Hora de fazer a diferença

NasBoasNasMásApós uma semana de turbulências, algo até certo ponto comum quando clubes realmente grandes passam por derrotas vergonhosas como a que aconteceu no domingo passado, temos um novo comando técnico e o líder do campeonato pela frente neste domingo, no Maracanã. O horário é melhor possível: 16h.

Até a noite de quinta-feira, já tínhamos 4 mil ingressos vendidos, o que é um número similar ao da primeira rodada contra o Joinville. Desta forma, ainda existem boas chances de um grande público.

Certamente os jogadores vão querer mostrar trabalho ao novo comandante. Outro atrativo da partida é o ídolo Rivellino, que vai ser homenageado pelos dois Clubes antes do jogo.

Há uma semana atrás, todos os tricolores pediam para que este jogo fosse mantido no Maracanã, embora o Fluminense tenha recebido uma ótima oferta financeira para mudar o mando de campo para Brasília, por R$ 850 mil de cota líquida. É hora de provar que a decisão da diretoria foi acertada.

O adversário é perigoso sim, mas já dizia o profeta: “no momento que o Fluminense precisa de número, os tricolores doentes saem de suas camas, os vivos de suas casas e os mortos de suas tumbas”.

Venda antecipada em andamento, para maiores informações clique aqui.

#VemProJogo #SomosFluminense

“Correção de rumos”

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Ricardo Drubscky não é mais o técnico tricolor. A notícia surpreendeu a todos principalmente por acontecer após o treino da manhã de quarta-feira, um período relativamente longo desde o fim do catastrófico jogo de domingo, quando seria mais “normal” sua demissão.

Em reunião com a gerência de futebol, Drubscky decidiu, em comum acordo, deixar a posição de treinador. Segundo Fernando Simone, em entrevista ao Globo Esporte, a razão foi “o conjunto da obra. Resultados, dia a dia…” e a necessidade de “correção de rumos”. É louvável tentar acertar o leme ainda no início do campeonato, mas ninguém precisava de bola de cristal para prever que as chances de Drubscky dar certo seriam como acertar a mega sena. Não há um único trabalho longo e vencedor em sua extensa carreira. A aposta foi altíssima e falhou. Ao menos ainda há tempo para tentar acertar, mas é preciso mais convicção e tentativas de minimizar os erros.

Um exemplo? Em abril houve o rumor de que Paulo Paixão poderia ser contratado pelo clube. O alto salário, porém, o afastou das Laranjeiras. O profissional em questão seria excelente não só pela reconhecida qualidade, mas por trazer experiência e bagagem à comissão técnica, que hoje tem apenas Nilton Petrone, o Filé, com lastro de grandes conquistas e experiência. O novo técnico, pelo perfil sugerido até aqui, deve fugir dos mega-medalhões, portanto será que não vale compensar trazendo gente de peso para CT? Preparadores físicos ou de goleiros tarimbados e que possam não só dar peso à CT como ajudar ao novo treinador?

Vale lembrar também: o discurso eterno é que o ano é de reestruturação. Há um grupo de jogadores que renovou por ótimos salários e com contratos longos (Cavalieri, Gum, Jean, Wagner e Fred) e certamente também merece cobranças semelhantes. Destes, apenas o 9 tem bom aproveitamento. Jean reclamou publicamente de seu posicionamento no jogo de domingo, numa clara demonstração de Drubscky talvez já não contasse com a simpatia de todos do elenco. Mas e agora? Serão cobrados? Precisam no mínimo tentar refletir em campo o grande esforço feito para mantê-los no Flu.

Para este discurso fazer sentido cabe ao clube, obviamente, cumprir sua parte, tentar regularizar todas as pendências financeiras e não ficar à mercê de cobranças públicas e fora de hora. O campeonato acabou de começar, mas já erramos demais em 2015. Hora de mostrar resultados.

Flu Fest 2015 – 113 anos de paixão

Flu Fest 2015Em julho de 2015, o Fluminense completará 113 anos. Desta vez, ao invés do baile de gala, sempre muito caro e de perfil bem mais elitista, o aniversário do clube será comemorado de forma diferente, convocando a torcida para lotar as Laranjeiras e realizar a primeira Flu Fest. No dia 18 de julho, um sábado, o Fluminense vai parar.

Haverá uma programação completa ao longo de todo o dia, com a presença de ídolos do clube, como o craque da Máquina Tricolor, Roberto Rivellino, e à noite, encerrando a celebração, uma grande festa no Salão Nobre ao som do ilustre DJ tricolor Marcelo Janot. Para isso, será proposto um crowdfunding através do site http://www.comecaki.com.br/flufest

Mas tem presente? Tem sim. Nesse dia serão celebrados os 110 anos do uniforme mais lindo do mundo, a tradicional camisa tricolor. Presente mais que merecido, o Flu Memória lançará um livro especial sobre o tema com ilustrações e informações das camisas do clube produzidas desde 1902. Inclusive, caso o Fluminense decida colocar o livro à venda em momento posterior ao #flufest, a obra terá valor de venda superior ao que foi comercializado no crowdfunding.

Ainda tem mais? Certamente. Além disso, também serão comemoradas quatro datas históricas do Flu: 40 anos da Máquina Tricolor, 30 anos do tricampeonato estadual de 1985, 20 anos do Gol de Barriga e 10 anos do título estadual de 2005.

Este é o terceiro financiamento coletivo oficial da história do clube e com a força da torcida, o objetivo é repetir o sucesso das ações de 2012, quando foi batido o recorde de crowdfunding do Brasil, com o projeto “Faça parte dessa História“, e em 2014, com o projeto “Casal 20 – Washington & Assis”.

Mas pode ficar melhor? Claro. Para encerrar com chave de ouro, se o valor arrecadado atingir 150% da meta estipulada, o clube se compromete a entregar um busto em bronze de Oscar Cox, pai do futebol no Rio de Janeiro, fundador do Fluminense e um dos idealizadores da camisa mais bonita do mundo. A obra ficaria pronta até dezembro de 2015.

Vale ressaltar que serão disponibilizados cerca de 700 convites para a festa. Para mais informações, acesse o http://www.comecaki.com.br/flufest.

RECOMPENSAS PARA OS COLABORADORES (POR CATEGORIA):

1) R$ 10,00 – Ter seu nome citado em agradecimento no site oficial do Fluminense e também na página do projeto, no ComeçAki.

2) R$ 60,00 – Todas as recompensas anteriores + um exemplar do livro.

3) R$ 100,00 – Todas as recompensas anteriores + um ingresso de arquibancada do Setor Sul para o jogo Fluminense x Vasco do dia 19/7.

4) R$ 200,00 – Todas as recompensas anteriores + um convite para a festa de 113 anos do Fluminense que vai ocorrer no dia 18/7 no Salão Nobre.

5) R$ 300 – Todas as recompensas anteriores + um ingresso extra de arquibancada do Setor Sul para o jogo Fluminense x Vasco do dia 19/7 válido pelo Campeonato Brasileiro + um convite a mais para a festa de 113 anos do Fluminense que vai ocorrer no dia 18/7 no Salão Nobre.

6) R$ 500,00 – Todas as recompensas anteriores + nome (que escolher) na página de agradecimentos do livro que deve ser informado até a data de entrega do livro para a gráfica, prevista para o dia 18/6.

7) R$ 1.000,00 – Todas as recompensas anteriores + camisa oficial do Fluminense modelo 2015, tamanho G, com dedicatória de Fred.

8) R$ 3.000,00 – Todas as recompensas anteriores + um jantar com Romerito no Bar dos Guerreiros. Você terá oportunidade de conversar com um dos maiores ídolos do Flu!

Cadê a defesa?

taticaMuricy sempre explicou a lição e os campeões em qualquer competição ratificam o lema: defesas ganham campeonatos. Seria até loucura falar em título após uma humilhante goleada, mas esse tapa na cara talvez seja o alerta definitivo para mostrar à comissão técnica que o time PRECISA se acertar de trás para frente.

Os números não mentem: em 21 jogos na temporada, somados os 17 do estadual, 2 do brasileiro e 2 da Florida Cup, só não sofremos gols em apenas 5 deles: Boavista (3×0), Resende (1×0), Bonsucesso (3×0), Cabofriense (3×0) e Joinville (1×0).

A defesa começa por Cavalieri, longe de ser nosso problema, mas de novo com deficiências crônicas para sair do gol. Mesmo com a zaga hesitante em bolas altas, ele sempre opta por ficar estático debaixo das traves, o que é quase sempre fatal em lances como o que iniciou nosso sofrimento de ontem. Quando chegou ao Flu, essa característica também chamava a atenção, mas depois foi corrigida e aprimorada, só que agora parece ter voltado com força. Os laterais, fracos na marcação, têm recebido pouca cobertura, talvez porque Pierre só tenha jogado o primeiro tempo nos dois jogos. A dificuldade para Wellington Silva se acertar na marcação já vem desde o início do ano, embora ele compense com a boa presença ofensiva, ao contrário de Giovanni, uma nulidade que parece apavorada desde o início da temporada. Ainda é cedo para julgar Antonio Carlos, que teve partida péssima ontem, especialmente porque Gum, que sempre primou pela regularidade, também vem mal neste ano. Entretanto, tantas falhas e buracos no time GRITAM que há necessidade urgente de ajustes.

Um time ainda em formação precisa primeiro se certificar em não tomar gols, depois pensar em estratégias para criar e agredir o adversário. A formação atual e a tenebrosa disposição de jogadores que se viu ontem e também no primeiro tempo daquela semifinal contra o Botafogo tornam impossível qualquer sucesso baseado neste plano de jogo. Ontem, vimos Jean aberto pela esquerda, Vinicius novamente perdido no ataque e Fred isolado, desperdiçado, e pouquíssimas vezes acionado. Nenhum deles é da defesa? Lógico que não, mas a bagunça tática obviamente tem reflexos na ainda claudicante retaguarda do time.

O alerta foi dado, temos mais duas pedreiras pela frente, felizmente desta vez no Maracanã. Ou time e comissão técnica se conscientizam da atual realidade e trabalham arduamente para melhorá-la ou o ano promete ser de fortes emoções.

Atuação desastrosa e vexame

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Antes de mais nada, um justo reconhecimento: o Atlético-MG fez um grande jogo.

Mas não é nosso papel comentar o adversário, mas sim o nosso Fluminense. Preocupa, e muito, a atuação de hoje. Todos sabemos que o time está num difícil processo de remontagem. Um processo onde é preciso reencontrar uma identidade. É uma nova fase nova após um período de investimento alto do antigo patrocinador e grandes nomes, algo diferente de tudo que o Fluminense já viveu nesses 113 anos de história.

Falando só do jogo de hoje, o comentarista Juninho Pernambucano foi na mosca durante a transmissão: “se uma equipe está em remontagem, tem que basear seu jogo na forte marcação. Focar primeiramente em não deixar o adversário jogar. E explorar as opções de contra-ataque e bolas paradas de forma cirúrgica”. Mas não foi o que se viu. No primeiro tempo, mesmo com 3 volantes, dois muito experientes e um que é uma grande promessa, fomos impiedosamente atropelados por um time que, mesmo tendo jogado durante a semana uma partida duríssima, sobrou em velocidade, intensidade e marcação em relação ao nosso. Tomamos 2 gols e poderíamos ter tomado mais. E não vimos a cor da bola.

No segundo tempo, mudamos a forma de jogar. Sai volante, entra meia. Sai meia e entra atacante. E nada mudou! O Atlético tirou o pé e nós sequer ameaçamos. Nas poucas vezes em que eles resolveram agredir, marcaram gols. Um humilhante 4 a 0 fez nossos torcedores de Brasília deixarem o estádio antes do fim, após mais uma atuação broxante na capital federal.

O comando do futebol precisa encontrar rapidamente o diagnóstico, pois a competição é muito dura e não perdoa hesitações. O fato é que a atuação de hoje preocupou, tamanha a diferença que mostramos diante do Atlético-MG. Sim, o time deles é melhor e uma derrota seria até provável, mas não desta forma, sem luta, sem organização, sem velocidade nas antecipações, sem pegada, sem contra-ataque, sem jogada de bola parada, enfim, sem alma de equipe de futebol e muito menos de Fluminense.

O massacre de hoje acendeu o sinal de alerta. Cabe à diretoria agir e encontrar as soluções.

À torcida, cabe apoiar. Sabemos que ela faz a diferença, nos bons e, principalmente, nos maus momentos. Lembrando que a diretoria, numa atitude ousada, abriu mão de uma grana importante para estar junto à nossa torcida na partida da próxima semana.

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