O blog da Flusócio é a casa virtual de todo tricolor!
Conheça aqui o Fluminense e seus bastidores.

O grupo Flusócio nasceu de conversas informais na arquibancada. Um grupo de torcedores indignados com a maneira como o clube tem sido administrado nos últimos tempos vislumbrou a necessidade de entrar como sócio e tentar mudar o Fluminense de dentro para fora. Se você é associado e tem interesse em lutar por um Fluminense novamente na vanguarda nos dê a honra de sua presença com a gente. Se você não é associado, mas se preocupa com o futuro do Fluminense, por favor, participe do nosso blog. Sua opinião será sempre muito bem-vinda! Se você tem elogios, sugestões, críticas ou quer participar mais da Flusócio, escreva para blog@flusocio.com.br. Caso você seja sócio do Fluminense ou tenha interesse em ser, poderá entrar em um de nossos fóruns fechados de discussão virtual ou mesmo participar de nossos eventos.

Perguntas Freqüentes - Parte 4

9 - A Flusócio tem alguma relação com a antiga Vanguarda Tricolor?

Não. Alguns flusócios fizeram parte daquele movimento, mas a Flusócio não nasceu de nenhum outro grupo político. Nasceu independente, a partir de um grupo de tricolores que comungavam dos mesmos ideais.

10 - Por que a Flusócio não organiza ou incentiva protestos contra o time ou contra a diretoria?

Porque institucionalmente esse não é o seu papel. Como grupo político, sua motivação é o entendimento de que a mudança deve se dar de dentro para fora, ou seja, é preciso uma administração no clube convergente com suas premissas. E é a busca dessa administração que norteia as ações da Flusócio. Individualmente, nada impede que membros do grupo protestem ou participem de protestos.

11 - A Flusócio tem alguma participação na atual diretoria? Teve em diretorias passadas?

Na atual diretoria, nenhuma participação, nem no primeiro, nem no segundo mandato de Roberto Horcades. Em diretorias passadas, alguns que hoje são flusócios tiveram participações. Mas o grupo, à época, não estava estruturado politicamente, restringindo-se a uma lista de discussão na Internet.

12 - A Flusócio já tem candidato definido para a próxima eleição?

Não. As ações da Flusócio até setembro de 2009 têm como objetivo principal o crescimento e o fortalecimento do grupo e a consolidação e a formalização de suas premissas e de um plano de gestão. Com um grupo grande, forte, com premissas bem definidas e um plano de gestão formalizado, a idéia é buscar, individualmente, ou através de composições políticas com outros grupos, algum candidato compromissado com as suas idéias.

13 - Qual a relação de Peter Siemsen, candidato nas últimas eleições, com a Flusócio?

À época das eleições, foi o candidato apoiado pela Flusócio, numa composição com outros grupos e correntes políticas que formaram a chapa Fluminense Unido e Forte (FUF). Hoje, é um membro do grupo.


Uma casa para a torcida

A edição eletrônica do Estadão de 27 de agosto reproduziu interessante reportagem do New York Times sobre a construção de três arenas para quatro times de Nova York: os Mets e os Yankees (baseball) e os Giants e os Jets (futebol americano). Lá é normal os times não serem donos das arenas onde possuem mando de campo ou quadra. São propriedade de empresas que lucram com elas em vários tipos de eventos.

Destacamos objetivamente alguns pontos da matéria, que seguem abaixo, sempre acompanhados de algum comentário da Flusócio:

a) São projetos que vão de US$ 800 a 1.600 milhões, o que sinaliza claramente a magnitude dos valores que compõem a expectativa de retorno dos investidores. Ainda assim, se por um lado a economia brasileira não nos permite sonhar com projetos dessa envergadura para arenas, o perfil dos investidores que aloca recursos nesse tipo de empreendimento indica que o negócio – exploração de arenas – pode ser lucrativo no longo prazo.

Podemos sonhar com capital dessa mesma natureza, atrás de empreendimentos semelhantes, um sonho acordado, com o pé no chão.

b) Uma das arenas será compartilhada por dois times rivais da mesma cidade.

A arena estar ligada a dois times, ao que tudo indica, agrada demais aos investidores, por três motivos básicos: (i) a possibilidade de ganhar escala com a freqüência de duas torcidas; (ii) a diversificação, já que nem em toda temporada ambos estarão bem; e (iii) as sinergias que o fato de administrar uma arena, e não duas, oferece.

Houve um efeito imediato no preço dos ingressos e há torcedores enfurecidos com aumentos que em alguns casos parecem mesmo extorsivos. O dono do Giants lembra que nos EUA “there’s no free lunch”: ou há injeção de dinheiro público, ou o público terá que pagar.

Usando a Inglaterra como exemplo, por um lado, sua decisão de modernizar seus estádios, tomada no início dos anos 90, teve como conseqüências quase imediatas o aumento na satisfação de quem vai aos estádios e a majoração no preço dos ingressos. Por outro lado, na mesma Inglaterra hoje se verifica que dificilmente os operários, que já constituíram o público básico do jogo, possuem condições de acompanhar seus times com a mesma regularidade de outrora.

A Flusócio traz o assunto à tona porque nas Laranjeiras dá-se como certo que o Fluminense será um dos arrendatários do Maracanã, ao lado da CBF e de nosso maior rival. O modelo em si, parecido com o que faz a prefeitura de Milão com o Milan (San Siro) e o Inter (Giuseppe Meazza), não nos traz desconforto, mas nós vemos alguns problemas.

O que garante que a já ensaiada pela imprensa campanha de “doação” do Maracanã ao nosso maior rival da próxima vez não ganhe força e prospere? Pagaremos para jogar no Maracanã, no Engenhão e em São Januário? A diretoria do Fluminense é combativa o suficiente para garantir que o clube será contemplado nesse acerto que se apregoa? O Maracanã será tratado como uma arena, com eventos constantes, de modo a gerar recursos para os clubes, ou continuará sendo um obsoleto estádio de futebol?

A Flusócio acredita que a marca Fluminense é poderosa o bastante para reunir recursos e harmonizar interesses em prol de um empreendimento que contemplaria uma casa para o clube mandar seus jogos. Uma casa para a torcida chamar de sua, embora com o nome alugado. Assim é com o Arsenal FC, cujo estádio tem o nome de uma empresa de aviação estrangeira. Ferramentas há, investidores, provavelmente. Que tal trabalhar um plano B, caso o Flu acabe visitante no Maracanã? Fica a sugestão para a diretoria.


ESPN Brasil retrata a “gestão” do Flu

Há duas semanas, o canal de TV fechada ESPN Brasil tem apresentado o documentário “O Buraco Negro do Futebol- a grana dos clubes”, durante a edição noturna do programa Sportscenter.

Na sexta-feira, dia 03/10/2008, a série de reportagens abordou a situação do nosso Fluminense, clube dentre todos os analisados que possui a pior situação financeira e patrimonial, chegando a dever 93% do que possui.

A excelente reportagem está disponibilizada na internet, clique AQUI para conferir na íntegra.

Infelizmente, a situação apresentada não é novidade para a Flusócio, como temos deixado claro em todos os nossos textos. Mas diante de tal cenário assustador, algumas coisas ainda nos intrigam: por exemplo, como pode alguém desta diretoria pensar em “enxotar” a Unimed? Hoje é sabido por todos que existem grupos ligados ao Vice Geral José de Souza trabalhando para que isso aconteça. Como podem pensar em dispor do parceiro que hoje nos dá a mínima competitividade esportiva sob o absurdo argumento “de que ele só põe dinheiro no departamento de futebol”?

Indignação à parte, a avaliação mostrada na reportagem da ESPN Brasil é técnica e isenta, e apenas reforça o que a Flusócio vem tentado mostrar ao longo dos anos, seja através da campanha de Peter Siemsen em 2007, seja através deste blog, da revista O Tricolor ou de todas as nossas outras ações: fica cada vez mais evidente a necessidade de o torcedor entrar como sócio do clube e influir diretamente nos destinos da sua paixão. Precisamos “refundar” o Fluminense na parte administrativa e financeira, garantindo sua sobrevivência para as futuras gerações de tricolores.

Só se estiver pautado por uma gestão profissional, que honre acordos e transmita credibilidade negocial, o Fluminense terá sua trajetória de vitórias garantida. Do jeito que está, tocado por amadores e na base do improviso, será muito difícil se livrar da completa insolvência.


Ainda a farra dos ingressos da final da Libertadores

Sabemos que o assunto traz tristes lembranças a todos os torcedores tricolores. Em um dos momentos mais importantes e felizes da gloriosa história do Fluminense, durante a magna campanha na Libertadores 2008, a atual diretoria envergonhou nossa torcida e manchou nossas cores e nossa bandeira. Milhares de torcedores foram às filas comprar ingressos para a final da Libertadores e receberam em troca socos, pontapés e spray de pimenta nos olhos.

Hoje, sabemos o que aconteceu. Fraude, atuação criminosa, desprezo pela torcida. Uma quadrilha formada dentro de Laranjeiras elaborou um esquema criminoso para ganhar dinheiro com a venda dos ingressos de umas das mais importantes partidas da história do Fluminense. Ao final, torcedores tiveram que gastar pequenas fortunas para assistir o jogo, comprando ingressos das mãos de cambistas.

Desde então, as investigações nos âmbitos da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual caminham. Recentemente, foi publicada matéria no jornal O Globo sobre o caso, em que parte do esquema fora desvendado. Confira em post anterior (http://flusocio.com.br/blog/?p=1566).

A diretoria, após o incidente, manifestou-se no sentido de que uma “séria” sindicância seria instaurada para apurar os responsáveis. Entretanto, o tempo passou, já foi publicada a reportagem de O Globo, e nenhuma manifestação da nossa diretoria sobre as investigações internas ou responsabilização dos culpados.

Não bastasse o silêncio, fomos mais uma vez surpreendidos com duas notas oficiais publicadas no site institucional do clube . A primeira nota tratava de esclarecimentos sobre notícias veiculadas na imprensa sobre a distribuição de ingressos às torcidas organizadas. No último parágrafo tratava de questão outra, diversa do tema principal, e que passou despercebida da maioria, mas não da Flusócio. Eis o teor do referido parágrafo: “Por fim, vale ressaltar: tudo o que diz respeito aos assuntos vinculados à venda dos ingressos para a final da Copa Libertadores 2008 já foram dissecados pelo nosso corpo jurídico, cujos profissionais continuam à disposição da mídia para outros eventuais esclarecimentos”. Já a segunda nota, que responde a acusações do presidente do Botafogo, diz: “Com relação ao episódio ocorrido por conta da venda de ingressos para a final da Copa Libertadores 2008, volto a frisar que o assunto está encerrado. Todos os esclarecimentos foram prestados com lisura e transparência aos órgãos competentes”.

Como assim os assuntos já foram dissecados pelo corpo jurídico? Como assim os esclarecimentos foram prestados com lisura e transparência? Quem são os responsáveis? Foram punidos? O clube será ressarcido pelo enorme prejuízo sofrido? Por que divulgar o suposto resultado da sindicância em notas oficiais que tratam de outros assuntos?

A torcida tricolor, maior patrimônio do Fluminense Football Club, tem o direito de ter acesso à verdade sobre a farra dos ingressos. Com a palavra, mais uma vez, a diretoria.


Opção para gestor de futebol em 2009

Já que Branco não tem mais condições de ocupar o cargo, a Flusócio vai lançar opções de profissionais capacitados para exercer a função com brilhantismo. O primeiro nome é o de Rodrigo Caetano, atualmente com 37 anos. É um ex-jogador de futebol formado no Grêmio. Era meia-armador e jogou ainda em outros clubes como Mogi Mirim, Brasil de Pelotas e Farroupilha. Diferente da maioria dos ex-boleiros, Rodrigo estudou e se formou. Fez administração de empresas na PUC-RS e depois pós-graduação em administração esportiva.

Ele foi o grande responsável pelo trabalho realizado na base do RS (antigo time do Carpegiani) que revelou, entre outros, os zagueiros Thiago Silva e Naldo (do Werder Bremen), além de Éderson, que foi comprado na última janela de transferência pelo Lyon junto ao Nice por 14 milhões de euros. Na função de Superintendente de Futebol do RS foi um dos responsáveis pela quinta colocação da equipe na Série C do Brasileiro de 2003. Um trabalho que no início de 2005 o fez ser convidado para assumir a coordenação das categorias de base do Grêmio.

No Olímpico, em pouco mais de dois anos, ressuscitou o sucateado Departamento de Futebol Amador. Foi o responsável por revelar jogadores como Lucas, Carlos Eduardo e Anderson. Devido ao sucesso que alcançou na base foi promovido em março de 2007 para Diretor Executivo de Futebol, sendo responsável por todo o futebol do clube. De cara, ganhou o Campeonato Gaúcho e agora faz este trabalho excelente no Brasileiro, ocupando as primeiras colocações desde o início da competição, mesmo sem um grande orçamento à disposição.


Perguntas Freqüentes - Parte 3

6 - Como se organiza a Flusócio? Tem CNPJ? Como se financia?

É um grupo informal. Não tem personalidade jurídica, estatuto ou qualquer outra formalidade. Possui como gastos básicos regulares a manutenção do site e o aluguel do Flexcenter para as reuniões periódicas, abertas ou fechadas. Teve como gastos extraordinários a confecção da faixa utilizada no Maracanã e as edições da revista “O Tricolor”. Tais gastos são financiados por contribuições voluntárias do grupo. No caso do site, há uma pequena receita decorrente do “banner” publicitário da Google. No caso da revista “O Tricolor”, parte do custo foi coberta por patrocinadores que compraram espaços publicitários. A Flusócio possui um membro que assume a função de tesoureiro, controlando o caixa e o fluxo de receitas e despesas, prestando contas periodicamente na lista política.

7 - Há hierarquia no grupo?

Na Flusócio não há chefes ou líderes. Todos os assuntos ou decisões são debatidos pelo grupo, pessoalmente ou na lista política. Com o crescimento do grupo e a diversificação das frentes de atuação, estão se formatando de forma natural alguns núcleos de organização. No momento há um tesoureiro eleito pelo grupo, a equipe editorial do blog e uma célula de planejamento estratégico. Estão em fase de discussão e apresentação de voluntários a criação de outras células, com o intuito de dar maior agilidade nas decisões do grupo, tais como: articulação política, futebol, esportes olímpicos, marketing e social. As células existentes e aquelas em discussão não representam delegação de poder aos seus componentes, servindo apenas como um fórum para agilizar trabalhos. Todas as decisões importantes são discutidas pelo grupo todo e todo flusócio pode contribuir ou opinar sobre qualquer assunto, independente do tempo de grupo e de estar ou não na célula pertinente.

8 - Como funciona o blog? Por que os posts são assinados por “FLUSÓCIO”?

A decisão de não assinar os posts tem como objetivo fundamental o fortalecimento do grupo. Dada a consciência de que o blog é a principal forma de expressão da Flusócio para o público externo e o fato de ser inviável que o grupo tenha uma participação homogênea na redação de posts entendeu-se que, se assinados, o blog ficaria mais identificado a alguns flusócios, o que não é a idéia e não converge com o objetivo do instrumento. O inconveniente da forma escolhida é que todo post acaba assumindo um caráter de “editorial” ou “opinião da Flusócio”, o que exige um cuidado redobrado da equipe editorial. Apesar de algumas polêmicas e discordâncias no grupo, hoje prevalece a idéia que esse é o melhor formato. Atualmente, a equipe editorial conta com 15 membros e uma lista interna de discussão. Por bom senso, posts mais polêmicos são submetidos à lista política geral da Flusócio. Independente de ser da equipe editorial, qualquer membro do grupo pode sugerir posts, o que acontece com freqüência.


Amanhã, às 9h, nas Laranjeiras

Enquanto Renê Simões será apresentado para o elenco e a imprensa, que tal você, amigo tricolor, sócio ou torcedor do Fluminense, estar lá para dar o seu recado? Momento mais apropriado impossível. É óbvio que os jogadores precisam de força, especialmente psicológica, neste momento. O novo técnico, que nem começou o trabalho, também merece apoio para tentar evitar o desastre. Só que já passou da hora de cobrarmos pessoalmente os verdadeiros culpados pela situação calamitosa do clube. É muito fácil sair demitindo treinador, aumentando ainda mais o passivo trabalhista do clube, e não assumir os vários erros cometidos ao longo de 2008. Toda a diretoria estará lá! Então, vamos mostrar a nossa cara e exigir a saída de quem por tudo que fez (ou principalmente não fez) está destruindo o Fluminense Football Club. 


Teremos uma terceira chance?

Há praticamente 10 anos, em outubro de 1998, o Fluminense vivia o pior momento de sua história, sendo rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. Rebaixamento que coroou o período mais desastroso em termos administrativos e de resultados que o clube experimentou. Entre 1986 e 1998, o Fluminense experimentou praticamente 10 anos sem títulos, 3 rebaixamentos e 2 renúncias de presidente. Enquanto vivíamos o caos, nos preparando para ter os poderosos Dom Pedro e Anapolina como nossos rivais, alguns de nossos verdadeiros rivais se deleitavam em uma onda de investimentos que, ao que tudo indicava, parecia representar uma nova e definitiva mudança de paradigma no futebol brasileiro. Com todo esse cenário, há 10 anos, não era pessimismo exagerado ou pensamento apocalíptico profetizar o fim do Fluminense.

Mas o que evitou o fim? Internamente, a situação de terra arrasada propiciou uma união política jamais vista na história do clube. Além disso, um dos únicos legados positivos do desastroso período entre 1986 e 1999, Xerém, começou a dar seus frutos. Mas será que isso era suficiente? Nossa torcida diminuiu bastante. Mas, muito provavelmente, não teria permanecido em um patamar digno de time grande se não fosse um certo gol de barriga naquela partida épica, considerada por muitos a maior final de todos os tempos de um campeonato carioca. Glória isolada em um período tão desastroso, mas que garantiu a formação de uma nova geração de tricolores fanáticos e renovou o ânimo de outras gerações, acostumadas com o Fluminense vencedor de outrora.

Enquanto estávamos no fundo do poço, surgiu uma parceria que em um primeiro momento foi fundamental. E, mais tarde, nos tornaria um dos clubes de maior potencial de investimentos do futebol brasileiro. Hicks, ISL, Parmalat, Bank of America, algumas das parcerias dos nossos rivais acabaram fracassando. União política, gol de barriga, Xerém, Unimed, fracasso das parcerias dos rivais. Nelson Rodrigues, de fato, tem razão. O Fluminense nasceu com vocação para a eternidade. Contrariando as evidências, o Fluminense ganhava uma segunda chance para reencontrar o seu destino de clube vencedor.

Infelizmente, hoje, 10 anos depois de conhecermos o inferno, as lições parecem não terem sido aprendidas. O cenário atual é desolador. Clube politicamente rachado. Fortes indícios de que a “era Unimed” parece estar chegando ao fim. Retrocessos em Xerém. Time com sérios riscos de cair à Série B. Ao longo desses últimos 10 anos, o destino criou um cenário ideal para o Fluminense se estruturar, se modernizar, profissionalizar sua gestão e sanear suas dívidas, sem abrir mão de brigar por títulos. Mas pouco, muito pouco se evoluiu. A despeito dos volumosos investimentos, os títulos foram pífios. E o que é pior… Além de 2008, estivemos às voltas com o rebaixamento em 2003 e 2006. O destino nos deu uma ótima segunda chance para a redenção dos incontáveis pecados cometidos pelos nossos dirigentes entre 1986 e 1998. Não aproveitamos! Agora, será que teremos uma terceira chance?


Tempo precioso

Após o lamentável e injusto empate contra o Goiás, o Fluminense só voltará a campo no dia 11/10. Nosso próximo jogo será em um sábado contra o Atlético-PR, que com seu time titular foi eliminado da Sul-Americana jogando em casa.

Serão nove dias seguidos para que o treinador Cuca aprimore mais a parte tática e técnica do elenco, juntamente com a preparação física. É uma oportunidade única, causada por um benefício vindo da tabela e eventos fora do campeonato.

O tempo pode ser aproveitado em um local que ofereça estrutura para tal e que afaste o nosso elenco dos muitos problemas extracampo. Enfim, há vários fatores que serão benéficos para que o Fluminense suba de vez na tabela do Brasileiro.

Para isso, basta um planejamento razoável. Nada difícil de fazer, mas que parece quase impossível para as pessoas que dirigem o Fluminense. Tudo o que vemos acontecer agora são os frutos da falta de planejamento. Todos nós sabemos!

Restam 10 jogos para o Flu. Temos mais time que Atlético-PR, Figueirense, Vasco, Portuguesa e Ipatinga, todos futuros adversários no campeonato e que lutam contra o rebaixamento. É difícil a situação, mas precisamos e podemos vencê-los!

Crédito da foto: GE.com


Mais um empate (injusto)

O decepcionante resultado se deveu a um misto de insegurança dos jogadores, arbitragem francamente contrária e, vá lá, azar. Um jogo em que, em condições normais, o Fluminense até poderia ter conseguido uma goleada.

Antes que a crítica ao juiz pareça exagerada, dois lances em que ele errou de forma capital contra o Flu: (1) a expulsão de Maicon, mais por compensação do que por qualquer outra coisa (2) Alan derrubado por trás, com consequente expulsão de mais um jogador do Goiás.

Mas, é preciso admitir, o desperdício de gols foi o grande problema do Fluminense. Por insegurança ou deficiência técnica.

O Fluminense começou pressionando, mas o time estava muito aberto. Roger, por exemplo, jogou muito bem, mas não pode ser escalado junto com Edcarlos. E foi assim que sofremos o gol logo aos 16 minutos do primeiro tempo.

Um dos melhores jogadores do time no conjunto da obra, Roger foi dar combate como um lateral direito. Iarley recebeu por trás dele, driblou Romeu e cruzou para Ramalho, que era marcado de longe por… Conca!  Um absurdo tático. Gol do Goiás. Por onde andavam Carlinhos e Júnior César, ninguém sabe até agora.

A partir do gol, agravaram-se a insegurança e o desespero do time, debaixo de um dilúvio.  O Fluminense pressionava na base do desespero, e ficava exposto na retaguarda.  Washington sofreu falta na meia lua. Ele próprio cobrou, mal.

O empate só aconteceu aos 36 minutos.  Conca cobrou uma falta da meia direita, de curva, Romeu subiu para cabecear e acertou a bola, mas o juiz deu o gol ao argentino. Não importa. Renascíamos no jogo.

Logo depois, Ramalho machucou-se e foi substituído por Fredson que, em seu primeiro lance, aplicou sem a bola um carrinho com o pé direito nas alturas, acertando a perna de Júnior César. Expulsão correta.  Mas Wilson Luís Seneme sempre compensa, é um árbitro “político”. E veio o lance do Maicon.

Antes do fim do primeiro tempo, o Goiás veio todo, pôs pressão e perdeu a bola. Arouca esticou para Carlinhos na direita, três contra um, e Ciel perdeu, ainda que com péssimo passe de Carlinhos.

No segundo tempo, a saga dos gols perdidos. Aos 25 minutos, Ciel perdeu outro gol, em jogada de Roger. Aos 29, o erro da falta em Alan. Aos 38, em jogada de Conca; aos 40, Edcarlos chuta e um zagueiro joga para fora. Aos 41, foi a vez de Alan, com defesa de Harley; na cobrança, nova defesa, em cabeçada de Roger.

Aos 45 minutos, o gol perdido foi do Goiás.  Em jogada exatamente igual àquela desperdiçada pelo Flu no primeiro tempo, três jogadores deles entraram sozinhos em nossa área, com apenas Fernando Henrique pela frente. Nosso goleiro fez milagre e salvou com grande reflexo, com o pé direito, o chute do lateral direito Victor.

Aos 48 minutos, Júnior César partiu absolutamente sozinho em contra-ataque pela esquerda. Vários jogadores do Flu o acompanharam, a zaga do Goiás em desespero e virada de frente para o próprio gol.  Mas o nosso lateral esquerdo, lamentável durante toda a partida, fez o que se espera dele:  foi até o fundo e chutou de forma ridícula, patética, na rede, pelo lado de fora.

E essa é a crônica do nosso interminável drama, com alguns dos nossos jogadores já dando sinais de desespero e desânimo.  Destaque para os zagueiros Edcarlos e Roger, muito boa a partida de Romeu, Conca brilhante no primeiro tempo, mas apenas guerreiro no segundo, e Alan, que entrou com boa mobilidade e buscando o jogo.

Decepcionantes Carlinhos, Júnior César, Ciel, Somália e Elias.  Regulares os outros.


Carta aberta de Peter Eduardo Siemsen

Diante da crise que vive o nosso Fluminense e na qualidade de candidato apoiado por 631 votos na última eleição, venho me manifestar no sentido de buscar uma solução, sem deixar de lembrar que já esperávamos uma administração conturbada para o atual triênio. Hoje, está claro que o clube carece de liderança e vive uma séria crise de organização. As críticas à UNIMED são injustas e demonstram o total despreparo daqueles que estão no poder. Uma desavença de facções políticas que formam o grupo do atual presidente não pode de maneira nenhuma arranhar uma das maiores e melhores parcerias do futebol brasileiro. Qualquer movimento direcionado a atacar o patrocinador, em um momento crucial para nos mantermos na 1ª divisão, deve ser devidamente repudiado.

A hora é de encontrar nomes que possam assumir posições chaves na administração do futebol e do clube. O futebol precisa de comando, de uma referência em que todos confiem. A oposição, que foi 2ª colocada na última eleição, conclama todos os tricolores para uma união de esforços neste momento difícil e se coloca à inteira disposição para ajudar na reorganização do futebol e da gestão do clube para 2009.

Ass. Peter Eduardo Siemsen


Todos ao Maracanã!

Na série C de 1999, tínhamos um público que oscilava entre 25 e 35 mil pessoas presentes, torcedores fanáticos e apaixonados que apoiaram o Fluminense no seu momento mais difícil. Nove anos depois, precisamos lutar para não voltar a uma situação parecida. E o jogo contra o Goiás será uma verdadeira batalha para que o time suba de vez na tabela do campeonato e saia o mais rápido possível da zona de perigo.

É uma noite para “jantar no inferno”, onde todos no estádio deverão ter um só pensamento: garra e vitória a qualquer preço, custe o que custar. Hoje à noite, teremos mais uma destas batalhas de uma guerra que travaremos até o fim do ano.

No domingo passado, a torcida mostrou sua paixão praticamente dividindo o Engenhão com a torcida adversária e incentivando o time com 10 jogadores até os minutos finais. Em nossa casa não pode ser diferente, temos que mostrar a nossa força.

O Fluminense precisa de sua torcida apaixonada, mais do que nunca. Gastamos energias no domingo e estamos novamente recarregados para hoje.

Lembramos que os preços dos ingressos estão reduzidos: uma arquibancada custará apenas 20 reais. E uma cadeira comum, de onde é possível pressionar adversários e arbitragem mais de perto, sai pela módica quantia de 10 reais. Estudantes pagam meia-entrada. Também é importante ressaltar que qualquer atitude de violência, arremesso de objeto ou invasão de campo prejudicará apenas o Fluminense.

Portanto, compareça ao mítico Maracanã, leve amigos, arrebente a sua garganta e venha com pensamento positivo. É vencer ou vencer!

Crédito da imagem: Site Lancenet!


Falta um ano para você se associar!

Hoje é um dia importante. Infelizmente, não estamos comemorando nada. Ao contrário, nosso clube encontra-se muito mal no campeonato brasileiro, algo mesmo inacreditável para quem teve um primeiro semestre tão bom como tivemos.

O dia é importante, pois o nosso contador aponta que faltam 365 dias para você se tornar sócio do Fluminense e se juntar a nós nessa árdua caminhada até a eleição de 2010. Lembre-se que para votar nas próximas eleições, os tricolores interessados têm que se associar ao clube com até 12 meses de antecedência do pleito. No nosso caso, contando com os trâmites burocráticos do clube, entendemos que os novos sócios têm que se associar até o dia 30 de setembro de 2009.

O ideal, para todos nós, é que estivéssemos apenas preocupados com o próximo jogo da nossa paixão e com os jogos restantes para a conquista de mais um título. Ao contrário, porém, estamos preocupados com essa verdadeira final que jogaremos contra o Goiás, amanhã, para fugirmos da zona de rebaixamento. E é por conta dessa preocupação, que não podemos nos esquecer da necessidade de associação em massa da nossa torcida, para mudarmos de uma vez por todas essa forma retrógrada e amadora de administrar o Fluminense.

Hoje, portanto, falta exatamente um ano para você se associar e participar da maior mudança da história do Fluminense Football Club.


O preço da imprudência

Já se sabia que marcar clássicos para o Engenhão seria um risco desnecessário. A região possui ruas estreitas que facilitam emboscadas por parte de torcidas organizadas rivais, o que afasta as famílias do estádio.

Se considerarmos que a cidade tem a opção do Maracanã, a principal praça de esportes do Rio de Janeiro, que permaneceu fechada durante o domingo, a insistência botafoguense em fazer valer seu mando de campo mostrou-se meramente intransigente.

O Botafogo ainda fez questão de demonstrar toda sua hostilidade em relação ao visitante, restringindo o número de ingressos vendidos à torcida tricolor, atitude que o Fluminense não tomou no jogo do turno.

Para completar, instalou os tricolores em uma área pequena, sem uma lanchonete minimamente adequada e com péssima visibilidade para o campo. Esta “organização” era totalmente desnecessária, até mesmo porque 70% do estádio estava vazio.

Disputar clássicos locais no Engenhão (ou em São Januário) é tido como irresponsabilidade pela própria PM, entidade responsável pela segurança das partidas. Tal entendimento é amparado, inclusive, por laudo técnico.

Antes de o jogo de domingo, a própria federação carioca também alertou para o risco de problemas.

Insistir em jogar clássicos no Engenhão também é oportunismo técnico, afinal, é justo que o Botafogo faça os clássicos locais em sua casa e o jogo da volta aconteça em campo neutro?

Roberto Dinamite já acabou com este expediente desde que assumiu o Vasco, mas pelo visto Eurico Miranda deixou alguns súditos em General Severiano.

Ao restringir ingressos e espaço, o Botafogo não apenas tratou mal a torcida visitante, como também teve perda de arrecadação. E como a toda ação corresponde uma reação, parte da torcida do Fluminense quebrou algumas cadeiras em seu setor.

Está errado sim, muito errado, mas muito pior foi a decisão irresponsável de incorrer neste e em outros riscos.


Perguntas Freqüentes - Parte 2

3 - O que caracteriza alguém como parte do grupo Flusócio?

Estar na lista cadastral do grupo e em concordância com seu Termo de Compromisso, que respeita a consciência individual, mas preza pela unidade. Existe uma lista de flusócios cuidadosamente controlada e atualizada, com informações básicas como nome, contatos e status (se já é sócio do clube ou não). Há ainda a lista política da Flusócio. Trata-se de um grupo de distribuição fechada de e-mails em que são abordados diversos temas relacionados ao Fluminense Football Club. Só flusócios fazem parte dessa lista política. Mas nem todos os flusócios estão na lista política. Alguns não fazem parte dela por falta de acesso à internet ou falta de tempo.

4 - Como fazer parte do grupo? Quem pode se tornar um “flusócio”?

Comungando das premissas básicas do grupo, primeiramente, é preciso ser sócio de qualquer categoria que confira direitos políticos no clube (proprietário ou contribuinte) ou ter o compromisso firme de se tornar sócio até 30 de setembro de 2009, a tempo de votar nas eleições de 2010. Preenchendo esse requisito, a entrada no grupo pode se dar por duas formas. Se for por indicação de algum flusócio, a entrada é praticamente automática. O nome é submetido à lista política e, a não ser que haja alguma oposição consistentemente justificada de outro flusócio, que será julgada pelo restante do grupo, o novo membro é aceito. Caso não haja indicação, como aqueles que nos conhecem via blog ou revista “O Tricolor”, é necessário, primeiramente, a presença física em alguma reunião aberta ou em algum evento para que o grupo conheça pessoalmente o postulante. A partir desse momento, a aceitação segue o mesmo fluxo de alguém indicado. Tais cuidados são necessários principalmente por conta da lista política que é, de certa forma, uma lista de confiança em que o grupo deve se sentir a vontade de debater, lançar suas idéias e até informações sigilosas, tendo a segurança de que está em um ambiente confiável. E também para tentar assegurar o máximo de homogeneidade possível ao grupo, de forma a tentar mitigar o risco de “rachas” indesejáveis em momentos políticos decisivos.

5 - O que eu ganho me tornando um flusócio?

Se você está decidido a influenciar politicamente na gestão do Fluminense Football Club, ganha a força de um grupo cada vez mais representativo, com alguma experiência nas muitas particularidades da política do clube, coerente e coeso nas premissas que prega. Afinal, em política, “uma andorinha só não faz verão”.