Até que ficou bom

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Levar gol em casa é sempre uma péssima notícia em competições onde este é um critério de desempate.

 

Analisando a partida de hoje, porém, fica apenas o gosto amargo por ele ter saído quase no último minuto. Isto porque mesmo o Goiás já havia mandar duas bolas inacreditáveis na trave e ainda obrigado o goleiro Felipe a fazer milagre e salvar um gol certo.O Flu, que conseguiu dois gols com Edson (ótima partida hoje) mesmo sem ser brilhante, enfrentou grandes dificuldades depois da expulsão de Kléver, quando o time foi sufocado por uma equipe inferior tecnicamente e que chegou à sexta derrota consecutiva.

Em última análise, vencer em casa era obrigação e levamos uma vantagem mínima para o Serra Dourada. Embora tenhamos time para vencer novamente por lá, a postura do segundo tempo tem que ser revista urgentemente, em especial devido ao imenso gramado goiano, que pode nos trazer perigo se nos dedicarmos a apenas defender.

Domingo temos um teste duro e importante contra o Corinthians, com mais uma vez Sandro Meira Ricci no apito. Jogo vital pela briga no G4 e que pode sinalizar bem o que podemos esperar do Flu nas próximas rodadas.

Flu ingressa no REFIS

REFIS

Na última segunda-feira, o Fluminense concluiu os procedimentos para adesão ao REFIS, no último dia possível. O Clube conseguiu incluir no parcelamento os débitos pós-2007, que não estavam abrangidos pela Timemania.

A diretoria optou por não incluir os débitos da Timemania dentro do REFIS, pois isso exigiria uma operação financeira muito arrojada. E o Clube ainda precisa de cerca de R$ 25 milhões para fechar o ano, já incluído neste montante a péssima operação para aquisição de 25% dos direitos econômicos do atleta Walter, negociada por R$ 7 milhões junto ao Porto FC.

Para aderir ao REFIS e resolver os débitos fiscais pós-2007, o Flu teve que levantar imediatamente R$ 4.85 milhões, ou 20% do montante devido no período, a ser pago em 5 parcelas.

Detalhando:

1) O Clube conseguiu incluir no parcelamento um débito total de aproximadamente R$ 52 milhões;

2) As reduções, na modalidade 180 meses (15 anos), geraram um desconto na divida de aproximadamente R$ 19 milhões.

3) Dos R$ 33,3 milhões restantes, o Flu adiantou, por força legal, R$ 4.85 milhões em 5 parcelas de R$ 971 mil e após isso pagará mais 179 parcelas de R$ 159 mil, corrigidas pela SELIC.

4) Em dezembro de 2029, este parcelamento do REFIS acaba.

Sobre a Timemania, as parcelas vão aumentando até agosto de 2027. Hoje, temos que pagar, na média, R$ 500 mil/mês, mas o valor da parcela varia de acordo com a arrecadação da loteria: na média, nossa parcela é de R$ 600 mil e arrecadamos R$ 100 mil oriundas das apostas.

Em resumo, após a entrada no REFIS e o término das 5 parcelas inicias de entrada, o Clube passará a pagar as seguintes obrigações fiscais como rotina:

1) Até 2029, 179 parcelas de R$ 150 mil/mês para satisfazer o REFIS;

2) Até 2027, cerca de R$ 500 mil/mês para a Timemania;

3) Impostos e obrigações correntes não podem atrasar;

E ainda existe a parcela de cerca de R$ 1,1 milhão/mês de Ato Trabalhista.

Estamos divulgando estes números para que a torcida entenda o seguinte:

1) É importante apostar na loteria Timemania escolhendo o Fluminense como a aposta “Clube do Coração”, pois isso ajuda na diminuição da parcela mensal do parcelamento em vigor;

2) É importante que todos os sócios e torcedores do Fluminense tenham em mente o seguinte: inadimplência nestes parcelamentos significa a perda dos mesmos e a dívida global passa a ficar toda em aberto, sob pena de execução fiscal de uma só vez. Esta situação seria capaz de matar o Fluminense;

3) É imperioso que todos os gestores atuais e futuros do Fluminense honrem estes parcelamentos de maneira religiosa, bem como o pagamento dos tributos correntes;

Público na Sul-Americana

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O horário de 18h é ingrato, mas vale o esforço de todo o tricolor: começa na quinta-feira a segunda fase da Copa Sul-americana.

Embora seja difícil esperar um público excepcional com um jogo começando ainda em horário de expediente para muitas pessoas, esta partida pode marcar o primeiro passo de algumas marcas importantes para o Flu. A primeira, obviamente, é um título internacional que estamos perseguindo há alguns anos. E outra é bater novamente o recorde de comparecimento em uma edição do torneio.

Novamente? SIM! O perfil oficial da Sul-americana no twitter divulgou o quadro acima, onde o Flu aparece em segundo lugar como o time que mais torcedores levou ao estádio em uma edição da competição, em 2009. É uma marca expressiva e curiosamente mais divulgada por veículos vizinhos do que pelos nacionais.

A marca de 198.173 torcedores parece difícil de ser batida, mas considerando um avanço do Fluminense às fase seguintes ela certamente vai ficando mais próxima. E melhor: pode até virar um desafio para a nossa torcida, que SEMPRE compra a ideia de ajudar o time em situações assim.

O opt-in e as vendas já estão abertos desde ontem, é hora de fazer nossa parte.

Por uma causa nobre

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Em 2009, durante a histórica arrancada contra o rebaixamento, o Fluminense realizou a belíssima campanha Washington Day. Na época, a torcida tricolor doou milhares de reais para ajudar Washington, do Casal 20, vítima de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). A doença degenerativa, pouco falada no país até então, passou a ser mais conhecida pela sociedade.

Cinco anos depois, o mundo inicia uma campanha sobre a doença pelas redes sociais. Trata-se de um desafio simples: a pessoa joga um balde de água gelada na cabeça, convoca três amigos para fazer o mesmo e depois faz uma doação para pesquisas sobre a ELA. Várias personalidades do mundo esportivo já participaram, inclusive jogadores do Fluminense, como o Diguinho.

Convocamos os tricolores que tiverem condição financeira a fazerem a doação de US$ 100 para o projeto americano, pois apoiamos a causa. E convocamos também todos os tricolores a doar pelo menos R$ 20,00 para a memória do Casal 20, onde um dos jogadores faleceu exatamente com a terrível doença.

Para saber mais detalhes da homenagem que o clube está idealizando para Washington e Assis, acesse http://www.comecaki.com.br/Casal20. Centenas de tricolores já participaram, mas é necessário que pelo menos mais 1 mil torcedores colaborem até o fim da campanha, marcada para o dia 6 de novembro. Vamos demonstrar que sabemos reconhecer e valorizar os nossos ídolos.

Magnatas?

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Boatos fortíssimos indicam que o atacante Magno Alves, velho conhecido nosso, estaria de volta ao Fluminense. Somos radicalmente contra essa contratação. Mas não é apenas pelo atleta e a questão não é meramente esportiva.

Magno Alves foi um jogador que se dedicou ao extremo ao clube no período em que aqui atuou. É um dos maiores artilheiros da história do Fluminense, um dos três únicos jogadores a fazer cinco gols em um único jogo no Maracanã. Tem 38 anos, embora ainda tenha alguma velocidade, posição que sabemos carente no elenco tricolor (a despeito da opção Biro-Biro). Mas isso não é o mais importante.

Passamos por uma grave situação financeira. Magno Alves ganha no Ceará um salário alto e tem ainda uma multa rescisória a ser paga. Se os boatos que correm por aí, de contrato de dois anos e salários na casa de 6 dígitos (fala-se entre 150 e 200 mil reais por mês), será um acinte aos combalidos cofres tricolores.

Não é só pelo atleta. É por toda uma filosofia de investir bem cada centavo, que já teve mais efeito nos primeiros anos desta gestão, mas que nos dois últimos não tem sido levada a curso com a mesma tenacidade, principalmente no tocante ao futebol. A negociação financeira envolvendo Walter já foi algo de se lamentar profundamente (mais uma vez, não só pelo atleta em si). No momento em que o clube se desdobra para conseguir se adequar a refinanciamentos de dividas passadas para finalmente enterrar esses históricos problemas, não faz o menor sentido já comprometer parte de seu fluxo de caixa com um atleta em idade avançadíssima. Vale lembrar que o gasto seria 100% do Flu, não repartido com a Unimed.

Se houver desespero, que se traga a esperança e, principalmente, cabeça no lugar. Estamos em quinto lugar, a apenas 2 pontos do G4. Nossos problemas – pelo menos os principais – não são de elenco, são internos. No mínimo 15 times gostariam de trocar de vida com o Fluminense. Temos muitos motivos para preocupações, mas dez dias de crise não são suficientes para atitudes desesperadas e nocivas à saúde financeira do clube.

Esperamos também que não sejam envolvidos jovens jogadores na transação, seja como compensação ou para facilitar o pagamento de multa rescisória.

Se a contratação se tornar inevitável, por que não um contrato até dezembro, com renovação posterior caso ambas as partes estejam interessadas?

Presidente, esperamos que isso seja apenas um boato.

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