Cristóvão, o que aconteceu?

Flu0x1Chapecoense

Inacreditavelmente, um treinador que vinha se firmando, com esquema de jogo ousado, futebol moderno e competitivo, se perdeu nos seus próprios erros.

Contra o Coritiba, talvez a presença de Fred no banco o tenha perturbado. Na segunda etapa, fez péssimas alterações ao tirar Cícero e Bruno de uma só vez, improvisar Jean na lateral-direita e colocar Chiquinho no meio-campo. Estas mexidas fizeram o Flu perder o controle da partida e ceder um empate com sabor de derrota ao então último colocado, quase no fim do jogo.

Na partida seguinte, quando o mais natural seria mesclar o time com alguns jovens tais como Rafinha e Biro-Biro, Cristóvão estranhamente não poupou nenhum medalhão do jogo no Maracanã que determinou o desastre contra o América-RN, uma partida que fez a torcida suspeitar fortemente de atletas fazendo corpo mole, possivelmente provocadas pelo problema com as premiações.

Na partida contra o Botafogo, jogo morno empatado em 0 x 0 até Cristóvão fazer uma alteração que determinou a derrota do Fluminense: saiu Cícero e entrou Walter. Após isso o time se perdeu no meio-campo e tomou 2 gols em 3 minutos.

E hoje contra a Chapecoense, num jogo em que o time correu pela vitória e o meio-campo vinha atuando de forma minimamente consistente, o treinador permitiu ao Fluminense jogar por 75 minutos com uma dupla de jogadores pesados do ataque, uma dupla sem mobilidade, sem qualquer possibilidade de contra-ataque. É sabido por todo mundo que Fred só funcionou bem com um velocista ao lado, desde seu primeiro momento no Flu, mas Cristóvão infelizmente está insistindo num erro de escalação cometido várias vezes por seu antecessor Renato Gaúcho.

Após levar o gol decisivo, em mais uma falha de Diego Cavalieri, o Fluminense se perdeu taticamente, ficando completamente desorganizado em campo. Desta vez pareceu que os jogadores desanimaram, pois existem peças que, apesar da história do clube, não estão mais somando positivamente, sacrificando o time por inteiro.

No final, ainda tivemos uma expulsão forçada pelo lateral Carlinhos, talvez com objetivo de evitar um encontro com a torcida no próximo domingo. Uma verdadeira vergonha, que nos faz suspeitar do atleta considerar todos os torcedores do Fluminense como palhaços.

Queremos que o treinador escale por mérito e não pelo nome ou pela conta bancária;

Queremos jogadores que não façam corpo mole por conta de problemas financeiros;

Queremos fora do time todos aqueles que estejam insatisfeitos e desejam sair no fim do ano;

Chegou a hora dos Srs. Peter Siemsen, Mário Bittencourt e Paulo Angioni mostrarem serviço, obtendo diagnóstico e agindo rapidamente em mais uma das inúmeras correções de rumo que se fazem necessárias no decorrer desta gestão.

A torcida do Fluminense não merece passar mais um ano de sofrimento, vítima de verdadeiras auto-sabotagens internas, sejam elas partindo de jogadores ou comissões técnicas.

Por onde andam?

Que fim levou

“Esse cara é aquele mesmo moleque que jogou no Flu há um tempão?”

“Por onde anda aquele zagueiro que nos ajudou a fugir do rebaixamento em 2009?”

“Tinha um moleque que era promissor, entrava bem nos jogos, e depois sumiu”

As frases se repetem ano após ano e a curiosidade sobre o destino de vários jovens jogadores que em sua maioria acabaram não explodindo no futebol é constante. Fizemos uma lista dos últimos 10 anos, a partir da temporada de 2005, com jovens valores, promessas e garotos da base que chegaram a figurar entre os profissionais do Flu.

A relação está em ordem alfabética para facilitar a busca de algum jogador. Faltou alguém? Lembra de mais um e sabe onde ele está? Comente!

Alex Terra: Duque de Caxias
Anderson: Red Bull Brasil
Antônio Carlos: São Paulo
Arouca: Santos
Bruno Neves: Duque de Caxias
Dakson: Vasco
Dalton: Universitario (Peru)
Diego Souza: Sport
Dieguinho: Duque de Caxias
Dielton: Manthiqueira
Digão: Al Hilal (Arábia)
Dori: Harbin Yiteng (CHina)
Eduardo: Ceará
Esquerdinha: River-PI
Fabio Neves: Gwangju (Coreia)
Fernando, irmão do Carlos Alberto: Sheriff (Moldávia)
Fernando Bob: Ponte Preta
Fernando Henrique: América-RN
Fernando Souza: Canoinhas
Ferreira: Gama
Higor: Criciúma
Igor Julião: Sporting Kansas City (EUA)
João Paulo: Tombense
Juliano: Chonburi FC (Tailândia)
Lenny: dispensado do Atlético Sorocaba em fevereiro
Leo Itaperuna: FC Sion (Suíça)
Luís Cetin: Cabofriense
Maicon: Lokomotiv (Rússia)
Marcelo: Real Madrid
Marcos Junior: Vitória
Marinho: Náutico
Mauricio Alves: US Boulogne (França), seu último clube, falecido em 12/4/2014
Maurício: Terek Grozny (Rússia)
Mauro: Defensor San Alejandro (Peru)
Messias: Fornelos (Portugal)
Michael: Criciúma
Radamés: Vila Nova-GO
Rodolfo Soares: Hibernians (Malta)
Rodrigo Tiuí: Linense
Romeu: Panthrakikos (Grécia)
Ronan: Legia Warszawa (Polônia)
Sandro: Ceará
Tartá: Joinville
Thiago: Tigres do Brasil
Thiaguinho: Racing de Ferrol (Espanha)
Toró: Bahia
Wallace: Vitesse (Holanda), emprestado pelo Chelsea
Wellington Nem: Shaktar Donestk (Ucrânia)
William: Sport

Washington e Assis merecem

Casal20

Dentro de campo, considerando o desempenho nas últimas partidas, o momento do Fluminense é o pior possível. Fora dele, porém, existe um projeto que a torcida tricolor deve abraçar. Washington e Assis formaram sem dúvida alguma a melhor e mais carismática dupla de nossa história. Vimos nos anos de 1983, 1984 e 1985 talvez a última equipe romântica do Fluminense. Na época, os jogadores não pensavam tanto no dinheiro e tinham amor à camisa de verdade. Hoje é difícil ver um grupo tão comprometido como aquele.

Para valorizar quem tanto fez pela história do Flu, o clube elaborou um crowdfunding com o objetivo de fazer uma homenagem definitiva aos eternos Washington e Assis. A ideia é que a torcida abrace a causa e escolha que tipo de reverência o Casal merece. Podemos escolher entre um busto, uma estátua ou… nada! Tudo depende do valor e da quantidade de contribuições. A definição sairá até o dia 6 de novembro.

Antes disso, o tricolor pode colaborar com a partir de R$ 20 nesse site:

http://www.comecaki.com.br/Casal20.

Aqui não tem palhaço

palhaco

O que dizer após mais uma vergonhosa derrota, onde nossos jogadores decidiram correr apenas após o placar em 0×2, com a partida praticamente perdida? Sim porque antes disso o “freio de mão” estava
puxado.

A superioridade do Fluminense em relação ao Botafogo é tanta que mesmo num curto espaço de tempo ao fim do jogo o nosso time criou 3 ou 4 chances claríssimas de gol, independente do adversário estar todo atrás segurando o resultado. Dentre elas, um penalti pessimamente cobrado, num chute estranho, executado totalmente fora das características do seu batedor.

Em Laranjeiras, não é novidade pra ninguém que há problemas internos em relação à definição da premiação por vitórias, e que o Clube e o patrocinador passam por dificuldades financeiras.

Sabemos que os jogadores exigem premiação imediata pós-jogo, mas é sabido que o Clube e o patrocinador não tem orçamento pra isso no momento. Por isso até aceitam pagar mais por vitória, mas desde que o crédito seja repassado aos atletas em dezembro, após a competição, pois desta forma haverá entrada de dinheiro extra com o prêmio da CBF, que dá R$ 10 milhões ao campeão e premia também todos os clubes até o 16o. lugar. Nos parece justo, pois se o Clube tem uma meta, os jogadores serão remunerados mais ou menos, de acordo com a performance de todo o time.

A questão que fica é: na quarta-feira passada, vários jogadores praticamente pararam de correr com uma classificação que estava garantida. E hoje, vários começaram a correr com o jogo perdido. Será que consideram a torcida inteira um bando de palhaços? Se querem passar um recado para pressionar os gestores, estão conseguindo também perder totalmente o respeito da torcida.

No ano passado, sofremos até a última rodada e só não fomos rebaixados por conta de erros administrativos de terceiros. Naquela oportunidade, a diretoria demorou a detectar e afastar os jogadores que estavam insatisfeitos e que já sabiam que não iriam permanecer, tais como Edinho e Anderson.

Que a direção tenha atitude desta vez e carta branca do torcedor para eliminar todas as laranjas podres, independente de nomes, conta bancária ou do passado. Quem está insatisfeito e não quer correr não deve nem chegar perto da camisa do Fluminense. Quem só pensa em dinheiro idem.

Vencer para apagar a vergonha

raça

Dois dias após protagonizarem um dos maiores vexames da história do Fluminense, este grupo de jogadores tem agora um clássico pela frente contra um adversário tradicional, é verdade, mas que passa por gravíssimos problemas financeiros. O elenco do Botafogo atualmente vive problemas mais graves do que quaisquer dos enfrentados pelo Fluminense.

Nosso time precisará correr muito para reconquistar a torcida, que ainda não digeriu a derrota da última quarta-feira, pois o torcedor tricolor não quer acreditar que o vexame contra o América-RN possa ter sido motivada por retaliação dos jogadores em função do sistema de premiações definido para 2014. Fluminense e Unimed informaram recentemente aos atletas que não possuem orçamento para o pagamento de bicho após cada jogo, como aconteceu em 2010 e 2012, e que a premiação será contabilizada para cada jogador, mas creditada apenas ao final da competição, como informou o VP Mário Bitttencourt em reportagem no Lancenet.

Trata-se de um grupo com várias estrelas que recebem altas remunerações, e que têm a garantia de que, por conta da pontualidade financeira do patrocinador, no mínimo de 70% a 80% será sempre recebido em dia. A premiação por jogo não é decisiva nas suas boas condições de vida, ao contrário do clube.

Certamente, o torcedor do Fluminense também não deseja creditar a falta de vontade de quarta-feira a uma eventual “solidariedade” do grupo aos jogadores que estão ainda com renovação indefinida, visando pressionar o clube e o patrocinador, sendo que algumas pedidas salariais, é notório, são altíssimas. Entendemos que os jogadores envolvidos precisam ceder um pouco caso realmente desejem permanecer no Fluminense, clube com altas dívidas, continuamente penhorado e que vem tentando ser responsável com suas finanças.

Precisamos voltar a acreditar que o lendário Time de Guerreiros se mantém presente, e que o vexame acontecido no último jogo foi um raro acidente. O tricolor não pode pensar que este grupo não respeita nossa torcida, a nossa camisa e a nossa história. Cada jogo, cada vitória ou derrota hoje, se torna história no futuro.

Sabemos que clássico é clássico, e seu resultado mais imprevisível do que o normal, mas não podemos aceitar que nosso time corra menos do que o Botafogo no domingo, adversário que, adicionalmente, atuará com o desfalque do seu principal jogador Emerson Sheik.

A torcida tricolor não vai admitir um novo festival de apatia e desrespeito com a camisa do Fluminense.

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