Profissionalização da gestão

Organograma

Assim como o Sócio Futebol com direito a voto, a modernização de Xerém e o investimento no Centro de Treinamentos, um outro pilar sempre defendido pela Flusócio foi uma profunda reorganização interna (administrativa, financeira e organizacional) do Fluminense, a qual seria continuamente revista e aprimorada. O principal objetivo da reorganização seria permitir que o clube fosse administrado de forma planejada, profissional e transparente.

Seguindo estes princípios, o presidente Pedro Abad, em fevereiro, contratou a conceituada empresa Ernst & Young para fornecer consultoria em GRC, ou seja, Governança, Risco e Compliance, bem como reestruturar todos os processos administrativos internos. O principal papel era uma análise profunda dos contratos críticos, entrando na projeção do fluxo de caixa, reorganizando o quadro de funcionários num organograma com planos de cargos e salários, além de elaborar um planejamento estratégico para o posicionamento do Fluminense no mercado.

Todo este trabalho de diagnóstico e relatórios aconteceram num prazo de 120 dias, com pagamentos feitos em parcelas mensais. Empolgados com este novo projeto, a Flusócio decidiu entre seus membros criar uma contribuição financeira voluntária, com a finalidade de mostrar mais uma vez ao presidente Pedro Abad o apoio integral e irrestrito a este novo trabalho. Sendo assim, encerramos neste mês de agosto a nossa arrecadação, que gerou ao todo R$ 63.143,06. Na medida que era arrecadado, o valor foi depositado mensalmente como doação para o Fluminense. Sabemos que não é um montante que faz a diferença em termos de receitas para o clube, é algo apenas simbólico. Mas demonstra a disposição do grupo em apoiar sempre as ações que visem o profissionalismo da gestão.

Os primeiros resultados de um trabalho silencioso, já podem ser notados com a contratação do novo Diretor Executivo Geral Marcus Vinícius Freire e o início da implementação de um novo sistema organizacional;, onde cada unidade de negócio terá um profissional de mercado, remunerado, comandando as atividades, com metas e acompanhamento das mesmas.

76 Comentários em Profissionalização da gestão

  1. Flavio Chammas
    15 de agosto de 2017 at 18:19 (1 ano ago)

    Senhores

    Nova “joia da vez”, como outras mais, jogador de empresário que quer impor a subida do garoto.

    Vi uns jogos da base e ele se acha, se comprar pelo que vale e vender pelo ele e o empresário pensam, pagamos todos os atrasados.

    Empresta e se ele se der bem ficam com ele, se não volta e aprende.

    Vejo reclamarem aqui de muitos, mas não vejo falar nada deles por ai.

    Fabinho já foi comprado por trochentos milhões, por varios clubes, mas está mesmo é no Monaco, e além disso é muito fraquinho.

  2. Fabio DB
    15 de agosto de 2017 at 19:37 (1 ano ago)

    Não tenho palavras para expressar a minha satisfação por ver a evolução da gestão do clube. Isso me faz cada dia mais otimista quanto ao futuro do clube e me sentir novamente com orgulho de ser tricolor.

    É o ressurgimento do FFC como sempre foi. O clube que eu aprendi a torcer ao final da década de 60 (influenciado por meu pai e mãe). Notem bem, o FFC foi talvez o maior clube das Américas e um dos maiores do mundo até a década de 50, justamente PELA INTELIGÊNCIA e CAPACIDADE de gestão dos seus líderes.

    A maior qualidade tricolor e que realmente “traduz tradição” é O CONHECIMENTO E A COMPETÊNCIA…. não há vitórias CONTÍNUAS sem uma gestão forte/competente por trás, sem objetivos claros, análises, ações coordenadas, trabalho com foco, excelência e ÉTICA (o maior valor que existe).

    Parabéns a todos os que se envolvem nesse processo em nome do clube e dos torcedores do FFC. Eu admiro e agradeço demais esse esforço e essa dedicação de vocês. O saldo positivo é enorme.

    ST

  3. Fabio DB
    15 de agosto de 2017 at 19:40 (1 ano ago)

    “…Esperamos q, caso venham mesmo, o Flu tenha, no mínimo, 90% dos DE destes meninos…”.
    Obrigatório!!! ST

  4. Sergio Binda
    15 de agosto de 2017 at 19:59 (1 ano ago)

    Paulinho = fraco…

    Parabéns pela iniciativa… profissionalização = unica solução

    ST

  5. Davi Carvalho
    15 de agosto de 2017 at 20:39 (1 ano ago)

    Wendel na Rússia???
    Querem mesmo acabar com a carreira do garoto.
    Esse moleque tem futebol pra jogar em times gigantes da Europa.

  6. Davi Carvalho
    15 de agosto de 2017 at 20:43 (1 ano ago)

    Mas o ingresso do Flu já é barato, talvez o segundo mais barato da série A.
    SP só tá botando barato assim por causa do time estar na merda.

  7. eduardo garcia lopes
    15 de agosto de 2017 at 21:14 (1 ano ago)

    Fabio/ eu troço desde os anos 50/ nunca gostei de quando um jogador que eu gostava saía do clube. foi assim com Evaldo que foi pro cruzeiro/ lula e flavio para o inter pq o M do zagallo não gostava de PE que não marcava/os trocas trocas do Horta . ate´hoje não achei o porque?tem muitos exemplos

  8. Fabio DB
    15 de agosto de 2017 at 21:21 (1 ano ago)

    Corretíssimo. Aliás, o precursor (“o primeiro”) dos Jogos PanAmericanos foi no FFC… não precisa falar mais nada.
    ST

  9. Fabio DB
    15 de agosto de 2017 at 21:27 (1 ano ago)

    Foi terrível. Precisamos recuperar o quanto antes a estabilidade. Não há como obter títulos dessa forma (entra e sai; ou venda de ídolos / promessas ainda). Por ironia do destino, Lula iria ter papel decisivo em 75 contra nós… ST

  10. Fabio DB
    15 de agosto de 2017 at 21:42 (1 ano ago)

    Verdade. Mas é bom que as partes entendam as condições futuras. ST

  11. Flavio Chammas
    15 de agosto de 2017 at 22:20 (1 ano ago)

    Simples, o empresário quer colocar na vitrine e como não subiu força a barra.

    Entre perder ,preferivel emprestar e se vender tem lucro.

  12. Jorge Eduardo
    16 de agosto de 2017 at 7:33 (1 ano ago)

    Querem acabar ê com o nosso time de futebol. Virou balcão de negócios, nenhum interesse em manter os melhores.

    Não se forma um time de futebol vendendo os melhores e por valores que não possibilitariam contratar outros melhores que os que vendemos, que normalmente não estão no mercado, pois time grande que se preze tenta manter os melhores e reforçar o time sempre que possível.

    Eu torço pro Fluminense, então quero que os melhores jogadores fiquem e que os piores saiam, não sou torcedor de gestão, torço para que acertem e façam o melhor possível, mas se achar que estão erados vou criticar sempre.

  13. Ricardo Ferreira
    16 de agosto de 2017 at 7:47 (1 ano ago)

    Bandeiras, projetos, ideias, ideais da Flusócio sendo implementados.
    Por um presidente oriundo dos quadros deste grupo político.
    O primeiro.

    Coincidência? Evidente que não.

    Avanços, conquistas inegáveis em execução numa quadra ainda bastante complexa da nossa longa história.

    Novo sistema organizacional e E-ticket.

    Golaços! De placa!

    Avante Flusócio!

    Avante Fluzão!!

  14. Flavio Chammas
    16 de agosto de 2017 at 7:53 (1 ano ago)

    Só para entender: Porque “balcão de negócios?

    Quantos foram vendidos?

  15. Flavio Chammas
    16 de agosto de 2017 at 8:09 (1 ano ago)

    Fabio, o caminho já se sabia, faltava vontade e alguém para aplicar.

    Demora um pouco, em razão do tamanho do rombo herdado, mas havia que se iniciar, e vem sendo feito.

    Profissionalização e transparência é o minimo que se exige.

    Mas os eternos insatisfeitos, só veem erros, e querem soluções impossíveis, como se fosse estalar os dedos, e tudo estaria pago, teríamos patrocinadores bancando tudo, e contrataríamos craques a rodo.

    Pena que não é assim, e para sorte nossa, a administração eleita, junto com os profissionais contratados e o nosso Abel, vem laborando muito,aliado ao excelente trabalho da base(méritos a quem mereça), aos olheiros que vem captando bem(vejam o lucro do Richarlison), nos permitirá ver melhores horizontes.

    Este ano tem-se um campeonato atípico, em que os gambás, para surpresa deles mesmos, já levaram o titulo, restando briga pelas vagas em libertadores, e que pelas pontuações, participamos dela.

    Os queridos da mídia(porcos e mulambos) com grana para se fartar, ao comer o “melado” se lambuzaram e brigam como nós, por vaguinhas na liberta.

    Imagino uma administração competente como a nossa vem sendo, com recursos e que nem precisavam ser do tamanho dos dois citados.

    Mas o caminho é este, não há outro, e vamos torcer( e cobrar) mas apoiar principalmente, levando junto o time e a direção técnica, que ao contrario de outras, que vivem na mídia, trabalha em silencio, mas como vemos efetivamente.

    Aos eternos critico, que aceitem, pois mesmo Deus, (com respeito total, só mesmo como modo de comparação) levou algum tempo para fazer algo.

    AS BENÇÃOS JOÃO DE DEUS, E PACIÊNCIA, POIS O CAMINHO É ÁRDUO.

  16. Ricardo Ferreira
    16 de agosto de 2017 at 8:21 (1 ano ago)

    Esta questão envolvendo transferências de atletas sempre foi e será polêmica.

    Sem dúvida a direção do Fluminense tem sua parcela de responsabilidade nestas transações. Que haverá de ser avaliada por cada um segundo seus critérios.

    Porém há que se considerar nestas análises as pesadas condicionantes financeiras que ainda pesam sobre o Clube. Coisa diária mesmo, fluxo de caixa batendo à porta sem dó nem piedade. Haveremos de sair desta asfixiante situação.

    Como se chegou a este estado de coisas também é alvo de críticas de toda ordem.
    Direito de todos. Novamente se formará juízo individual apoiado em visões diversas.
    Importante é que se utilize de argumentos técnicos, contextualizados, isentos de viés político exacerbado.

    Entretanto, voltando ao foco deste texto, o papel dos empresários dos jogadores e, por vezes de forma incontornável, a vontade do atleta e de suas famílias são fatores incontornáveis. Isto é de uma obviedade aguda.

    Se eles estão tomando decisões corretas, oportunas, também é objeto de debates acalorados.

    Devemos crer que se livrando desta situação incômoda, reduzindo despesas e aumentando receitas, nossa direção sentará à mesa de negociações com mais força, com mais poder de barganha.

  17. Alexandre Magno Barreto Berwan
    16 de agosto de 2017 at 8:42 (1 ano ago)

    UMA MEDIDA MUITO IMPORTANTE!
    PARABÉNS AO FFC!

    FLUZÃO‏@Guerreiro_FFC

    A partir do próximo jogo no Maracanã, não sócio poderá acessar diretamente o estádio utilizando celular, sem necessidade de trocar o voucher

  18. Sergio Binda
    16 de agosto de 2017 at 9:07 (1 ano ago)

    Espero que seja o primeiro passo de uma profissionalização bem sucedida, com responsabilidade, estabelecimento de metas e cobrança aos líderes de seus atingimentos.

    Por muitos anos tivemos um protagonismo local em termos de futebol. Nossos resultados na década de 60 em termos nacionais foram pífios e houvesse rebaixamento é possível que fossemos a degola pelos idos de 66 / 67 e 68. Conseguimos montar um time sólido em 69 que nos levou a um título nacional e depois tivemos de esperar mais 14 anos para novo título com expressão nacional (apesar da máquina de 75/76, que nos deu projeção, porém sem resultados nacionais expressivos). Nesta década certamente correríamos risco de rebaixamento em 72/74/77/78/79. Novo período de abundância em 83/84/85. Depois foram mais 23 anos e a partir daí sim começamos a ser um importante player nacional, participando seguidamente da Libertadores. Justiça seja feita, a Unimed foi fundamental para esta mudança de patamar, só que o clube precisa andar com suas próprias pernas. Este modelo Unimed do Fluminense durou até demais (15 anos é um período muito acima da média para este formato de parceria). Espero que a partir desta administração possamos manter a representatividade nacional que conseguimos a partir de 2007.

    ST

  19. Marlon Tavares
    16 de agosto de 2017 at 9:27 (1 ano ago)

    Enfim, boas notícias.Gostei da indicação do Marcus vinícius, me pareceu um profissional qualificado que deve produzir resultados. Excelente também a iniciativa de usar o celular como ingresso. De negativo esses dias foi a dificuldade dos tricolores entrar no pacaembú. Não existe um responsável do clube que evite estes problemas?

  20. LuizCarlos De Souza Junior
    16 de agosto de 2017 at 9:46 (1 ano ago)

    Pior que fraco, Paulinho é um jogador preguçoso.

  21. Valmir Carvalho da Silva
    16 de agosto de 2017 at 9:49 (1 ano ago)

    Lembro bem do nosso presidente, quando candidato, dizer que o dia 02 de julho de 2008 não sai da cabeça dele. Concluiu ainda dizendo que não iria sossegar enquanto não levasse o nosso amado clube a conquista da Libertadores. Eu e toda torcida tricolor sonha com essa conquista, mas será que o caminho é este que está aí? Vendendo nossos melhores jogadores ? Falo isso, porque tudo leva a crer que o Wendell será a bola da vez. Deus abençoe o nosso Fluminense.

  22. eduardo garcia lopes
    16 de agosto de 2017 at 10:06 (1 ano ago)

    Sornoza voltando!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  23. Davi Carvalho
    16 de agosto de 2017 at 10:22 (1 ano ago)

    Nesses anos que você citou, praticamente não existia rebaixamento, isso acomodou muitos clubes.
    Se existisse, com certeza não cairíamos.

  24. Davi Carvalho
    16 de agosto de 2017 at 10:25 (1 ano ago)

    Cara, esses empresários, agentes e o escambau são vergonhosos, nada é feito pra conter a fome de grana desses corsários.
    Como o colega disse, se perdermos muitos atletas não teremos como formar um time vencedor para os dois próximos anos. Seremos um time que vende pra pagar salário. Lamentável.
    Primeiro Rick, talvez agora Wendel, quase Wellington, assim nunca formaremos uma grande equipe.

  25. Jorge Eduardo
    16 de agosto de 2017 at 12:08 (1 ano ago)

    Por enquanto o nosso melhor jogador, agora o segundo melhor jogador cotado para sair. Qual o lucro esportivo que o Richarlison deixou? Ganhamos algum título? Mal emplacou 1 ano e foi vendido… esses jogadores deveriam ser mantidos, pois vc monta um time vencedor a partir dos melhores e vai reforçando com peças nas posições carentes, pode até ser da base, mas tem que esperar o jogador dar retorno e conquistar títulos, a não ser que tenhamos outro melhor… esses ativos que vieram foram caros, pode dar certo, mas é trocar o certo pelo duvidoso… Richarlison já estava adaptado, depois de um ano na sombra, era peça destaque… espero que o Robinho jogue muito e fique no clube até conquistarmos títulos e só seja vendido daqui a uns 3-5 anos.

    Gostaria que Wendel, Sornoza e outros ficassem…

  26. Flavio Chammas
    16 de agosto de 2017 at 12:42 (1 ano ago)

    No bom debate, vendeu um e virou “balcão de negócios”?

    Todo jogador tem preço fixado, e se quiser sair, vai mesmo, ex.Neymar.

    Não sei se o Wendel vai, mas ele e o Staff (leia-se empresários) já manifestaram vontade de ir, então se quiserem, ninguém segura.

    Conforme já disseram, os ativos(jogadores) tem valor e se pagarem, eles vão.

  27. Sylvio Montenegro
    16 de agosto de 2017 at 16:34 (1 ano ago)

    Exatamente Juliano, o maior público nosso no Maracanã nos últimos anos foi com o ingresso a preços populares.

  28. Claudio Souza
    16 de agosto de 2017 at 17:30 (1 ano ago)

    Numa mensagem anterior, brinquei com alguns colegas que ainda escrevem “passe fixado”, mas agora me aproveito da situação pra tocar em outro assunto que costuma ser motivo de protesto aqui no blog : a venda de jogadores.

    A era do “passe” já foi pro saco faz muito tempo e, convenhamos, era quase uma forma de escravidão para o profissional, algo incompatível com o processo civilizatório das relações de trabalho (não cabe aqui avaliarmos as distorções trazidas pela Lei Pelé, assunto que alimentaria um debate muito mais extenso).Como bem disse o Chammas, abaixo, os jogadores têm multa rescisória estabelecida em contrato. Se um clube pagar esse valor, adeus atleta.

    Ainda assim, como essas multas costumam ser mais altas do que o real valor de mercado do atleta, é comum que o clube interessado no jogador tente uma negociação com o clube que detém os direitos federativos. Normalmente, como não há mesmo nenhuma ética no futebol, costumam também aliciar o atleta para que ele pressione seu clube por uma liberação.

    As principais causas de o Brasil ser um mercado vendedor de jogadores são o imenso endividamento dos clubes, o câmbio e a menor capacidade de faturamento do nosso futebol.

    Ainda assim, nos últimos anos, temos vendido cada vez melhor nossos jogadores e os clubes têm faturado cada vez mais (principalmente com TV e patrocínios), a despeito de a questão do endividamento ainda estar longe de ser resolvida na maioria dos casos e a crise econômica ter vindo pra ficar, ao que parece, por um bom tempo.

    Talvez ainda estejamos longe do dia em que nos tornaremos um mercado comprador capaz de disputar em igualdade de condições com os clubes mais ricos do planeta, mas os últimos anos têm mostrado um claro aumento do poder de barganha dos clubes, poder este que tende a aumentar na medida em que reduzam sua vulnerabilidade frente às dívidas. Na medida em que passarem a depender menos da receita oriunda de negociações de atletas para fazer frente aos seus compromissos, maior será o poder de barganha.

    O Fluminense se insere nesse quadro, como não poderia deixar de ser. Aqueles que criticam o excesso de “fiscalismo” da atual administração parecem carecer de uma visão de médio/longo prazo, típica do imediatismo que assola nossa cultura. Essa espécie de cegueira os impede de vislumbrar o imenso valor estratégico da redução, a níveis aceitáveis, da dívida do Fluminense que, se alcançada, nos proporcionará um nível de independência administrativa que certamente nos dará imensa vantagem competitiva em relação aos nossos rivais.

    Temos uma dívida que ainda é muito grande e incômoda frente às nossas reais possibilidades de arrecadação (independente do que se possa fazer para melhorá-la, pois há um limite imposto pelo próprio mercado). Considerando que a administração anterior entregou à atual um orçamento comprometido (embora tenha também conquistado vários avanços nessa área), que a nossa economia apresenta um quadro recessivo ainda longe de ser superado e que ainda prevalecem as distorções na distribuição das cotas de TV oriundas dos contratos em vigor até o final de 2018, não há como o nosso clube dispensar a venda de atletas como fonte de recursos que permitam fechar o ano sem mais prejuízos acumulados.

    Somando-se a essa conjuntura as regras do PROFUT, que são extremamente rigorosas (as parcelas são progressivas e com aumentos muito significativos para os próximos anos), e a tolerância cada vez menor do governo com o descumprimento, pelos clubes, dos pagamentos das suas obrigações fiscais e trabalhistas, nos vimos diante de um cenário em que é praticamente inevitável nos desfazermos de jogadores de maior qualidade.

    Alguns torcedores podem até protestar, bater o pé, ou mesmo apelar para o compreensível (mas inútil) discurso de cobrança das promessas de campanha (e não quero entrar aqui no debate inócuo sobre se o Abad sabia ou não da real situação financeira deixada pelo Peter, já que não há como se chegar à verdade com as informações de que dispomos). Podem também optar pela alegação desonesta e apelativa de que, se a atual diretoria aceitou se candidatar a gerir o clube, cabe a ela arrumar, não importa como, soluções para todos os nossos problemas e ao mesmo tempo montar um time que dispute o título de todas as competições, ganhando pelo menos algumas. Isso é papel de quem, ou vive em Nárnia, ou não se sente compromissado com o clube, nem mesmo no coração.

    Portanto, meus caros, acho uma baita perda de tempo ficar protestando, arrumando culpados e repetindo sempre a mesma ladainha contra a diretoria por conta da possibilidade de vendas de jogadores. Aliás, para aqueles que gostam de evocar os discursos de campanha, Abad sempre deixou claro que a venda de jogadores seria uma importante e indispensável fonte de receitas para o clube e que um dos objetivos do alto investimento em Xerém (além, claro, da formação de bons jogadores a custo mais baixo para o time principal) seria justamente garantir que essa fonte de recursos se mantivesse ao longo dos anos.

    Além do mais, a diretoria tem dado provas consistentes de que não se deixa emprenhar pelo destempero dos agitadores das redes sociais. Para aqueles que têm uma capacidade privilegiada de antevisão dos fatos e que, por conta disso, já constataram que a administração do Abad será um fracasso, lembro que as eleições só acontecerão no final de 2019. Até lá, há duas alternativas possíveis : apoiar o time ou deixar de acompanhá-lo (a opção de continuar enchendo o saco, escrevendo as mesmas coisas de sempre nas redes sociais, embora estéril, também existe – e certamente será escolhida por muita gente – mas essa, eu desconsidero).

    ST

  29. Valmir Carvalho da Silva
    16 de agosto de 2017 at 17:45 (1 ano ago)

    Respeito sua opinião, Aluísio. Mas os direitos federativos dele são do Fluminense. Então, só sai se o clube quiser.

  30. Rafael Pottes
    16 de agosto de 2017 at 18:03 (1 ano ago)

    Concordo plenamente.
    Sem vontade, implorando p sair, rendimento despencou….
    Tirando o pé em todas…
    Temos 90%, é vender bem e manter a política de reaplicar o dinheiro p reforços
    Felizmente Douglas voltando e esse Richard (Talisca) chegando

  31. Jorge Eduardo
    16 de agosto de 2017 at 18:07 (1 ano ago)

    Sem contar que o WS tbm iia, por força de contrato ou não. Nossos melhores jogadores deveriam ficar no clube por uns 5 anos e só saírem por propostas irrecusáveis e depois de terem dado retorno no campo e conquistado títulos.

  32. Sergio Binda
    16 de agosto de 2017 at 18:09 (1 ano ago)

    Pode ser, mas o ponto é que eram times fraquíssimos…Se houvesse internet nestes anos muitos comentários seriam copy paste para hoje…

    ST

  33. Igor Carvalho
    16 de agosto de 2017 at 18:39 (1 ano ago)

    Pois é. Essa ladainha não é de hoje…

  34. Fabio DB
    16 de agosto de 2017 at 19:15 (1 ano ago)

    Provavelmente o tricolor não notou a melhoria que vem ocorrendo no clube nos últimos anos. É um passo após o outro.
    As vezes 2 para frente 1 para trás e segue.
    Não se aprende a ler num ano e no outro se defende uma tese de doutorado.

    ST

  35. Fabio DB
    16 de agosto de 2017 at 19:20 (1 ano ago)

    Belo texto!
    ST

  36. Flavio Chammas
    16 de agosto de 2017 at 21:19 (1 ano ago)

    Senhores

    Não culpem a diretoria nem digam que é balcaõ de negocios:

    O JOGADOR QUER SAIR DE QUALQUER MODO, ATÉ PARA A RUSSIA;

    VEJAM SUA MIDIA SOCIAL PARA FICAR NA MODA:

    “Em rede social, Wendel compartilha notícia sobre sua possível ida para o CSKA”.

    Se vender é pela multa cheia, e a vista.

  37. Flavio Chammas
    16 de agosto de 2017 at 21:20 (1 ano ago)

    É o Richarlison dois, vamos revender com lucro.

  38. Flavio Chammas
    16 de agosto de 2017 at 21:21 (1 ano ago)

    Engano seu , pagando a multa e o jogador querendo ir , o que me parece o caso do Wendel.

  39. Fernando Bastos
    16 de agosto de 2017 at 21:28 (1 ano ago)

    Gostaria de saber se os 10% que o Fluminense ficou na negociação do Richarlison correspondem ao valor cheio da futura venda feita pelo Watford. A notícia de hoje é que o percentual de 10%
    é apenas sobre a diferença entre o valor da compra e o da futura venda feita pelo clube inglês. Quem está correto: a diretoria ou a notícia do Paulo Brito?

  40. Jorge Eduardo
    16 de agosto de 2017 at 22:01 (1 ano ago)

    Hora da diretoria mostrar quem manda, senão vira uma zona, não temos que ficar fazendo a vontade dos empresários e jogadores, temos que fazer valer a nossa vontade pois somos detentores dos direitos e somos nós que pagamos os salários. O Pelé fez muita coisa boa pelo futebol brasileiro, mas essa lei que tem o nome dele ferrou com os clubes. Nossos clubes são muito fracos financeiramente comparado aos de outros países, tirando os sul-americanos que estão tão ferrados qto a gente.

  41. Claudio Souza
    16 de agosto de 2017 at 22:36 (1 ano ago)

    Luan não quis ir para a Rússia. Se quisesse, teria ido.

    Eu não me importo para onde o Wendell vai. Pode ir para a PQP, desde que recebamos um bom e justo valor.

    ST

  42. Claudio Souza
    16 de agosto de 2017 at 22:43 (1 ano ago)

    Scarpa tá precisando de uma sombra. Enquanto não temos uma, não há como colocá-lo no banco.

    Mesmo com a queda de rendimento e a visível redução no empenho nos jogos, é loucura desejar a saída do Wendell por qualquer quantia.

    Eu, hoje, com Douglas à disposição ou com a volta do Sornoza, colocaria o Orejuela no banco. Se revelou um jogador limitado e que nem o passe certeiro tem mais.

    De resto, concordo contigo.

    ST

  43. Sylvio Montenegro
    16 de agosto de 2017 at 23:00 (1 ano ago)

    Ver a mulambada minoritária na arquibancada em um clássico decisivo no Rio de Janeiro, não tem preço.

    E, pasmem, a torcida do Botafogo encheu o estádio, jogando por terra a falsa verdade de que só os mulambos enchem estádio em clássicos.

    No entanto, fosse a carga de ingressos dividida meio-a-meio, teríamos 70% de mulambos e 30% de botafoguenses, em função de um único fator: a sensação de segurança.

    As torcidas adversárias não vão aos clássicos contra o CRF por conta disso. Parabéns ao Botafogo, que deixa uma lição aos demais clubes.

  44. Valmir Carvalho da Silva
    16 de agosto de 2017 at 23:12 (1 ano ago)

    Flávio, não tem essa de jogador querer sair. Ele tem contrato com o Flu e seus direitos federativos, percentual maior, são do clube. Lembra que o Flu se negou a negociar o Richarlyson com o Palmeiras? Então, se não pagar a multa rescisória, só sai se o Flu quiser. Espero que mantenhamos o jogador no elenco.

  45. Paulo Fernandes
    16 de agosto de 2017 at 23:12 (1 ano ago)

    Gustavo, o verdadeiro tricolor, aquele que ainda vê o Fluminense como time grande, cada vez mais se afasta dos estádios, para não sofrer. Hoje em dia, tudo é permitido, com a argumentação de que o clube precisa pagar suas contas. Escuto essa história há 6 anos e a situação só piora, dentro e fora do campo. Triste. Enquanto isso, tem gente orgulhosa de ver o time numa posição “honrosa”.

  46. Willy H
    16 de agosto de 2017 at 23:19 (1 ano ago)

    Richarlison já está fazendo falta, o Ceifador que o diga. Era o mais decisivo do time.

    Vi o jogo do Náutico ontem pra dar uma olhada no Erick. Joga muito mas já vai embora pra Portugal. Vi tb o camisa 10 chamado Giovani, 23 anos, ex São Bento/SP, chamou muito a atenção pelos lançamentos, principalmente entre as linhas. Parece que joga muito. Flu podia ir atrás pra jogar com Sornoza e Scarpa.

  47. Valmir Carvalho da Silva
    16 de agosto de 2017 at 23:19 (1 ano ago)

    Isso aí Flávio. Só se pagar a multa rescisória. A vontade do jogador não é determinante.

  48. andre fahr
    16 de agosto de 2017 at 23:24 (1 ano ago)

    Eu também li a notícia no GE e fiquei estarrecido, espero que a direção desminta isso..

  49. Sylvio Montenegro
    16 de agosto de 2017 at 23:38 (1 ano ago)

    Claudio,

    discordo com relação ao imediatismo. Seria imediatismo cobrar do Peter depois da gestão Horcades. Mas depois de seis anos de gestão que prorizou o equacionamento das dívidas e, considerando que a atual é continuidade da anterior, não há que se falar em imediatismo de quem cobra um time melhor.

    O orçamento comprometido é obra da mesma gestão, não há que se falar em gestão anterior, pois não houve mudança política na condução do clube.

    A crise econômica tudo bem, o clube e a gestão não têm responsabilidade sobre ela. Mas dispensamos um patrocinador master em tempos de crise e preferimos ficar sem esta receita.

    Sobre a distorção das cotas de TV, também é obra do mesmo grupo que administra o clube desde a primeira gestão Peter, que preferiu seguir o Flamengo na proposição da negociação individual, com o discurso de que seria melhor para os clubes e o futebol do Rio de Janeiro.

    Um ponto essencial você não tocou. Os custos para jogar no Maracanã. Inicialmente, assinamos um bom contrato com o consórcio, mas, inexplicavelmente, a gestão aceitou fazer diversas alterações contratuais, que prejudicaram sensivelmente o clube, culminando no quarto aditivo, que nos obriga a pagar para jogar no estádio.

    Desta forma, vou continuar perdendo meu tempo protestando contra o que eu entendo que está errado.

    Escrevo neste blog desde o seu início. Na primeira candidatura do Peter, quando perdeu para o Horcades, fui para a porta das Laranjeiras ajudar da forma que era possível. Ajudei a elegê-lo duas vezes.

    No passado remoto, apoiei e ajudei a Vanguarda Tricolor. Achando ser uma possibilidade de mudança para melhor. Sempre procurei estar ao lado daqueles que entendiam um Fluminense forte, como sinônimo de futebol forte.

    Ano passado, diante das terríveis opções disponíveis, votei no Abad, mesmo com críticas a vários pontos da administração Peter e a alguns posicionamentos da Flusócio.

    Acompanho o time e apoio quem entra em campo com nossa camisa, desde que não estejam de sacanagem. Mas, com relação à condução do clube, vou continuar enchendo o saco pelo tempo que julgar necessário.

    Acho muito ruim toda e qualquer tentativa de desqualificar opiniões diferentes. É a partir do debate e das cobranças que podemos avançar ou não. Mesmo que não avancemos, ajudam a esclarecer e formar opinião, afinal daqui a dois anos teremos eleição novamente.

  50. Jorge Eduardo
    16 de agosto de 2017 at 23:43 (1 ano ago)

    Quero ser campeão com os melhores jogadores em campo, só se pensa em vender jogador, montar um bom time que possa ser campeão ninguém da nossa diretoria se preocupa… todos os jogadores são ativos, me surpreende a passividade da nossa torcida, os que aplaudem tudo que é feito e estão satisfeitos em serem coadjuvantes ou brigar para não cair, nosso último ano vitorioso foi 2012, já vamos completar 5 anos de frustrações com o nosso futebol.

  51. Sylvio Montenegro
    16 de agosto de 2017 at 23:49 (1 ano ago)

    Pois é. Não dá pra digerir isso. Por que não profissionalizou a gestão e reorganizou o clube administrativamente?

    Como permitiu chegarmos em 2017 nessa situação?

    O presidente do Conselho Fiscal não pode alegar que se surpreendeu com as contas.

    Alguma coisa está fora da ordem.

  52. Jorge Eduardo
    17 de agosto de 2017 at 8:28 (1 ano ago)

    Vamos culpar quem? Só vendem por valores abaixo da multa por que querem. Empresários não pagam os salários dos nossos jogadores e não detém os contratos, se o Flu não quiser vender, só sai pela multa cheia e se o contrato tiver sido bem elaborado, talvez entre um dinheiro que realmente ajude e não valores que não dá pra pagar quase nada das nossas dívidas e não dá para reforçar o time.

    Aliás o dinheiro gasto no Robinho, que é uma aposta, foi relativamente alto e não sabemos se irá emplacar como jogador. Compramos pela multa cheia… os nossos vendemos por valores abaixo da multa.

  53. Sylvio Montenegro
    17 de agosto de 2017 at 10:06 (1 ano ago)

    A tentativa de profissionalizar a gestão é muitíssimo válida. Só não se deve esquecer que um clube de futebol tem ingredientes envolvidos que uma corporação não tem: paixão, emoção, torcida etc.

    Parabéns a gestão também pela adoção do e-ticket e pelas ações para reduzir custos para atuar no frio e sem alma Maracanã padrão Fifa. Depois de errar clamorosamente nas revisões contratuais com o consórcio Maracanã, prejudicando terrivelmente o clube, é preciso reduzir custos, pois este é o estádio que temos, infelizmente.

    A realidade mostrou que estas alterações no contrato não tiveram nada de ganha-ganha, como eu sempre desconfiei, só o consórcio ganhou e, por fim, quando não houve acordo, buscou a justiça para fazer valer o que achava ser seu direito e fazer com que o clube pagasse para jogar no estádio.

    Aqui vai trecho da decisão liminar do desembargador, que diz o mesmo que eu digo, em outras palavras:

    “Em sede liminar, tenho que a conexão entre os contratos,
    antes acentuada, exige a interpretação de ambos como peças de um mosaico
    ou partes de uma engrenagem. Não há dúvidas, nesta linha, de que parte
    significativa dos custos operacionais do Maracanã seria coberta com a
    exploração econômica do estacionamento e do shopping a ser construído nos
    espaços circunvizinhos, conforme previsto em cláusulas descumpridas pelo
    poder concedente. O fato é, aliás, notório, e foi reconhecido pelo clube autor
    com os diversos aditivos, o primeiro de fevereiro de 2015, o segundo de março
    de 2015; o terceiro de junho de 2015, além de um quarto, de novembro de
    2016, não subscrito pelos agravantes, mas apenas pelo representante do
    agravado.”

    Como dizia a minha avó, quem muito se abaixa o fundo aparece.

    É importante brigar até o fim na justiça pelos direitos do Fluminense. O processo está no TJ, para conclusão ao relator, com o Desembargador Eduardo Neto, conforme os dados abaixo, extraídos do site do TJ-RJ:

    Processo No: 0015955-76.2017.8.19.0000

    TJ/RJ – 17/8/2017 9:52 – Segunda Instância – Autuado em 3/4/2017
    Processo eletrônico – clique aqui para visualizar. Pesquisar processo eletrônico
    Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO – CÍVEL
    Assunto:
    Compromisso / Espécies de Contratos / Obrigações / DIREITO CIVIL

    Órgão Julgador: DÉCIMA SEXTA CAMARA CIVEL
    Relator: DES. EDUARDO GUSMAO ALVES DE BRITO NETO
    AGTE: COMPLEXO MARACANÃ ENTRETENIMENTO S.A
    AGDO: FLUMINENSE FOOTBALL CLUB

    Listar todos os personagens
    Processo originário: 0072675-60.2017.8.19.0001
    RIO DE JANEIRO CAPITAL 37 VARA CIVEL

    FASE ATUAL: Conclusão ao Relator para Despacho/Decisao
    Data do Movimento: 14/08/2017 11:24
    Magistrado: Relator
    Motivo: Despacho/Decisao
    Magistrado: DES. EDUARDO GUSMAO ALVES DE BRITO NETO
    Órgão Processante: DGJUR – SECRETARIA DA 16ª CÂMARA CÍVEL
    Destino: GAB. DES EDUARDO GUSMAO ALVES DE BRITO NETO

  54. Sylvio Montenegro
    17 de agosto de 2017 at 11:38 (1 ano ago)

    Só temos que ver qual a nossa identidade, se clube de futebol destinado a ser grande e conquistar títulos ou um mercado de jogadores, agora chamados de ativos, cujo único objetivo é lucrar com a compra e venda de atletas.

    Quando conseguirmos vender o Robinho com lucro, já vejo até a torcida fazendo uma carreata para comemorar a venda!

  55. Fabio DB
    17 de agosto de 2017 at 12:20 (1 ano ago)

    Frase forte, triste e realista do Robinho:

    Robinho: ”Fiz teste em outros clubes, passei e fiquei pouco tempo. PENSAVA QUE FUTEBOL ERA DIFÍCIL, TINHA QUE TER EMPRESÁRIO, NÃO CONTAVA MUITO O TALENTO…” …. pera lá “não conta o TALENTO”???????????????

    Em um clube sério e profissional isso tem que acabar. Isso se chama corrupção. Isso não tem nada a ver com sucesso. Isso tem a ver com o modelo fracassado que vem destruindo os clubes do futebol brasileiro.

    O Flu tem 2 opções: “MUDAR OU MUDAR” esse triste quadro vivido no Brasil.

    ST

  56. Claudio Souza
    17 de agosto de 2017 at 12:38 (1 ano ago)

    Não vou discutir detalhes de um contrato e de aditivos cujo teor não conheço, agora, um dos princípios básicos das relações contratuais é o do equilíbrio dos contratos.

    Dentro do que foi noticiado e divulgado pelo Peter, o contrato inicial, assinado entre o Fluminense e o consórcio se revelou extremamente desequilibrado. Não participávamos do rateio das despesas das partidas, que não estavam sendo cobertas pelas receitas oriundas da exploração da bilheteria, estacionamento, lanchonetes etc.

    Se o Fluminense tivesse recusado qualquer renegociação dessas condições o consórcio poderia entrar na justiça e denunciar esse desequilíbrio contratual e nenhum tribunal que negaria essa revisão.

    Muita gente acha que o mundo é dos espertos e que o “pacta sunt servanda” é um princípio absoluto. Essa visão é antiquada e não tem mais nenhum eco no mundo jurídico.

    Um acordo costuma ser muito melhor do que a judicialização de uma relação e creio ter sido isso o que levou o Peter a aceitar esse ajuste.

    O que foi divulgado na época é que o Fluminense passaria a participar do rateio das despesas dos jogos e, em compensação, passaria também a participar do rateio das receitas dos demais lugares do estádio (antes sob exploração exclusiva do consórcio) e das demais fontes de recursos do aparelho (lanchonetes estacionamento, etc). Considerando apenas essas informações, me pareceu um acordo justo.

    Há que se lembrar, também, que as alterações dos termos da concessão em função das manifestações que impediram a demolição do Célio de Barros, da escola que funciona na área e do prédio da antiga casa de apostas do velho jóquei (que os ativistas insistem em dizer que é um monumento à causa indígena), impedindo a construção de um grande estacionamento e de um shopping, ceifou a possibilidade de o consórcio obter fontes de receita que poderiam compensar os altos custos de manutenção do estádio.

    Após a derrocada da Odebrecht e todos os problemas decorrentes da devolução litigiosa do estádio pelo Comitê Olímpico, e da indecisão do governo estadual em relação ao destino da concessão, face à decisão do consórcio de devolver o estádio ao Estado, um novo imbróglio aconteceu envolvendo o Fluminense, que queria continuar a jogar no estádio.

    Sinceramente, não sei o que a nova diretoria reivindicou, se foi o contrato inicial, o contrato revisto ou alguma outra coisa diferente de tudo isso, mas continuo não ver nenhuma razão para se criticar o ajuste feito na era Peter, ainda mais sem as informações necessárias a uma análise com embasamento.

    Acredito que se nenhum desses problemas oriundos da Lava-Jato, da entrega do estádio ao Comitê Olímpico etc tivessem acontecido e o consórcio ainda estivesse administrando o estádio dentro da normalidade, se esse ajuste se revelasse danoso ao clube, a outra parte certamente aceitaria abrir discussões visando a um novo ajuste. Assim se costuma agir nas relações empresariais.

    Agora, depois que a vaca foi pro brejo a relação virou um “farinha pouca, meu pirão primeiro” e a judicialização confirma isso. Torço para que o Fluminense saia dessa sem grandes danos, mas não conheço o processo para chegar aqui e criticar X, Y ou Z. Por uma questão de princípios, defendo sempre o que considero o mais justo.

    Quero deixar claro que nunca fui a favor do que fizeram no Maracanã, muito menos considerei correta a entrega da sua administração a um intermediário entre o Estado e os clubes, mas isso foi feito e todo o meu posicionamento se baseia nesse contexto e nas informações publicadas.

    Como costumo dizer, criticar quando se está de fora e, pior, sem o conhecimento necessário da situação, é sempre muito fácil.

    ST

  57. ALEXANDRE MAGNO BARRETO BERWAN
    17 de agosto de 2017 at 12:44 (1 ano ago)

    Tinham 26.000 pessoas no Engenhão, incluindo os urubus. Público de Fluminense versus Bangu em meio de campeonato de antigamente. Outrossim, concordo com o raciocínio.

  58. ALEXANDRE MAGNO BARRETO BERWAN
    17 de agosto de 2017 at 12:45 (1 ano ago)

    Pelo que entendi, ele quis dizer que chegou ao FFC pelo talento, não?

  59. ALEXANDRE MAGNO BARRETO BERWAN
    17 de agosto de 2017 at 12:50 (1 ano ago)

    Escutei reclamações de que o CRF atrapalhou MUITO a venda de ingressos aos torcedores do FFC na final do Carioca; de que um tricolor só poderia comprar um ingresso e os flamenguistas muito mais, fora dificuldades em fazermos o login para comprarmos on line.Nós tratamos muito bem todos os torcedores adversários e somos mal tratados pelos nossos rivais cariocas, SEP, SCCP, CAM…polícia paulistana (vide problemas contra o SFC)…

  60. Fabio DB
    17 de agosto de 2017 at 15:00 (1 ano ago)

    Sim, mas que isso é raro nas bases dos clubes. Vou melhorar eu texto acima pois está confuso.
    ST

  61. Aluisio Silva
    17 de agosto de 2017 at 15:02 (1 ano ago)

    Exato!

  62. Aluisio Silva
    17 de agosto de 2017 at 15:05 (1 ano ago)


    O Watford compra o Richarlison
    Aí não dá certo e vende pela metade. E ainda vai dar 10% prá gente???
    Óbvio que esse 10% é sobre o ganho (se houver) do clube inglês.
    Trouxas, lá fora, tem poucos…
    (aqui somos trouxas e palhaços, basta ver as contratações passadas, além das renovações, que somadas quebraram nosso tricolor)

  63. Fabio DB
    17 de agosto de 2017 at 15:11 (1 ano ago)

    Esse tipo de dúvida precisar ser tirada imediatamente. Concordo que pega mal. Se errou, bastava dizer: “errei me desculpem”. Melhor que o silêncio. ST

  64. Fabio DB
    17 de agosto de 2017 at 15:15 (1 ano ago)

    A diferença é que havia um alien dentro do FFC (Celso Barros) que dificultava o processo de retomada do clube. No Flamengo não havia empresário de fora no comando. Era um clube independente. O FFC era colonia da Unimed-Celso.

    Aliás, a queda em 2013 foi aqui discutida e 90% achou que o Celso Barros foi decisivo o forçar a barra para a saída do Abel e entrada do Luxemburro….. então as coisas no FFC estavam MUUIITO anormais…. mesmo assim muito foi feito em estrutura e em finanças… quanto aos anos de 2015-16, concordo que há erros sérios que estão sendo corrigidos e não repetidos (um passo atrás dois a frente). Não há como comparar o clube em dez 2010, com o clube hoje….ST

  65. Sergio Binda
    17 de agosto de 2017 at 15:21 (1 ano ago)

    Perfeito Capixaba!!

    ST

  66. Fabio DB
    17 de agosto de 2017 at 15:21 (1 ano ago)

    Eu não sei qual seria sua alternativa ao Peter. Os outros eram muito incompetentes. E, aliás, mentirosos. Parece que você não gosta de mentirosos. Ou há mentiroso amigo?
    ST

  67. luiz
    17 de agosto de 2017 at 16:14 (1 ano ago)

    Perfeito !!!
    Tem que ser cobrados SIM. Lamentavelmente não aceitam críticas.
    OBS: Votei no Abad e fiz campanha.

  68. Wladimir
    17 de agosto de 2017 at 17:14 (1 ano ago)

    Por que o Peter não é nem nunca foi administrador. Ele é advogado. Não entendia de administração quando assumiu. Teve a coragem de assumir uma “bronca” que pouca gente teria assumido. Entendo que atuou pra melhorar muita coisa, mas sem recursos financeiros e capacidade técnica não dá pra fazer muito. A dívida foi controlada, mas não reduzida. O Clube não tem mais penhoras atualmente. É pouco? Sim e não. É pouco pois poderia ter sido feito mais se ocorressem mudanças administrativas mais profundas, mas ao mesmo tempo, se não tivesse sido tomadas todas ações necessárias, hoje o Fluminense já estaria praticamente insolvente, irrecuperável diante do quadro que se apresentava.

    Alguns amigos aqui aparentemente tem a memória curta ou não acompanhavam o clube. Quando o Peter assumiu havia um caos total instalado. Terra arrasada. Penhoras. Patrimônio todo deteriorado. Caos administrativo. Dizer que não fez nada, só se for cego!

    É direito de todos criticarem. Críticas podem ser boas ao apontar erros e indicar mudanças necessárias. Mas que sejam feitas com bom senso. O caminho é longo. Muitas etapas tem que ser vencidas. O Clube não foi ao fundo do poço do dia para a noite e nem voltará ao ápice da mesma forma.

    Com relação ao Conselho Fiscal o Abad explicou e vou repetir aqui o que ele disse. O regime do Fluminense é presidencialista com uma grande concentração de poderes na direção. O Conselho Fiscal não tem acesso a uma série de informações que a Direção tem. A Abad só teve plena ciência da questão financeira quando assumiu a presidência. O problema do Fluminense no ano de 2017 é de fluxo de caixa. Diante de todos os compromissos assinados previamente não havia o fluxo esperado de receitas. Por isso está havendo um enxugamento em todos os setores, principalmente no futebol.

    Será que o Abad vai cometer erros em sua gestão ? Certamente que vai. Todos nós cometeríamos se estivéssemos lá. Mas vejo um foco muito positivo. E já vejo alguns resultados.

    Não está tudo bom, mas está melhorando aos poucos. Sejam mais otimistas!

    ST’s

  69. Valmir Carvalho da Silva
    17 de agosto de 2017 at 19:10 (1 ano ago)

    Tem todo meu apoio, amigo. Assino embaixo.

  70. Alexandre Magno Barreto Berwan
    17 de agosto de 2017 at 20:02 (1 ano ago)

    Como há coisas que só acontecem ao Botafogo, o público foi revisto e apareceu um outro…33 067 (30 885 pagantes)…

  71. Nildo Arantes
    17 de agosto de 2017 at 23:20 (1 ano ago)

    Esse é cara que diz senpre TÁ TUDO BEM E MARAVILHOSO. aff, chega arder os olhos.

  72. Flavio
    18 de agosto de 2017 at 13:41 (1 ano ago)

    Na realidade a ideia não foi essa. O que se passou foi que o Fluminense tinha ficado com 10% dos DE, ou seja, o Watford teria adquirido 90%. Se esta informação veio do clube ou não, não sei dizer. Mas se fossem essas condições ninguém seria trouxa. Mas parece que o acordo real foi que o Flu teria 10% em cima do lucro sobre a venda, se houver lucro claro. Que é bem diferente.

  73. Danilo Soares Félix
    18 de agosto de 2017 at 16:20 (1 ano ago)

    Comentário ridículo e agressivo, que merecia ser deletado. Profissionalização é um processo. Conseguimos evoluir em várias coisas, melhoramos a estrutura com o CT, Xerém, a parte decisória e política, que hoje pertence ao torcedor com o advento do SF. Melhoramos o perfil da dívida, mas Peter não focou na profissionalização administrativa. Está sendo feito agora e você está aqui reclamando como uma hiena. Triste.

  74. Danilo Soares Félix
    18 de agosto de 2017 at 16:26 (1 ano ago)

    Tenho certeza que você também se lembra do título nacional de 2012, do título carioca de 2012 e da Primeira Liga 2016. Tenho certeza que você comemorou. Só não vale dizer que os créditos são apenas da Unimed e os fracassos, com Unimed no comando do futebol, são da Flusócio. Isso é uma lógica criativa que não convence nem um retardado. Não sei se você percebeu mas o CRF tem o dobro do nosso orçamento, então sua comparação é bastante ruim.

  75. Rodrigo Gutemberg
    23 de agosto de 2017 at 15:32 (1 ano ago)

    Primeira liga, em que todos os clubes usaram reservas ? hahahahahahahaha É a maior prova da falta de resultados esportivos que voce tem a apresentar em sua defesa. O de 2012 foi com elenco unimed sim e basicamente montado pelo horcades, não é ? E retardado é aquele que acha que qualquer elenco conquistaria aquele título, não sei por quer o Flçu não conquistou outros título9s então de 2013 para cá se os craques da unimed não fazem tanta diferença assim. Pior ainda, com elenco unimed peter ainda por cima conseguiu nos rebaixar.
    E vencemos em 2012 porque peter não conseguiu vender o wellington nem como bem queria. E já sem o ídolo Conca e Mariano. E se o orçamento do Fla é grande, mais razão ainda para não se apequenar negligenciando os resultados esportivos. Prometeram ha mais de 4 anos novo patrocinio master. Cade ? Então devolvo sua afirmação final para vc proprio. Fico feliz por vc ficar satisfeito com um Flu mediocre dos anos 90.

  76. Rodrigo Gutemberg
    23 de agosto de 2017 at 15:33 (1 ano ago)

    Sensacional. E títulos, que é o que interessa para um clube grande ? Vc deixa eu listar aqui os contras da gestão, que esmagam estes teus prós ? Deixa ?

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