Compromisso com o erro não pode existir

 ingressos

Devido ao turbulento fim do Brasileirão 2013 e a posterior mobilização nacional 19 contra 1, o Fluminense precisava chamar a sua torcida à luta num momento de baixo interesse pelo campeonato brasileiro deste ano, cercado ainda de expectativa pré-Copa do Mundo. Dessa forma, para as primeiras partidas de mando de campo tricolor contra Figueirense e Vitória, o preço de R$ 10,00 nos setores Norte e Sul até se justificava. Além disso, nossos jogos em casa seriam em horários ruins, nenhum deles previsto para um domingo, o dia mais tradicional para jogos de futebol.

Mas, considerando a passagem da Copa e na medida em que o time realiza boa campanha, e o interesse do torcedor naturalmente cresce, o preço não precisa ser irrisório congelado até o fim da longa competição. Hoje está claro que tabelar o preço dos jogos em um valor baixíssimo foi um erro que fez o clube abrir mão do mais imediato benefício de associação na categoria sócio-futebol e, ainda, faz a conta do Orçamento 2014 não fechar.

Apenas para ilustrar, se esta tabela de preços apresentada para todo 2014 fosse aplicada no vitorioso ano de 2010, significaria que jogaríamos a decisão contra o Guarani, no Engenhão, ao preço de R$ 10,00 a arquibancada. Obviamente um preço sem qualquer sentido para uma final de campeonato, o que beneficiaria inclusive eventuais cambistas.

É fato que o ingresso muito barato aumenta a média de público e isso reforça a imagem institucional do Fluminense, fortalece a nossa marca e aumenta a pressão sobre os adversários dentro do estádio. Mas o problema do preço estipulado é matemático, então é preciso encontrar um equilíbrio. Vejamos:

Contra o Vitória, colocamos mais de 50 mil pagantes mas lucramos apenas R$ 169 mil líquidos. Já no Fla x Flu, que teve o Fluminense como mandante, tivemos pouco mais de 30 mil pagantes no estádio mas lucramos R$ 305 mil líquidos. Tais dados podem ser consultados nos Boletins Financeiros dos jogos.

Além da baixa receita para manter um time de ponta, e que foi recentemente reforçado com o meio-campo Cícero e o zagueiro Henrique, cobrar apenas R$ 10,00 nos setores Norte e Sul, tabelados em 9 jogos até o fim da competição, simplesmente elimina um dos principais atrativos do programa de associação, ou seja, o ganho financeiro aos torcedores mais assíduos aos jogos, conforme pode ser facilmente comprovado:

Jogos do Fluminense em casa (agosto/2014): Goiás, Coritiba e Sport. Custo do mês de agosto para os sócios-futebol: R$ 29,90 (mensalidade) + 15,00 (ingressos meia-entrada nos 3 jogos) = R$ 44,90. Custo do mês de agosto para não sócios: R$ 30,00 (ingressos dos 3 jogos, se o torcedor for a todos eles). Faz algum sentido?

Independente dos problemas ainda existentes na comunicação com a torcida, da divulgação ainda deficiente do programa de associação e da falta de modalidades de pagamento importantes como o débito em conta, como o clube pode agregar sócios neste cenário?

Existe também a questão do Orçamento de 2014, que foi elaborado pelo Conselho Diretor e aprovado pelo Conselho Deliberativo de forma até conservadora, onde foi orçado cerca de R$ 800 mil mensais como receita líquida de bilheteria. Em 2013, o Clube jogou mais da metade do ano em Macaé, Volta Redonda e São Januário, tendo disponível o Maracanã apenas a partir de meados de julho, mas mesmo assim obteve R$ 8,1 milhões como receita de bilheteria. Atualmente, mesmo com a boa média de público, o Fluminense atingiu apenas 64% da previsão orçamentária de bilheteria até o momento, pois está precificando excessivamente barato o ingresso.

Ainda, temos a relação com o Consórcio Maracanã, onde eles têm obrigação contratual de não cobrar valores inferiores aos cobrados pelo Fluminense nos seus setores, mas por outro lado, apesar de arcar com todos os custos da operação de jogo, não podem também precificar seus setores em valores desproporcionalmente acima dos praticados nos setores Norte e Sul, sob risco de rejeição do público aos setores Leste e Oeste onde arrecada. Uma relação comercial é via de mão dupla, onde ambas as partes precisam ganhar para haver sucesso na parceria.

Ao invés de insistir no erro, consideramos muito melhor o clube rever a decisão, vir a público e se explicar ao torcedor admitindo que fez uma precificação inadequada, mesmo com o desgaste de imagem que isso possa representar. Afinal, a matemática não é subjetiva, é tangível nos seus números. Qualquer aumento, por menor que seja, é uma decisão impopular, mas todos os motivos indicam a necessidade de uma melhor adequação dos preços. Hoje o Fluminense publicou a nota “Mantendo política de ingressos populares, preços serão analisados por jogo” com esse teor.

Que se continue com a boa política de preços baixos, mantendo dentro do possível valores sempre menores do que os cobrados pelos rivais locais, mas que a diretoria aproxime a receita de bilheteria do equilíbrio que o Fluminense precisa, considerando itens importantes e entrelaçados tais como previsão orçamentária de receita, boa presença de público no estádio e expansão do número de sócios.

Tricampeão na Alemanha!

Obendorf

A equipe sub-19 do Fluminense sagrou-se tricampeã do tradicional torneio de Oberndorf, na Alemanha, ao vencer o Freiburg por 1×0, com gol do centroavante Danilo Mariotto. O tricolor já havia conquistado o torneio ano passado e em 2001, ficando assim em definitivo com o troféu do torneio.

A campanha do Flu foi irrepreensível. Na estréia o time tricolor goleou o Bayer Leverkusen por 4×0, gols de Danilo Mariotto, Danielzinho, Matheus Pato e Euller; em seguida empatou com o Newcastle por 0×0 e terminou sua participação no grupo goleando o Eintracht Frankfurt por 4×0, gols de Matheus Pato (2), Danilo Mariotto e Marlon Freitas. Na semifinal, o Flu derrotou o FSV Maiz por 3×0, gols de Danilo Mariotto, Marlon Freitas e Euller, chegando na final e sagrando-se campeão ao bater o Freiburg por 1×0 com gol de Danillo Mariotto na prorrogação, após o empate sem gols no tempo regulamentar. Curioso é que o Fluminense foi campeão do torneio no ano passado vencendo na final também o Freiburg e pelo mesmo placar deste ano.

O torneio marcou a estréia do técnico Marcos Valladares, que treinava a equipe sub-17 do Fluminense e onde conquistou muitos títulos. Parece que no sub-20 a onda de títulos continuará no trajeto do vitorioso treinador tricolor.

A equipe do Fluminense que participou da conquista do tricampeoanto foi composta por: Bruno, Lucão, Breno, Ygor Nogueira, Wendell, Wesley, Magdiel, Marlon Freitas, Bonilla, Walney, Hudosn, Danielzinho, Keven, Marquinhos, Danilo Mariotto, Euller, Matheus Pato e Matheus Alessandro.

Vitória incontestável em Curitiba

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Na fria Curitiba o Fluminense obteve expressiva vitória contra um Atlético Paranaense que esteve atordoado com o eficiente toque de bola da equipe tricolor. O esquema do técnico Cristóvão, com apenas um atacante, funcionou muito bem com um meio de campo povoado de bons jogadores, que fundamentalmente tocam a bola e se deslocam, ocupando os espaços no ataque e compactando a equipe no momento de defender.

Jean, Conca e Cícero marcaram na tranquila vitória na tarde deste domingo.

Se muito se comenta que o time assim não comporta a escalação do atacante Fred, lembramos que em dois dos gols da vitória por três a zero tiveram importante participação de Cícero e de Walter fazendo o pivô, jogada que o nosso capitão faz com maestria.

O final de semana foi muito bom também para a base tricolor já que vencemos em definitivo o troféu do torneio de Oberndorf. A conquista veio pela terceira vez após a conquista nos anos de 2011 e 2013. A vitória veio por 1 a 0, contra o Freiburg com gol marcado pelo atacante Danilo. O time Sub-19 conseguiu expressivos resultados na Alemanha. Eis a campanha: 4 a 0 sobre o Bayer Leverkusen, 0 a 0 com o Newcastle, da Inglaterra e 4 a 0 contra o Eintracht Frankfurt. Na semifinal, o adversário foi o FSV Mainz e vencemos por 3 a 0.

No Carioca Sub-17 vencemos por 5 a 1 o Audax e empatamos em um gol com a equipe Sub-15 da mesma agremiação pelo mesmo campeonato.

Desde já deixamos a convocação para lotarmos o Maraca domingo, na provável volta de nosso capitão Fred, com torcida animada e na busca do penta. Que o clube também reforce as divulgações e possamos ainda homenagear o ídolo Assis.

Máscaras caindo

Se não fosse a Lusa

No final de 2013 e início de 2014, quando veio à tona a irregularidade na escalação do jogador Héverton, da Portuguesa de Desportos, provocando a perda de pontos do clube e seu consequente rebaixamento, muito se falou na imprensa nacional e nos meios de discussão dos torcedores. O voz corrente era: A Portuguesa era a coitadinha, O Fluminense era o vilão. A Portuguesa ganhou no campo e perdeu no tribunal. Pobre Portuguesa, injustiçada para favorecer o futebol do Rio.

Emissoras antes respeitadas, como a ESPN Brasil, hoje estão na lista negra da nossa torcida. Fecharam com a Portuguesa e desrespeitaram o Fluminense. Jamais os perdoaremos. Jornalistas (?) nunca respeitados, como o recalcado Renato Mauricio Prado e outros, apenas corroboraram a opinião já formada, de que têm espaço grande demais na mídia, desproporcional à sua relevância e seriedade.

Mas e agora? Passados alguns meses, será que alguém ainda acha que a Portuguesa era coitadinha?

Nada como um dia após o outro. As máscaras vão caindo. Personagens daquela história, que posavam de mocinhos, começaram a voltar à mídia em situações nada edificantes. O ex-presidente da Lusa, Manuel da Lupa, outro indignado de dezembro, foi flagrado saindo sorrateiramente quando a polícia desbaratou cassino clandestino dentro do Canindé. O jogador André Santos do Flamengo, que atuou na última rodada apesar de suspenso pelo STJD, foi agredido pela sua própria torcida após mais um vexame de sua equipe, atual lanterna na competição, e está submetido a um degradante processo de cozimento em banho maria, não se sabendo se terá o contrato rescindido ou não.

A diretoria da Portuguesa comete um ato desastrado após o outro. Retirou o time de campo após partida já iniciada na série B, contra o Joinville e seu time, que julgava ser digno de permanecer na séria A mesmo após burlar o regulamento, no momento namora o rebaixamento para a série C. Agora o nome do promotor Roberto Senise Lisboa, que falou muito mas não esclareceu nada, surge no noticiário como sendo investigado pelo Ministério Público por venda de acordos, conforme notícia do jornal Estadão. A revista VEJA abordou o mesmo tema.

Onde está a seriedade? Onde está a justiça? O que nós pedimos e que alguém dê fim à imensa hipocrisia nacional neste episódio. Uma imprensa séria não pode desconsiderar a inacreditável coincidência ocorrida entre Flamengo e Portuguesa na última rodada do campeonato de 2013. Impressiona o esmero com que o nome do clube rubro-negro é desassociado do caso Lusa. Mas nós estamos de olho. Coincidências não são evidências, mas têm que ser investigadas com seriedade, com quebra de sigilos bancários de todos os possíveis envolvidos. O que não podemos aceitar é que todos façam de conta que o Flamengo apenas deu sorte no episódio, com a Portuguesa tendo cometido rigorosamente o mesmo e raríssimo erro que ele, menos de 24 horas depois, salvando-o assim do rebaixamento.

Quando a esmola é demais, até o santo desconfia.

Emocionante

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Hoje é dia de elogiar uma boa ação de Marketing do Fluminense: pela manhã várias iniciativas foram desenvolvidas para acolhermos o capitão do time, líder do elenco, atacante injustiçado pela mídia e que vinha retornando de curto período de férias após a Copa do Mundo.

O destaque é que a ação ocupou parte significativa dos noticiários esportivos na internet, e o Fluminense, através da sua fan page oficial no Facebook também divulgou um vídeo pra lá de emocionante.

A torcida, com saudades, recebe o capitão novamente de braços abertos. O Fred vai te pegar!

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