Na Espanha, modelo desigual de cotas de TV começa a ser revisto

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Divulgamos aqui a excelente reportagem do site Trivela, explicando porque o modelo de distribuição de cotas de TV na Espanha começa a ser revisto.

Alguns trechos da reportagem merecem destaque:

“Quando alguém quer usar um mau exemplo de distribuição de direitos de TV, se usa o modelo espanhol. Por lá, a negociação dos direitos de TV é individual, o que torna a disparidade gigantesca entre Barcelona e Real Madrid e os demais. De fato, entre as ligas importantes do mundo, a espanhola é a que tem a divisão de TV mais desigual. Os dois principais times do país, Real Madrid e Barcelona, chegam a receber mais de sete vezes o valor que alguns clubes. Uma situação que leva muitas vezes a ouvirmos sobre a “espanholização” de muitas ligas. A questão é tão séria que está em processo de ser revisto.”

“Em 2003/04, o Valencia do técnico Rafa Benítez levantou a taça do espanhol. Nas 10 edições seguintes, só Barcelona e Real Madrid levaram o título. Os catalães levantaram a taça seis vezes, o Real Madrid outras três. Só em 2013/14 que a hegemonia foi quebrada com a conquista do Atlético de Madrid. Em todas essas edições, só uma vez Barcelona e Real Madrid não ocuparam as duas primeiras posições: em 2007/08, quando o Villarreal foi o vice-campeão, atrás do Real Madrid. A falta de competitividade gera crise e os clubes do país começaram a ter cada vez mais dificuldades financeiras.”

“A questão dos direitos de TV tornou-se uma questão de governo na Espanha. Tudo porque lá, como também acontece no Brasil, o governo é um dos maiores credores dos clubes. Os clubes espanhóis têm dívidas estimadas em € 4 bilhões e o governo tem planos para que esse montante caia para € 3 bilhões até 2016. Uma das formas é fazer com que os direitos de TV sejam negociados coletivamente e estabelecer um controle.”

“A venda individual de direitos de TV nos ajuda a trazer muitos dos melhores jogadores do mundo quando possível. Mas nós sabemos o problema: a Premier League é muito competitiva. Você nunca sabe quem vai vencer. Na Espanha, entre 2004 e 2014, só Barcelona e Real Madrid, principalmente o Barcelona”, explicou o presidente do clube catalão. “Nós estamos liderando a tentativa de achar um consenso. Tem sido o nosso objetivo por um longo tempo convencer todos os clubes na liga a vender os direitos como uma competição. Nem todos eles tem sido amistosos. Nós iremos ganhar o mesmo, mas as receitas vão aumentar para os outros clubes”, disse ainda Bartolomeu.”

“Ter uma divisão de TV mais equilibrada torna a liga mais forte, o que rende contratos comerciais mais fortes e uma atratividade internacional ainda maior. Os supertimes criados com a disparidade econômica também chamam a atenção, mas enfraquecem a liga como um todo e, a longo prazo, tornou o campeonato espanhol menos atraente e valioso que a Premier League e vem perdendo espaço para a Bundesliga.”

Para ler o conteúdo da reportagem na íntegra, clique aqui.

Empate guerreiro contra o “sistema”

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Jogando a primeira partida de sua história no Itaquerão, em São Paulo, o Fluminense lutou muito e acabou arrancando um empate contra o forte time do Corinthians. O Tricolor atuou com mutias mudanças: sem Carlinhos (barrado), Cavalieri e Valência (vetados pelo departamento medico), Cícero (suspenso) e Edson, que se contundiu no treinamento de sábado.

O jogo começou muito truncado e sem chances para ambas as equipes. Mas aos poucos o Fluminense tocava melhor a bola do que o adversário e mantinha sua estratégia de jogo de ficar com a pelota mais tempo do que o adversário (53% x 47% na primeira etapa). O gol tricolor parecia amadurecer, mas o adversário era justamente o time mais bafejado pelo sistema, e marcar contra estas circunstâncias é sempre difícil.

Após pênalti claro e não marcado quando Fred foi puxado pelo zagueiro adversário, já no fim da primeira etapa, Wagner puxou outro bom contra-ataque e sofreu pênalti, desta vez claríssimo, marcado pelo árbitro. Na cobrança da penalidade, gol marcado pelo atacante Fred para delírio dos tricolores que compareceram em bom número ao estádio, lotando a sua parte nas arquibancadas. Merece registro também o fato do péssimo árbitro da partida ter deixado de dar cartão amarelo para o zagueiro adversário.

O segundo tempo começou com o Fluminense contando com mais espaços, mas sem conseguir êxito nos contra-ataques. Já o adversário buscava mais o ataque, equilibrava a posse de bola com a entrada de Renato Augusto, mas não conseguia traduzir em chances, a não ser na bola parada.

Aos 25 minutos, em boa cabeçada, Fred quase marca o segundo. Na seqüência, o zagueiro Henrique, que teve grande atuação, apareceu sozinho na frente do goleiro adversário e estufou as redes corinthianas, em posição legal. Mas o gol foi anulado e assim o sistema conseguiu evitar o 2 x 0 que praticamente mataria a partida.

Aos 28 minutos, sofremos o gol de empate em grande jogada individual do ataque adversário.

Depois disso o jogo ficou indefinido, com grandes chances de parte à parte, com o Flu duelando com muita alma em todas as divididas, e buscando a vitória mesmo na casa de um grande adversário. Assim dá gosto de ver. Merecem registro as partidaças de Wagner, Jean, Henrique e Elivélton.

A arbitragem não se mostrou mal “apenas” nos lances capitais, mas permitiu reclamações dos corintianos, jogo violento (como em um falta sem bola em que o adversário jogou o braço no rosto do lateral Bruno), além de amarrar o toque de bola tricolor. Fica o registro para que se cobre ações enérgicas no sentido da melhora da arbitragem. Se o Fluminense desta vez não precisou jogar contra o juiz oficial do Corinthians, Sandro Meira Ricci, seu substituto que foi escalado por contusão do titular não deixou por menos.

Agora é lotar o Maraca na próxima partida contra o líder Cruzeiro, em jogo marcado para o confortável horário das 16h do próximo domingo, algo raro em se tratando da grade de horários de jogos do Fluminense. O adversário jogará muito desfalcado, sem Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Lucas Silva, o que certamente aumenta as chances do Fluminense no jogão.

Desafio do Pó de Arroz

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Uma torcida inteligente e que sabe aproveitar as oportunidades, esta sempre foi uma marca da grande e apaixonada torcida tricolor.

No desafio do balde de gelo, atual sensação nas redes sociais, personalidades e anônimos se filmam jogando um balde de água gelada na cabeça, fazem uma doação para uma campanha americana contra a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica, doença ainda pouco conhecida) e convocam um grupo de três outras pessoas a fazer o mesmo.

No desafio do pó de arroz, a iniciativa consiste em jogar pó de arroz sobre si mesmo. A pessoa que o fizer, tem que presentear uma terceira com um pacote de sócio-futebol do Fluminense e repassar o desafio para mais três. E assim por diante. O objetivo é justamente aumentar o número de sócios do Tricolor, atualmente próximos de 23 mil pessoas segundo o ranking do site http://www.futebolmelhor.com.br.

Os próprios torcedores criaram uma fanpage no Facebook onde os vídeos podem ser compartilhados.

Solicitamos ao Fluminense que transforme a campanha em algo institucional e estimule a torcida a se engajar pela causa. O Fluminense será tão forte quanto o engajamento do seu torcedor, portanto, mãos à obra!

Até que ficou bom

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Levar gol em casa é sempre uma péssima notícia em competições onde este é um critério de desempate.

Analisando a partida de hoje, porém, fica apenas o gosto amargo por ele ter saído quase no último minuto. Isto porque mesmo o Goiás já havia mandar duas bolas inacreditáveis na trave e ainda obrigado o goleiro Felipe a fazer milagre e salvar um gol certo.O Flu, que conseguiu dois gols com Edson (ótima partida hoje) mesmo sem ser brilhante, enfrentou grandes dificuldades depois da expulsão de Kléver, quando o time foi sufocado por uma equipe inferior tecnicamente e que chegou à sexta derrota consecutiva.

Em última análise, vencer em casa era obrigação e levamos uma vantagem mínima para o Serra Dourada. Embora tenhamos time para vencer novamente por lá, a postura do segundo tempo tem que ser revista urgentemente, em especial devido ao imenso gramado goiano, que pode nos trazer perigo se nos dedicarmos a apenas defender.

Domingo temos um teste duro e importante contra o Corinthians, com mais uma vez Sandro Meira Ricci no apito. Jogo vital pela briga no G4 e que pode sinalizar bem o que podemos esperar do Flu nas próximas rodadas.

Flu ingressa no REFIS

REFIS

Na última segunda-feira, o Fluminense concluiu os procedimentos para adesão ao REFIS, no último dia possível. O Clube conseguiu incluir no parcelamento os débitos pós-2007, que não estavam abrangidos pela Timemania.

A diretoria optou por não incluir os débitos da Timemania dentro do REFIS, pois isso exigiria uma operação financeira muito arrojada. E o Clube ainda precisa de cerca de R$ 25 milhões para fechar o ano, já incluído neste montante a péssima operação para aquisição de 25% dos direitos econômicos do atleta Walter, negociada por R$ 7 milhões junto ao Porto FC.

Para aderir ao REFIS e resolver os débitos fiscais pós-2007, o Flu teve que levantar imediatamente R$ 4.85 milhões, ou 20% do montante devido no período, a ser pago em 5 parcelas.

Detalhando:

1) O Clube conseguiu incluir no parcelamento um débito total de aproximadamente R$ 52 milhões;

2) As reduções, na modalidade 180 meses (15 anos), geraram um desconto na divida de aproximadamente R$ 19 milhões.

3) Dos R$ 33,3 milhões restantes, o Flu adiantou, por força legal, R$ 4.85 milhões em 5 parcelas de R$ 971 mil e após isso pagará mais 179 parcelas de R$ 159 mil, corrigidas pela SELIC.

4) Em dezembro de 2029, este parcelamento do REFIS acaba.

Sobre a Timemania, as parcelas vão aumentando até agosto de 2027. Hoje, temos que pagar, na média, R$ 500 mil/mês, mas o valor da parcela varia de acordo com a arrecadação da loteria: na média, nossa parcela é de R$ 600 mil e arrecadamos R$ 100 mil oriundas das apostas.

Em resumo, após a entrada no REFIS e o término das 5 parcelas inicias de entrada, o Clube passará a pagar as seguintes obrigações fiscais como rotina:

1) Até 2029, 179 parcelas de R$ 150 mil/mês para satisfazer o REFIS;

2) Até 2027, cerca de R$ 500 mil/mês para a Timemania;

3) Impostos e obrigações correntes não podem atrasar;

E ainda existe a parcela de cerca de R$ 1,1 milhão/mês de Ato Trabalhista.

Estamos divulgando estes números para que a torcida entenda o seguinte:

1) É importante apostar na loteria Timemania escolhendo o Fluminense como a aposta “Clube do Coração”, pois isso ajuda na diminuição da parcela mensal do parcelamento em vigor;

2) É importante que todos os sócios e torcedores do Fluminense tenham em mente o seguinte: inadimplência nestes parcelamentos significa a perda dos mesmos e a dívida global passa a ficar toda em aberto, sob pena de execução fiscal de uma só vez. Esta situação seria capaz de matar o Fluminense;

3) É imperioso que todos os gestores atuais e futuros do Fluminense honrem estes parcelamentos de maneira religiosa, bem como o pagamento dos tributos correntes;

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