas quase sempre o domínio tático e posse de bola se convertem em gols, e após uma trama sobre Gustavo Scarpa improvisado e um meio-campo aberto após a infeliz mudança de Edson pra lateral direita, o Atlético selou a vitória com Patrick.

Aquele time valente, ligado, solidário, e que jogava no limite da intensidade física pelo visto ficou na saudade. O que vemos hoje em campo infelizmente é uma equipe lenta, às vezes apática, sem qualquer resquício de competitividade, principalmente no meio-campo, setor onde se decidem as partidas.

Tudo bem que são muitos os desfalques, é verdade. Mas o elenco também foi encorpado com as chegadas de Ronaldo Gaúcho, Wellington Paulista, Cicero e Osvaldo, jogadores que ainda precisam fazer jus ao investimento neles.

Aquele meio-campo “operário” com Marcos Junior, Vinícius e Gerson fazendo a linha ofensiva ficou no passado por conta de contusões e das chegadas de jogadores de mais nome. Mas as atuações de Ronaldinho até aqui foram decepcionantes dentro de campo, nulo na criação e ruim até mesmo na bola parada, onde todos esperavam que ele decidisse. Hoje não foi diferente. E mesmo Cícero, apesar da identificação com o Flu e alguns gols, também não tem sido o jogador de meio campo com a dinâmica e o empenho que o futebol moderno exige.

O Flu chega na fase aguda do campeonato sem a referência do capitão Fred e com o time desequilibrado, sem que os jogadores demonstrem se ajudar dentro de campo como estava acontecendo no primeiro turno.

Na sequência temos um confronto fora de casa contra o líder Corinthians e ainda um Fla x Flu. Ou o time volta a lutar em campo, ou vamos jogar o sonho de disputar novamente a Libertadores no lixo. É um desafio para Enderson Moreira buscar a competitividade perdida, independente de nomes em campo ou contas bancárias.

O título do Brasileirão é praticamente impossível, nos resta o G4 e a luta na Copa do Brasil, competição totalmente em aberto, mas que não costuma perdoar moleza, indolência e pouca competitividade. Ou o Fluminense se reinventa e volta a jogar com coragem, ou teremos um fim de ano decepcionante, pois o elenco ficou mais caro e aparentemente está menos competitivo, algo que é totalmente incoerente.

Cotas de TV, assunto urgente

InjusticaO futebol brasileiro, que há pouco mais de um ano foi humilhado dentro de casa, está prestes a sofrer um baque ainda maior. Será o fim da competitividade em igualdade de condições para diversos clubes que sempre protagonizaram o esporte no Brasil, em benefício de apenas dois deles.

A emissora que detém o direito das transmissões se travestirá de deusa do esporte e passará a determinar quem será grande, quem será médio e quem será pequeno no futebol do país a partir de 2016. A distribuição das quotas de tv passará a ser tão absurdamente desigual que se tornará praticamente impossível para os demais clubes competirem com Flamengo e Corinthians.

Sim, houve um contrato assinado até 2018. Sabemos bem disso. Os dirigentes do Fluminense e dos demais clubes têm sua parcela de culpa. Mas não se sabia, na ocasião, que a emissora pretendia criar uma diferença tão abissal e inaceitável entre os dois clubes de maior torcida e todos os demais.

No entanto, contratos embora assinados com prazo de expiração, não são obrigatoriamente imutáveis. Eles podem e devem ser revistos quando se torna flagrante que uma das partes será muito prejudicada. Não há nenhum dado técnico, nem mesmo de audiência que justifique a diferença estratosférica que a emissora quer impor. Por exemplo, no domingo de 23/08/2015 o clássico Flamengo x São Paulo perdeu em audiência para Joinville x Fluminense.

O Fluminense precisa formar o mais rapidamente possível um bloco com Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional e Grêmio, quatro dos clubes igualmente prejudicados. Esses cinco clubes representam dezenas de conquistas de Campeonatos Brasileiros e Copas do Brasil. Sempre foram protagonistas e agora estão sendo alçados artificialmente à condição de coadjuvantes. Eles podem negociar juntos, somar forças. O Botafogo também pode participar, caso se livre da posição subserviente ao status quo, que demonstrou ao longo do campeonato estadual deste ano. Outros clubes também poderão se juntar ao bloco posteriormente, pois até mesmo os que ganharão mais do que os acima citados também serão prejudicados e perderão competitividade com relação aos dois – sempre – favorecidos.

Não aceitamos que o poderio econômico de uma emissora atue dessa forma, mudando a relação de forças do futebol brasileiro. Se é Flamengo e Corinthians que a emissora quer, que ela transmita apenas os jogos deles, pois os demais não podem aceitar ser transformados coadjuvantes.

A ótima entrevista recente do Presidente Peter Siemsen no programa Seleção Sportv nos dá um alento sobre a forma como o Flu se posiciona institucionalmente sobre o problema. Mas precisamos de atitudes imediatas, concretas e em bloco, e elas não podem esperar por 2018, onde os danos à competitividade já poderão ser irreversíveis.

1 2 3 133